A greve dos bancários em todo o país entrou hoje em seu segundo dia sem que funcionários e instituições financeiras conseguissem sequer agendar uma reunião para negociar o fim da paralisação. Os trabalhadores reivindicam aumento real de 5%, mas os bancos oferecem 0,35%.
A assessoria de imprensa da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), braço sindical da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), informou nesta quinta-feira que a entidade não se manifesta sobre a paralisação e aguarda uma proposta “razoável” dos sindicalistas.
Por sua vez, a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) considerou positivo o balanço do primeiro dia de greve, que fechou cerca de 3.000 agências –entre mais de 18 mil.
Além dos 5% de aumento real, a categoria em todo país –formada por 434 mil bancários– reivindica reposição de inflação acumulada de 7,15% entre setembro de 2007 e agosto deste ano, valorização dos pisos salariais, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior e simplificado, fim das metas abusivas e do assédio moral.
Em nota divulgada ontem, a Fenaban informou que “confia que chegará brevemente a um acordo com os sindicatos de bancários sobre a convenção coletiva de trabalho da categoria”. A entidade patronal explicou que os clientes que tiverem dificuldades em pagar contas podem utilizar os serviços eletrônicos e telefônicos dos bancos.
A Fenaban diz que os canais de atendimento remoto, composto por 45,2 mil postos de atendimento e pela rede de 84,3 mil correspondentes não bancários, como casas lotéricas, agências dos correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados também podem receber os pagamentos.
Fonte: Folha Online