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Lula defende maior regulação do mercado e fim do pagamento de bônus a executivos

Lula defende maior regulação dos mercados pelos BCs

ANGRA DOS REIS, Rio (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira a adoção de três medidas para o aperfeiçoamento do sistema financeiro internacional após a explosão da crise que abalou os mercados mundiais

Ele sugeriu mais regulação do mercado; redução do grau de alavancagem dos bancos e fim do pagamento de bônus aos executivos.

Lula disse que os bancos centrais de todo mundo devem se unir através do acordo de Basiléia para coibir a especulação financeira que deu origem à crise financeira mundial.

“Queremos fazer uma discussão internacional. Basiléia sempre teve os encontros dos BCs que determinaram regras para o funcionamento dos bancos centrais do mundo inteiro… Os BCs precisam tomar uma atitude para regular o sistema financeiro internacional”, disse Lula a jornalistas.

“Eles têm que tomar uma decisão para coibir a especulação financeira. Qual a explicação do petróleo (ter chegado a cerca de) 150 dólares que não a especulação?”

O presidente cobrou uma redução na alavancagem dos bancos no exterior para evitar a instabilidade no sistema financeiro e sugeriu medidas contra os elevados bônus pagos para seus executivos que atuam no mercado de capitais.

“Precisamos acabar com a maldita figura do bônus criada no sistema financeiro. Um cidadão estabelece uma meta e um bônus e aí ficam os agiotas profissionais inventando ganhos para receber mais bônus”, afirmou

ATAQUE À OPOSIÇÃO

O presidente sugeriu que a oposição está torcendo para a crise atingir o Brasil ao mencionar que o governo passado foi abalado pelas crises do México, Rússia e Ásia .

Segundo Lula, há pessoas no Brasil com nível superior que estão sempre apostando nos erros e no pessimismo.

“Tem gente que não se conforma que o Brasil deu certo… os mesmos que estão torcendo para que a crise pegue o Brasil são os mesmos que disseram que os trabalhadores brasileiros não tinham condição de fazer essa plataforma no Brasil”, afirmou Lula depois de lembrar que o governo anterior pretendia comprar a P-51 fora do Brasil ao argumentar que a encomenda internacional representaria uma economia de 6 por cento para a Petrobras.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Denise Luna)

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/10/07/ult29u63679.jhtm.

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FHC diz que governo brinca de poliana na crise financeira

SÃO PAULO (Reuters) – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou nesta terça-feira a postura do governo Lula frente à crise financeira mundial. Ele afirmou que o governo brinca de poliana e quer anestesiar a população ao apregoar a blindagem da economia brasileira frente à turbulência externa.

“Nós vamos cobrar do governo que deixe de brincar de poliana. Não pode continuar dizendo que está tudo indo bem. Hoje mesmo o FMI (Fundo Monetário Internacional) disse que a crise apenas começou”, afirmou Fernando Henrique a jornalistas durante encontro do PSDB.

Para o ex-presidente –que enfrentou em seu período de Presidência as crises do México, da Ásia, da Rússia e da Argentina–, o governo está mantendo uma atitude de “alheamento”.

“Com o propósito de quê? De anestesiar o povo? Não há ninguém blindado no mundo. Há uma interconexão imensa. É declaração para enganar a população”, disse Fernando Henrique, que governou o país de 1995 a 2002.

O ex-presidente, que se manifestou sobre a crise sem ser perguntado, declarou ainda que a população não será enganada porque vai sentir no bolso as consequências da desordem econômica.

No início da crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a economia brasileira era suficientemente sólida para enfrentar o momento externo. Mais recentemente, ele admitiu a seriedade da crise a equipe econômica vem tomando medidas para combater seus efeitos.

Com a piora do cenário, Lula também voltou a carga contra a oposição.

“Tem gente que não se conforma que o Brasil deu certo. Os mesmos que estão torcendo para que a crise pegue o Brasil são os mesmos que disseram que os trabalhadores brasileiros não tinham condição de fazer essa plataforma no Brasil”, disse Lula.

O comentário foi feito pelo presidente ao participar da solenidade de batismo da plataforma P-51 da Petrobras em Angra dos Reis (RJ).

(Reportagem de Carmen Munari)

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.reuters.com.br.

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