Após ‘bolha de otimismo’ em dezembro, aprovação de Lula e sua gestão estabiliza-se em nível elevado e similar a índices do começo do 1º mandato, diz pesquisa CNI/Ibope. Mas satisfação com políticas de combate à pobreza vem caindo.
BRASÍLIA – A popularidade do presidente Lula e do governo dele no início do segundo mandato está em patamar elevado e aproxima-se do nível observado no primeiro ano da gestão inicial, quando a expectativa com a estréia do PT no poder federal fazia a cabeça de muitos brasileiros. A atuação do governo na área social, que sempre foi vedete no discurso e nas ações petistas, continua em alta com a população e segura a popularidade. Mas já não encanta como antes. Desde a reeleição, vem diminuindo o contentamento com as políticas de combate à fome e à pobreza, de saúde e educação, cujos índices de aprovação seguem expressivos, mas distantes do que se via em 2003.
Atualmente, 53% brasileiros aprovam as ações federais de combate à fome e à pobreza, segundo pesquisa do Ibope feita por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quinta-feira (12). Em setembro, com a campanha eleitoral fervendo, a aprovação estava em 67%. Em dezembro de 2003, em 73%.
Com os programas sociais de saúde e educação, aconteceu o mesmo. A aprovação caiu de 58% para 52% desde setembro de 2006, longe dos 61% do fim de 2003. “A pesquisa deixa claro que na melhor área do governo, houve uma queda na avaliação”, disse o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita.
Apesar da queda de “ibope” na área mais bem vista do governo, o presidente Lula e sua administração exibem uma expressiva musculatura política, como em 2003 e apesar do desgaste sofrido especialmente em 2005, em função das diversas investigações de irregularidades por CPIs.
A avaliação do governo é ótima ou boa para 49% dos 2002 entrevistados pelo Ibope entre os dias 28 de março e 2 de abril. É o segundo melhor resultado entre 18 levantamentos iguais feitos desde a primeira posse do presidente Lula. Só perde para março de 2003 (51%) – e empata com setembro do ano passado.
Em relação à pesquisa anterior, divulgada em dezembro, a avaliação positiva do governo recuou – era de 57%. Segundo Guarita, essa comparação precisa ser relativizada porque o último levantamento mostrou resultados “fora do normal”, uma “bolha de otimismo” e um “excesso de euforia”. A “bolha”, disse ele, teria sido “inflada” pelo clima da eleição, que ainda contaminava o humor dos entrevistados, a expectativa de crescimento econômico maior, inflação baixa e o pagamento do décimo-terceiro salário.
A crise do setor aéreo, assunto negativo para o governo que não sai do noticiário, também colaborou para a queda. “Mas o recuo não é suficiente para indicar a queda da popularidade do presidente e seu governo. Os índices revelam uma acomodação na avaliação num patamar bastante positivo”, afirmou Guarita.
A pesquisa tem mais três índices que indicam a alta popularidade do governo como um todo e do presidente Lula em particular. A aprovação do governo está em 65%, patamar inferior apenas ao período da “bolha de otimismo” (71%) e 2003 (começou em 75% e terminou em 66%). A nota média do governo foi de 6,7. Perdeu para a “bolha” (7) e para os seis meses iniciais de 2003.
No que diz respeito à figura individual do presidente Lula, 62% dos entrevistados disseram que confiam nele. O mesmo índice fechou 2003 em 69%, foi de 63% em novembro de 2004 e de 68% em dezembro do ano passado. Em outros períodos, sempre esteve em nível inferior ao atual. “É uma confiança considerável e bastante expressiva”, disse o consultor Amauri Teixeira, um dos responsáveis pela análise da pesquisa.
Por André Barrocal.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciacartamaior.com.br.
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Por Mhais• 13 de abril de 2007• 19:25• Sem categoria
Governo Lula 2 inicia com popularidade alta e próxima à de 2003
Após ‘bolha de otimismo’ em dezembro, aprovação de Lula e sua gestão estabiliza-se em nível elevado e similar a índices do começo do 1º mandato, diz pesquisa CNI/Ibope. Mas satisfação com políticas de combate à pobreza vem caindo.
BRASÍLIA – A popularidade do presidente Lula e do governo dele no início do segundo mandato está em patamar elevado e aproxima-se do nível observado no primeiro ano da gestão inicial, quando a expectativa com a estréia do PT no poder federal fazia a cabeça de muitos brasileiros. A atuação do governo na área social, que sempre foi vedete no discurso e nas ações petistas, continua em alta com a população e segura a popularidade. Mas já não encanta como antes. Desde a reeleição, vem diminuindo o contentamento com as políticas de combate à fome e à pobreza, de saúde e educação, cujos índices de aprovação seguem expressivos, mas distantes do que se via em 2003.
Atualmente, 53% brasileiros aprovam as ações federais de combate à fome e à pobreza, segundo pesquisa do Ibope feita por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quinta-feira (12). Em setembro, com a campanha eleitoral fervendo, a aprovação estava em 67%. Em dezembro de 2003, em 73%.
Com os programas sociais de saúde e educação, aconteceu o mesmo. A aprovação caiu de 58% para 52% desde setembro de 2006, longe dos 61% do fim de 2003. “A pesquisa deixa claro que na melhor área do governo, houve uma queda na avaliação”, disse o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita.
Apesar da queda de “ibope” na área mais bem vista do governo, o presidente Lula e sua administração exibem uma expressiva musculatura política, como em 2003 e apesar do desgaste sofrido especialmente em 2005, em função das diversas investigações de irregularidades por CPIs.
A avaliação do governo é ótima ou boa para 49% dos 2002 entrevistados pelo Ibope entre os dias 28 de março e 2 de abril. É o segundo melhor resultado entre 18 levantamentos iguais feitos desde a primeira posse do presidente Lula. Só perde para março de 2003 (51%) – e empata com setembro do ano passado.
Em relação à pesquisa anterior, divulgada em dezembro, a avaliação positiva do governo recuou – era de 57%. Segundo Guarita, essa comparação precisa ser relativizada porque o último levantamento mostrou resultados “fora do normal”, uma “bolha de otimismo” e um “excesso de euforia”. A “bolha”, disse ele, teria sido “inflada” pelo clima da eleição, que ainda contaminava o humor dos entrevistados, a expectativa de crescimento econômico maior, inflação baixa e o pagamento do décimo-terceiro salário.
A crise do setor aéreo, assunto negativo para o governo que não sai do noticiário, também colaborou para a queda. “Mas o recuo não é suficiente para indicar a queda da popularidade do presidente e seu governo. Os índices revelam uma acomodação na avaliação num patamar bastante positivo”, afirmou Guarita.
A pesquisa tem mais três índices que indicam a alta popularidade do governo como um todo e do presidente Lula em particular. A aprovação do governo está em 65%, patamar inferior apenas ao período da “bolha de otimismo” (71%) e 2003 (começou em 75% e terminou em 66%). A nota média do governo foi de 6,7. Perdeu para a “bolha” (7) e para os seis meses iniciais de 2003.
No que diz respeito à figura individual do presidente Lula, 62% dos entrevistados disseram que confiam nele. O mesmo índice fechou 2003 em 69%, foi de 63% em novembro de 2004 e de 68% em dezembro do ano passado. Em outros períodos, sempre esteve em nível inferior ao atual. “É uma confiança considerável e bastante expressiva”, disse o consultor Amauri Teixeira, um dos responsáveis pela análise da pesquisa.
Por André Barrocal.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciacartamaior.com.br.
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