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Eleições tiveram resultado positivo, avalia Tarso Genro, ministro da Justiça

Brasília – O ministro da Justiça, Tarso Genro, avaliou hoje (6) que as eleições municipais tiveram resultados “altamente positivos”.

“A grande novidade desse pleito é que ele se deu no âmbito de uma crise brutal no sistema financeiro mundial e aqui as eleições se deram com absoluta tranquilidade, absoluto respeito entre as forças políticas adversárias, valorizando muito o processo político no nosso país”, afirmou logo depois de assinar um convênio com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), para a realização de cursos de mediação de conflitos.

Tarso afirmou também que a manutenção das tropas federais no Rio de Janeiro vai depender de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Ministério da Defesa. Para o ministro, as Forças Armadas tiveram uma função preventiva na capital fluminense “e se saíram muito bem, sem nenhum problema”.

Ele também destacou que a Polícia Federal teve que “fazer alguns movimentos” em alguns locais do país, mas de maneira discreta, e que as prisões foram decorrentes de excessos, que podem ser considerados normais. De acordo com dados de ontem (5) do TSE, a principal irregularidade encontrada foi a boca-de-urna.

Ainda ontem, o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do TSE, informou que foram gastos R$ 31 milhões com a ida dos militares para o Rio. Ele não confirmou quando o colegiado do Tribunal vai decidir sobre a permanência ou não das tropas no município.

Por Ana Luiza Zenker – Repórter da Agência Brasil.

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Tarso defende reforma política profunda para valorizar partidos

Brasília – O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou há pouco que, apesar de terem sido “as eleições mais importantes no âmbito municipal depois da Constituição de 88”, o pleito realizado ontem (5) nos municípios brasileiros demonstrou que o sistema político está esgotado e que é necessária uma profunda reforma política para valorizar os partidos.

De acordo com o ministro, a grande quantidade de alianças regionais mostrou a ausência de partidos nacionais fortes.

“Em cada região, nós tínhamos alianças diferentes com todos os partidos”, afirmou Tarso logo após a assinatura de convênio, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para realização de curso de mediação de conflitos para magistrados.

Na avaliação do ministro, PT, PSDB e PMDB saíram fortalecidos nessas eleições.

Por Ana Luiza Zenker – Repórter da Agência Brasil.

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Ideli defende fortalecimento da aliança entre PT e PMDB

Brasília – A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), defendeu hoje (6) o fortalecimento da aliança entre PT e PMDB para “dar mais tranqüilidade” às eleições de 2010. Os dois partidos foram os que mais elegeram prefeitos no primeiro turno das eleições municipais e os que mais disputam segundo turno em cidades importantes, como São Paulo.

“Se nós quisermos ter um processo sucessório do presidente Lula com mais facilidade, com mais tranqüilidade, nós deveríamos apostar em consolidar essa aliança”, afirmou a líder petista.

Ideli Salvatti considerou que a consolidação dessa aliança passa, também, pelas eleições das presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2009. Para ela, é fundamental que PT e PMDB costurem o acordo para eleger o deputado Michel Temer (PMDB-SP) presidente da Câmara, no lugar de Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o senador Tião Viana (PT-AC) como sucessor de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

“Quem está participando das negociações [para as eleições das duas Mesas Diretoras] tem que levar em conta a situação das alianças nas campanhas municipais e as eleições de 2010”, acrescentou Ideli.

Outro ponto que a senadora destacou, para que PMDB e PT caminhem juntos, seria “estarem juntos, onde for possível”, no segundo turno das eleições municipais, que acontecerá no próximo dia 26.

A líder do PT defendeu, ainda, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faça campanha onde legendas da base governista disputem o segundo turno das eleições, seja diretamente, ou por meio de alianças. “Pelo que vimos no primeiro turno, creio que o presidente não vai se indispor com sua base aliada”, disse.

Em Salvador, por exemplo, se enfrentarão no segundo turno o atual prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) e o deputado petista Walter Pinheiro (PT). Em Florianópolis (SC), outro município citado pela senadora como onde o presidente Lula não deve participar de campanha, estão envolvidos na disputa Esperidião Amin (PP) e Dário Berger (PMDB).

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), por sua vez, afirmou que “é prematuro”, neste momento, falar de alianças para as eleições presidenciais de 2010. “O fortalecimento desta aliança é possível, desde que a expectativa de 2010 não atrapalhe. Os partidos têm que ter muito juízo para não querer impor nome para 2010”, advertiu.

O mesmo não acontece com relação às sucessões nas presidências da Câmara e do Senado, assunto em que o peemedebista tem a mesma opinião da colega do PT. Raupp não tem dúvida de que o fortalecimento da aliança entre peemedebistas e petistas vai se refletir na sucessão na Câmara e no Senado.

Por Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil.

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Kassab afirma que alianças para o segundo turno em SP serão com partidos

São Paulo – O candidato à reeleição em São Paulo pelo DEM, Gilberto Kassab, cumpriu agenda como prefeito na manhã de hoje (6), vistoriando o Centro de Educação Infantil Parque Novo Mundo, na zona leste da capital paulista, e falou sobre possíveis alianças para o segundo turno.

Kassab disse que “a partir de agora as articulações serão de partido para partido. Não vai ter conversação com Geraldo Alckmin ou a Soninha, e sim com o PSDB, PPS e o DEM”.

Para o candidato, a grande estratégia dessa campanha é continuar mostrando as realizações de seu governo.

Por Ivy Farias – Repórter da Agência Brasil.

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Resultados do Nordeste consolidam renovação política da região, diz historiador

Brasília – Das sete capitais nordestinas que decidiram em primeiro turno as eleições para prefeito, duas ficaram com o PT e cinco com PSDB, PV, PP, PSB e PCdoB. Para o historiador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Jaldes Menezes, o cenário comprova a renovação política verificada na região há pelo menos três eleições.

“Há um processo de desaparecimento de lideranças históricas da política nordestina. O caso mais emblemático é o de Salvador: embora ACM Neto [deputado federal pelo DEM] tenha sido bem votado, ele não vai para o segundo turno”, disse Menezes em referência ao enfraquecimento do carlismo, método de fazer política implantado pelo falecido Antonio Carlos Magalhães, o ACM, que foi senador e governou o estado.

O historiador ressalta que o coronelismo nordestino ainda persiste, mas não é mais hegemônico. Cada vez mais as capitais “dão o tom da política estadual”. Parte desse fenômeno deve-se à própria alteração demográfica da região. “A maioria do Nordeste agora é urbano. Na Paraíba, por exemplo,a capital, João Pessoa, tem 420 mil eleitores e Campina Grande, 400 mil. Juntos, os dois municípios polarizam mais da metade dos votos do estado”, afirmou.

Para Menezes, os “aglomerados partidários ditos de esquerda” foram os vencedores dessas eleições. Por outro lado, o DEM perdeu espaço, já que não venceu em nenhuma capital. “Isso é um pouco a adequação da estrutura política nordestina a do país como um todo. São quatro grandes partidos dominantes: PMDB, PSDB, PT e DEM. Talvez nós começamos a ter nessas eleições um sistema político realmente nacional .”

Apesar de não ser um fator determinante, Menezes acredita que a popularidade do presidente Lula na região favoreceu o bom resultado dos partidos chamados de esquerda. Outro aspecto relevante na opinião do historiador é o fato de que cinco das sete capitais que decidiram as eleições em primeiro turno reelegeram seus prefeitos: Teresina, com Silvio Mendes; do PSDB; Maceió, com Cícero Almeida, do PP; Fortaleza, com Luizianne Lins, do PT; João Pessoa, com Ricardo Coutinho, do PSB; e Aracaju, com Edvaldo Nogueira, do PCdoB. Em Salvador, o atual prefeito, João Henrique Carneiro, do PMDB, vai disputar o segundo turno com o petista Walter Pinheiro.

“Houve um aumento da arrecadação e um crescimento econômico nos últimos anos que criaram um clima favorável à reeleição em geral. O que marcou foi um clima de otimismo em relação às pessoas que estavam ocupando os cargos, e não o clima de protesto, como já houve em outras disputas”, destacou o historiador.

Por Amanda Cieglinski – Repórter da Agência Brasil.

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Professor destaca surpresas e disputas acirradas na Região Sudeste

Brasília – O resultado das eleições de domingo na Região Sudeste mostrou surpresas, como a passagem do deputado federal Fernando Gabeira, do PV, para o segundo turno, que disputará com o candidato do PMDB, Eduardo Paes. O candidato do PRB, senador Marcello Crivella, que aparecia bem cotado nas pesquisas, ficou em terceiro lugar. Segundo o professor Humberto Dantas, da Universidade Federal de Guarulhos, dois fatores permitiram que Gabeira chegasse ao segundo turno.

“Foi uma surpresa, principalmente porque o candidato Crivella, do PRB, um partido pequeno nacionalmente, que liderou parte expressiva da campanha, cedeu o primeiro lugar ao candidato do governador Sérgio Cabral, mas ainda assim era esperado que ele fosse para o segundo turno”. O professor disse, entretanto, que o erro “mais clamoroso” foi da candidata do PcdoB, Jandira Feghali, que usou na campanha uma declaração do ex-ministro José Dirceu, “que não é uma figura fácil do ponto de vista ético”..

Em São Paulo, onde Gilberto Kassab, do DEM, e Marta Suplicy, do PT, voltam a se enfrentar no segundo turno,. Dantas acredita que o candidato democrata está com vantagem maior em relação à petista. Por isso, Kassab pode se reeleger, disse ele.

“Há um cenário mais favorável ao atual prefeito, mas temos mais 20 dias até o segundo turno. Temos que levar em consideração que o Democratas receba um apoio mais forte do governador José Serra, igualando-se em termos de condições à entrada do Lula no segundo turno”, afirmou.

Dantas ressaltou, porém, que Marta ainda tem chances de voltar a ser prefeita de São Paulo, mesmo com o cenário mais favorável ao atual prefeito. “E essas chances são grandes”, disse o professor, ao destacar que Kassab e Marta são dois candidatos fortes, principalmente pelos apoios que recebem.

Em Vitória, João Coser, do PT, foi reeleito com 77% dos votos, o que mostra a opção pela continuidade política na capital do Espírito Santo. “O eleitorado reconhece efetivamente uma boa atuação do atual prefeito de Vitória. Uma coisa muito interessante é o PSDB no estado, rachando e apoiando, mesmo que informalmente, o candidato do PT, e deixando a candidatura do PPS, que tinha na sua chapa o apoio do PSDB”, disse Dantas.

Em Minas Gerais, o professor destacou o segundo turno em Belo Horizonte, entre Márcio Lacerda, do PSB, apoiado pelo governador Aécio Neves e pelo prefeito Fernando Pimentel, e Leonardo Quintão, do PMDB. Dantas lembrou que a eleição na capital mineira teve altos e baixos e que, no início da campanha, Lacerda estava com poucas intenções de voto, subiu e chegou a ser favorito.

“É possível termos uma disputa bastante apertada em Belo Horizonte. Temos que levar em consideração que Lacerda ficou com 44% dos votos e Quintão com 41%, o que não era esperado.” Segundo Dantas, o eleitor esvaziou, de uma certa maneira, a intenção de voto em outros candidatos e apoiou de modo consistente o candidato do PMDB.

“O que esperar do segundo turno? Na verdade, teríamos que fazer uma análise dos índices de rejeição e verificar como funcionarão os apoios no segundo turno”, afirmou.

Por Roberta Lopes – Repórter da Agência Brasil.

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