Confira cenário da greve em Curitiba e interior do Paraná
Em Curitiba, hoje os trabalhadores bancários não abriram 91 agências e 11 Centros Administrativos (HSBC Vila Hauer, Kennedy, Xaxim e Palácio Avenida / Caixa Conselheiro Laurindo, Mauá e Carlos Gomes / BB Tiradentes , CSO no Champagnat, Central de Atendimento em São José dos Pinhais e Portão). A estratégia é de impactar menos a população e mais os serviços administrativos dos bancos, o que teria efeito diretamente na Federação Nacional dos Bancos, pressionando nova negociação e proposta.
A maioria das agências que não tiveram expediente são da Caixa e do Banco no Brasil (84) . Isto significa uma adesão de 90% nas agências e de 100% nos centros administrativos nos dois bancos públicos da capital. O Sindicato contabiliza ainda em torno de 7 agências de bancos privados que também não abriram nesta quarta-feira: duas do HSBC São José, Unibanco da Marechal, Itaú, HSBC e 2 Unibanco na região do Portão (República Argentina e terminal do Portão). Estima-se que 12 mil bancários cruzaram os braços.
Nas assembléias realizadas na noite de ontem, (7 de outubro) os bancários do Paraná aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 08 de outubro, com exceção da região de Guarapuava e Toledo, que permanecem em estado de greve. Arapoti aprovou greve a partir de amanhã, dia 9.
Nas bases da FETEC-CUT/PR no interior do Estado, foram 120 agências fechadas: Apucarana parou 18 agências; Campo Mourão, 9 agências; Cornélio Procópio, 12; Londrina 40 agências e departamentos; Paranavaí, 18 agências e 3 PABs e Umuarama 23 agências. Nas bases sindicais dos sindicatos filiados á Federação em torno de 15 mil trabalhadores bancários aderiram a greve neste primeiro dia. Esses números podem aumentar no decorrer da tarde, pela adesão de mais trabalhadores.
SEEB/Curitiba e FETEC-CUT-PR
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Greve é forte em São Paulo
Balanço fechado às 16h30, revela que a greve é forte em São Paulo, Osasco e Região: permaneceram fechados 670 locais abrangendo 26 mil trabalhadores. Desse total, a greve chegou a sete centros administrativos em que trabalham 9,4 mil bancários.
Às 17h, os trabalhadores realizam assembléia na Quadra dos Bancários (Rua Tabatingüera, 192, Sé) para avaliar a paralisação e definir a organização para a greve de amanhã, dia 9.
“Os bancários estão promovendo uma paralisação forte, parando espontaneamente e ampliando a greve para outros locais. Esperamos que os banqueiros levem em consideração a insatisfação da categoria e reabram as negociações. Enquanto não houver proposta digna aos trabalhadores, a greve continua”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A decisão de greve por tempo indeterminado foi tomada na noite desta terça-feira, 7 de outubro, em assembléia que reuniu cerca de 1.500 bancários na quadra da entidade. A categoria quer aumento real de 5% (além da inflação de 7,15%), valorização dos pisos, auxílio-creche de R$ 415, vale-refeição de R$ 17,50 por dia, além de PLR composta de três salários mais valor fixo de R$ 3.500. Se os bancários aceitassem a proposta rebaixada da federação dos bancos (Fenaban), as perdas poderiam chegar a R$ 1.800 na PLR deste ano.
Fonte: Seeb SP
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Greve dos bancários paralisa centro financeiro do Rio e é forte em toda a cidade
A greve nacional dos bancários é um sucesso. No Rio, a adesão da categoria foi quase que total, na avaliação do Sindicato. No centro financeiro da cidade, a adesão chegou a 100%. A greve foi forte também nas zonas Sul, Norte e Oeste, cuja adesão está em torno de 80%. Em todo o país, cerca de 300 mil trabalhadores de bancos públicos e privados teriam aderido à greve por tempo indeterminado, que foi aprovada em assembléias realizadas na última terça-feira, dia 7.
As reivindicações
Apesar dos lucros recordes, os bancos ofereceram um reajuste de 7,5% sobre todas as verbas salariais, inclusive a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O índice representa um ganho real de apenas 0,35% em relação à inflação do período que foi de 7,15%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os bancários defendem 13,23% de reajuste e um aumento real mínimo de 5%, além da valorização dos pisos salariais, fim das metas abusivas e do assédio moral. Os trabalhadores querem ainda um novo modelo de PLR, de três salários mais R$3.500 (sem limitador e sem teto). A categoria defende também R$17 de tíquete-refeição por dia e um auxílio-alimentação de R$415 (valor de um salário mínimo).
Bancos lucram mais
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido dos bancos brasileiros disparou nos últimos seis anos, desde o início do governo Lula, atingindo o pico de 21,7% em 2008. Já as instituições financeiras americanas viram seus lucros despencarem este ano para o patamar de um dígito, ficando em torno de 8,9% este ano. A redução dos ganhos dos bancos americanos se acentuou desde o ano passado, quando eclodiu a crise do setor de crédito imobiliário nos EUA. O Sindicato avalia que o crescimento dos lucros no setor financeiro no primeiro semestre deste ano comprovam que a crise mundial não serve de justificativa para que os bancos não atendam as reivindicações da categoria. A própria Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) confirmou à imprensa que os bancos não foram afetados pela crise internacional.
Fonte: Seeb RJ
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Piauí: mais de 95% dos bancos parados no 1º dia de greve geral
A mobilização da categoria bancária surtiu efeito e no primeiro dia de greve no Piauí (08/10), mais de 95% das agências ficaram paradas e os empregados de braços cruzados. Já no interior do Estado, segundo informações da diretoria do Sindicato dos Bancários do Piauí, a greve chega a 100% nos bancos públicos. Essa foi a resposta dos bancários a intransigência dos banqueiros que não apresentaram até agora uma proposta justa que atenda as necessidades da categoria.
Logo cedo, os dirigentes sindicais se dividiram em grupos para se concentrar em frente às agências e explicar aos clientes e à sociedade sobre a greve que está apenas começando e não tem dia para acabar.
Munidos com faixas, cartazes e carros de som, os bancários estão aderindo em massa à mobilização da categoria que se mostra cada vez mais forte e decidida.
Como forma de chamar atenção de todos para a pauta de reivindicações dos bancários, uma dupla de emboladores atraiu clientes que passavam em frente ao BB da Rua Álvaro Mendes, centro de Teresina. Com muita alegria, humor e apenas um pandeiro na mão, eles aproveitaram para explicar à sociedade, através da música, que o bancário está cansado de sofrer por conta dos baixos salários e péssimas condições de trabalho.
Na oportunidade, o presidente do Sindicato, José Ulisses de Oliveira, agradeceu a compreensão dos clientes diante da greve, mas frisou que é preciso este tipo de atividade para alertar aos donos de bancos que a categoria está unida. “Esperamos uma proposta digna e viável de ser atendida”, acrescenta, mencionando que a categoria deu tempo suficiente aos banqueiros para se posicionarem.
“Dói no coração ter que parar as agências, por isso pedimos desculpas a todos, pois não vamos agüentar desaforo dos banqueiros”, diz Ulisses, deixando claro que os bancários não são escravos e sim cidadãos que merecem respeito.
Já o diretor João Neto deixou claro a insatisfação da categoria diante da postura de alguns gerentes do Bradesco da Rua Álvaro Mendes, que tentaram a todo custo fazer com que os empregados furassem a greve. “Não vamos aceitar a pressão, pois estamos no exercício legal da greve”, justifica.
Fonte: Seeb PI
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Greve paralisa 100% das agências de Vitória da Conquista
A greve por tempo indeterminado começou em Vitória da Conquista com uma grande participação da categoria bancária. As 12 agências da cidade ficaram paradas.
A adesão dos bancários demonstra a indignação de todos com a falta de respeito da Fenaban na mesa de negociação, oferecendo um ganho real de 0,35%. A decisão de paralisar as atividades foi tomada numa assembléia.
Durante o dia foram distribuídos o jornal PIQUETE ESPECIAL GREVE e o JORNAL DO CLIENTE, mostrando à população as reivindicações da categoria e a preocupação dos bancários com a melhoria no atendimento. “Os bancários não buscam apenas melhorias de condições de trabalho e salário, mas, de forma veemente, a contratação de mais bancários, o que evitaria tanta sobrecarga de trabalho com o conseqüente aumento do número de casos de doenças ocupacionais, e, principalmente, permitiria um atendimento mais digno para a população”, afirma Delson Coêlho, presidente do Sindicato.
“Queremos agradecer à população conquistense pela forma como aceitou o nosso movimento, afinal de contas, buscamos com essa Campanha Salarial evitar tantos transtornos para a população, que se vê maltratada em tamanhas filas e com a falta de segurança nas agências”, continuou Delson. Para o sindicalista, “a participação da categoria foi muito positiva neste primeiro dia e a expectativa é que o movimento seja ampliado em todo o território nacional nesta quinta-feira”.
Em todo o Brasil foram mais de 3 mil agências e Centros Administrativos paralisados no primeiro dia de Greve.
Fonte: Seeb Vitória da Conquista
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Greve dos bancários do ABC teve adesão de 65% nesta quarta (8)
A paralisação dos trabalhadores do setor financeiro do Grande ABC teve adesão média de 65% da categoria nesta quarta-feira (8). O número se manteve estável no decorrer do dia com ligeiro aumento, devido à adesão dos bancários de Rio Grande da Serra ao protesto. As principais agências bancárias (cerca de 115) permaneceram fechadas. Nos principais corredores da região, cerca de 90% dos bancos foram atingidos pela greve.
A presidente do Sindicato, Maria Rita Serrano, considera que a manifestação foi tranqüila, apesar de alguns incidentes registrados. “Os bancos responderam ao movimento com muita repressão policial”, protesta Maria Rita. O secretário-geral da entidade, Eric Nilson, chegou a ser detido pela polícia durante o dia, mas foi liberado na seqüência.
A greve ocorre no país inteiro e tem o objetivo de pressionar a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para que atenda as reivindicações da categoria, como o reajuste salarial de 13,23% (índice de inflação mais aumento real de 5%). Os bancários exigem também sejam contratados mais funcionários para o setor. “A falta de empregados é responsável pelas enormes filas nas agências. Portanto, essa luta também é pelos clientes e usuários de bancos”, finaliza a presidente.
Assembléia
Será realizada hoje uma assembléia para votar sobre a continuidade da paralisação. A assembléia ocorrerá às 17h30 na Associação dos Aposentados – Rua 24 de Fevereiro, 224, Casa Branca, Santo André.
Fonte: Seeb ABC