As atividades são muitas e os motivos para protestar também. As diversas regiões do país estão mobilizadas com o Abril Indígena, eventos que acontecem durante todo o mês de abril para marcar o dia do índio, comemorado em 19 de abril.
Na Bahia, foi realizada uma série de debates sobre violência no campo e contra as mulheres. A cultura indígena no estado também foi tema de debates. No dia 21 de abril, em memória aos 10 anos do assassinato de Galdino Pataxó Hã-Hã-Hãe, ocorrerão atividades na aldeia Caramuru, próximo à Itabuna, no sul da Bahia. Também faz parte das mobilizações no sul do estado, uma sessão especial na Câmara Municipal de Itabuna, no dia 20 de abril, que discutirá a problemática indígena na região.
Em Brasília, mais de 30 povos indígenas do Nordeste traçam estratégias para defender territórios e agir contra o projeto de Transposição do rio São Francisco. Os povos indígenas são contrários à transposição, não aceitam negociar compensações com o governo e desconfiam das recentes investidas do Ibama na região. As lideranças dos povos Truká, em Cabrobó, Pernambuco, afirmam não permitir mais a entrada do exército, nas terras indígenas, para organização de trabalhos referentes ao projeto do governo federal.
No Pará e no Maranhão, os indígenas debatem os objetivos do Abril Indígena 2007 e também definem estratégias em relação aos grandes projetos de infra-estrutura previstos para o Sul do Maranhão e para o Pará. Também acontecem debates cujo tema é a situação da Amazônia.
Na capital paraense, cerca de 80 iíndios do Baixo Amazonas e do nordeste paraense são esperados no Acampamento da Via Campesina – contra o imperialismo e pela soberania popular na Amazônia, que ocorrerá entre 16 e 20 de abril. Neste período, estão previstas duas marchas pela cidade (17 e 19/4) e conferências que discutirão a questão dos povos indígenas, dos quilombolas, da biodiversidade e da reforma agrária na região. Participarão dos debates o Procurador da República Felício Pontes e o Bispo do Xingu, Dom Erwin Krautler (a confirmar). Também foram solicitadas audiências em diversos órgãos como a Secretaria de Justiça, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).
No estado de Minas Gerais, as mobilizações do Abril Indígena incluem assembléia dos povos de MG e audiência na Assembléia Legislativa. No próximo domingo, dia 15, na reserva indígena Xakriabá, município de São João das Missões no norte de Minas, será realizada a “ROMARIA DOS MÁRTIRES DA TERRA”. O evento é em memória dos 20 anos da chacina acontecida na reserva indígena na disputa pela terra, culminando com a morte de três Xakriabá, em fevereiro de 1987.
Nos dias que antecedem a romaria (13 e 14/04), as lideranças indígenas realizam na área Xakriabá o “Encontro dos Povos Indígenas de Minas Gerais”. Na pauta do encontro está a discussão sobre o atual contexto da política indigenista do governo Lula e os diversos problemas que afetam os povos, de modo especial a demarcação de suas terras. Na programação, está prevista ainda uma audiência na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, no dia 19 de abril.
Fonte: Cimi.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.
======================================
Povo Guarani reclama falta de terra e de condições para preservar cultura
Brasília – Representantes dos 225 mil índios guaranis, que habitam o sul do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, divulgaram hoje (15) o documento final do 2° Encontro Continental Sepé Tiaraju e o Povo Guarani, que terminou ontem em Porto Alegre. Durante quatro dias, eles discutiram a necessidade de mais terras para trabalhar e preservar suas manifestações culturais.
Os guaranis reclamam da violência sofrida ao longo dos cinco séculos de história da América do Sul e reivindicam o direito de livre circulação, sem fronteiras entre os países. “Apesar de toda a violência praticada ao longo dos últimos 500 anos, nós resistimos. Hoje somos mais de 225 mil pessoas, um dos maiores povos da América”, afirmam no documento.
Eles asseguram que sempre tiveram relação de respeito com a natureza e dizem que sem o mato, a água, os rios e todos os seres que nela [mata] habitam, não podem viver. “A falta de terra é o principal problema que atinge nosso povo. Não vivemos sem a terra e a terra não vive sem o nosso povo, formamos um único corpo. A falta de terra não permite que vivamos de acordo com nossa cultura. Nossos jovens são obrigados a buscar trabalho em outros locais, não sobrando tempo para aprender com nossos velhos”.
Em razão do respeito pelo meio ambiente, o povo Guarani enfatiza que a demarcação de suas terras seria “um bem para toda a humanidade”, porque eles jamais destruiriam a natureza. Os índios manifestam “profunda tristeza” com a redução das matas, com a poluição dos rios e a extinção dos animais e dizem que as poucas “matas verdadeiras” que restam foram transformadas em reservas ou parques ambientais que eles não podem ocupar.
Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
Notícias recentes
- CPI do Crime mira braço do PCC na Faria Lima e “A Turma” do Master
- Sindicato promove live sobre a luta e o direito das mulheres no Ramo Financeiro
- ‘A redução da jornada de trabalho é plenamente sustentável’, diz Luiz Marinho
- Encontro Nacional de Comunicação da CUT discute tecnologia e fake news em SP
- Lula oscila para mais e vence Flávio Bolsonaro em pesquisa Meio Ideia
Comentários
Por Mhais• 15 de abril de 2007• 22:51• Sem categoria
Abril Indígena tem manifestações em todo o país
As atividades são muitas e os motivos para protestar também. As diversas regiões do país estão mobilizadas com o Abril Indígena, eventos que acontecem durante todo o mês de abril para marcar o dia do índio, comemorado em 19 de abril.
Na Bahia, foi realizada uma série de debates sobre violência no campo e contra as mulheres. A cultura indígena no estado também foi tema de debates. No dia 21 de abril, em memória aos 10 anos do assassinato de Galdino Pataxó Hã-Hã-Hãe, ocorrerão atividades na aldeia Caramuru, próximo à Itabuna, no sul da Bahia. Também faz parte das mobilizações no sul do estado, uma sessão especial na Câmara Municipal de Itabuna, no dia 20 de abril, que discutirá a problemática indígena na região.
Em Brasília, mais de 30 povos indígenas do Nordeste traçam estratégias para defender territórios e agir contra o projeto de Transposição do rio São Francisco. Os povos indígenas são contrários à transposição, não aceitam negociar compensações com o governo e desconfiam das recentes investidas do Ibama na região. As lideranças dos povos Truká, em Cabrobó, Pernambuco, afirmam não permitir mais a entrada do exército, nas terras indígenas, para organização de trabalhos referentes ao projeto do governo federal.
No Pará e no Maranhão, os indígenas debatem os objetivos do Abril Indígena 2007 e também definem estratégias em relação aos grandes projetos de infra-estrutura previstos para o Sul do Maranhão e para o Pará. Também acontecem debates cujo tema é a situação da Amazônia.
Na capital paraense, cerca de 80 iíndios do Baixo Amazonas e do nordeste paraense são esperados no Acampamento da Via Campesina – contra o imperialismo e pela soberania popular na Amazônia, que ocorrerá entre 16 e 20 de abril. Neste período, estão previstas duas marchas pela cidade (17 e 19/4) e conferências que discutirão a questão dos povos indígenas, dos quilombolas, da biodiversidade e da reforma agrária na região. Participarão dos debates o Procurador da República Felício Pontes e o Bispo do Xingu, Dom Erwin Krautler (a confirmar). Também foram solicitadas audiências em diversos órgãos como a Secretaria de Justiça, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).
No estado de Minas Gerais, as mobilizações do Abril Indígena incluem assembléia dos povos de MG e audiência na Assembléia Legislativa. No próximo domingo, dia 15, na reserva indígena Xakriabá, município de São João das Missões no norte de Minas, será realizada a “ROMARIA DOS MÁRTIRES DA TERRA”. O evento é em memória dos 20 anos da chacina acontecida na reserva indígena na disputa pela terra, culminando com a morte de três Xakriabá, em fevereiro de 1987.
Nos dias que antecedem a romaria (13 e 14/04), as lideranças indígenas realizam na área Xakriabá o “Encontro dos Povos Indígenas de Minas Gerais”. Na pauta do encontro está a discussão sobre o atual contexto da política indigenista do governo Lula e os diversos problemas que afetam os povos, de modo especial a demarcação de suas terras. Na programação, está prevista ainda uma audiência na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, no dia 19 de abril.
Fonte: Cimi.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.
======================================
Povo Guarani reclama falta de terra e de condições para preservar cultura
Brasília – Representantes dos 225 mil índios guaranis, que habitam o sul do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, divulgaram hoje (15) o documento final do 2° Encontro Continental Sepé Tiaraju e o Povo Guarani, que terminou ontem em Porto Alegre. Durante quatro dias, eles discutiram a necessidade de mais terras para trabalhar e preservar suas manifestações culturais.
Os guaranis reclamam da violência sofrida ao longo dos cinco séculos de história da América do Sul e reivindicam o direito de livre circulação, sem fronteiras entre os países. “Apesar de toda a violência praticada ao longo dos últimos 500 anos, nós resistimos. Hoje somos mais de 225 mil pessoas, um dos maiores povos da América”, afirmam no documento.
Eles asseguram que sempre tiveram relação de respeito com a natureza e dizem que sem o mato, a água, os rios e todos os seres que nela [mata] habitam, não podem viver. “A falta de terra é o principal problema que atinge nosso povo. Não vivemos sem a terra e a terra não vive sem o nosso povo, formamos um único corpo. A falta de terra não permite que vivamos de acordo com nossa cultura. Nossos jovens são obrigados a buscar trabalho em outros locais, não sobrando tempo para aprender com nossos velhos”.
Em razão do respeito pelo meio ambiente, o povo Guarani enfatiza que a demarcação de suas terras seria “um bem para toda a humanidade”, porque eles jamais destruiriam a natureza. Os índios manifestam “profunda tristeza” com a redução das matas, com a poluição dos rios e a extinção dos animais e dizem que as poucas “matas verdadeiras” que restam foram transformadas em reservas ou parques ambientais que eles não podem ocupar.
Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
Deixe um comentário