CAMPANHA SALARIAL NACIONAL
A Campanha Nacional dos Bancários chega a um momento decisivo. As negociações emperraram tanto na mesa da Fenaban, quanto nas específicas do Banco do Brasil e da CEF. O Comando Nacional da categoria orientou todos os sindicatos do país a realizar assembléias na próxima terça-feira, dia 7, para aprovar a deflagração de uma greve nacional por tempo indeterminado, a partir do dia 8.
A decisão do Rio de Janeiro de interromper a sua paralisação heróica e unir-se à maioria das bases, num movimento nacional, foi importante para evitar o isolamento. Agora, com uma greve de toda a categoria por tempo indeterminado será possível forçar os banqueiros e a diretoria dos bancos públicos a avançar nas negociações.
Setor com os maiores lucros da economia
O sistema financeiro é o setor da economia brasileira com os maiores lucros. Somente no primeiro semestre deste ano, as 25 maiores instituições financeiras faturaram R$ 16, 6 bilhões, um crescimento médio de 13,1% em relação ao mesmo período de 2007. Este valor representa 24% dos ganhos de todas as empresas de capital aberto do país.
Mesmo assim, os bancos apresentaram uma proposta inaceitável na mesa de negociação, que os bancários já rejeitaram nas assembléias. Os bancários fizeram uma paralisação nacional de advertência, mas isto não foi suficiente. Os banqueiros terão uma resposta à altura, com uma greve forte e unitária para forçar a Fenaban e os bancos públicos a avançarem nas negociações.
A negociação
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs, até agora, 7,5% de reajuste sobre todas as verbas salariais e o mesmo modelo de PLR de 2007: 80% do salário mais valor fixo de R$878, já rejeitada pelos bancários em todo o país. Não avança nas demais cláusulas que dizem respeito ao combate ao assédio moral e investimentos em segurança. A categoria bancária reivindica 13,23% de reajuste salarial e um novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR): três salários mais um valor fixo de R$3.500, além de um vale-alimentação de R$415 e tíquete-refe ição de R$17,50 por dia.
Seeb Rio de Janeiro