A proposta de desenvolvimento da CUT
Após o anúncio do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, o tema desenvolvimento e/ou crescimento voltaram a ser o centro das atenções. A política econômica proposta pelo Governo incitou um velho debate sobre a necessidade de crescimento econômico do Brasil para sanar alguns problemas históricos como a miséria, a violência, o desemprego, a desigualdade social, a precarização do trabalho e tantos outros.
No entanto, é preciso dizer que o país não necessita apenas do crescimento econômico para resolver algumas de suas crises, como pensam muitos especialistas que defendem a economia como variável determinante no mundo.
O desenvolvimento social e político também precisam ser discutidos e aplicados, pois são medidas e políticas conjunturais, de repercussão nos diversos setores da sociedade, que irão criar condições para a melhoria da situação do Brasil.
Dentro desse cenário, uma proposta de desenvolvimento – existem diversas propostas e cada uma atende a um determinado interesse e grupo – é a das Centrais Sindicais, dentre elas a CUT. O objetivo da CUT é muito claro: representar e responder aos interesses dos trabalhadores, defender um desenvolvimento que leve em conta a distribuição de renda e a valorização do trabalho, porque só assim será possível tornar o Brasil um país desenvolvido com um grande diferencial: com justiça social.
O ideal defendido pelas Centrais é muito coerente com o contexto no qual vivemos, pois é explícito que os trabalhadores são os que menos usufruíram e usufruem das riquezas produzidas no país. Os trabalhadores/as apesar de compor a maioria da população brasileira, são os que mais sofrem com as mazelas sociais. Portanto, ao se pensar no desenvolvimento do país, é preciso levar em conta os interesses da parcela majoritária da população e não de uma minoria – a elite sempre consagrada com as melhores oportunidades.
A CUT ciente e preocupada com a situação dos milhões de brasileiros/as que trabalham de sol a sol propõe medidas e políticas que visem à melhoria das condições de vida da população. O pacote inclui propostas que vão desde o financiamento público para projetos, com contrapropostas a serem cumpridas pelas empresas que utilizarem destes financiamentos, passando pela reforma política demopela reforma polestes financimaas a serem cumpridas pelas empresas que utilizarem destes financimanetocrática, até a pressão e mobilização para a inclusão dos pontos do pacote na estratégia de desenvolvimento do país.
Além disso, a CUT, juntamente com as outras Centrais, está organizando a Jornada e o Seminário “Desenvolvimento, Distribuição de Renda e Valorização do trabalho”, com o intuito de incitar a discussão ampla e democrática sobre o tema para a construção conjunta de uma Agenda dos Trabalhadores para o Desenvolvimento. Outro ponto importante na discussão deste tema é o salário mínimo, que este ano já foi ponto central de discussões entre as Centrais, o Governo e a população, gerando uma grande conquista aos trabalhadores que é a política de médio prazo de valorização do salário mínimo: um passo histórico rumo a um país mais justo socialmente, em que as desigualdades sejam menores.
Por isso, o PAC, apesar de seus problemas e necessidade de ajustes, surge como um sinal de esperança de mudança de rumo, pois traz de volta à cena a figura do Estado como agente central na implementação de uma política de desenvolvimento do país. Esta é uma ação que vai contra a linha neoliberal que até então vinha sendo seguida, no qual o mercado age livremente e o Estado tem atuação mínima.
A Contracs tem clareza de que as bandeiras de Desenvolvimento, Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho, levantadas pela CUT, serão formas efetivas para alcançar desenvolvimento econômico e valorização do trabalho.
Especialmente, no ramo de comércio e serviços, onde os trabalhadores já sofrem com baixos salários, uma jornada de trabalho absurdamente desumana, a crescente precarização das relações de trabalho e a perda de direitos, o desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho trará uma nova perspectiva de esperança e mudança.
É nisso que acreditamos e é por isso que lutamos: desenvolvimento com justiça social.
Por Lucilene Binsfeld (Tudi), que é presidente da Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT – CONTRACS.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
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