Centro de Recolocação é tema de negociação no Santander e Real
Em reunião que ocorreu na última quinta-feira, dia 02 de outubro, entre representantes dos bancários e dos Recursos Humanos do Santander e do Real, Gilberto Trazzi e Jerônimo Tadeu dos Anjos, a criação do Centro de Recolocação foi amplamente debatida. A proposta visa reaproveitar os funcionários em áreas redundantes, principalmente nos setores dos centros administrativos. Para o RH, com a implantação de um programa de remanejamento haverá uma redução das demissões.
De fato, o único avanço obtido na negociação foi o compromisso do banco em suspender as contratações externas a partir desta segunda-feira (6) para reaproveitamento de trabalhadores.
Os dois lados – O Centro de Recolocação é uma proposta que apresenta dois lados. Pode significar garantia de emprego para parte dos funcionários dos bancos, já que o Real e o Santander se negam a negociar a garantia de emprego para todos e continuam demitindo e até realizando contratações externas para indignação dos trabalhadores bancários.
Porém, a proposta também significa a “institucionalização” de uma política de segregação dentro dos bancos. Os “talentos” – aqueles que são considerados “aproveitáveis” mediante capacitação para outras áreas, são encaminhados para o Centro de Recolocação para reaproveitamento, para os demais bancários, que asseguraram por tanto tempo com sua produtividade os lucros dos bancos… a rua!
Além disso, os bancos não liberam informações sobre as demissões para o movimento sindical.
O problema no início está centrado nos departamentos, mas é uma questão de tempo para que chegue até as agências em todo o país.
Uma nova reunião está agendada para 10 de outubro, a partir as 9h30.
SEEB/Curitiba