Bancários de Curitiba e Região mantêm greve nesta sexta-feira
Em assembléia realizada no final da tarde de ohje (09/10), iniciada às 17h30min, em Curitiba, os trabalhadores bancários decidiram manter a greve nesta sexta-feira. A intenção é de intensificar ainda mais as mobilizações.
Otávio Dias, presidente do Sindicato, ressaltou o aumento no número de agências que não abriram nesta quinta e a manutenção dos Centros Administrativos fechados. “De 91 agências sem expediente de ontem, hoje tivemos 160 agências. Isso significa que os trabalhadores estão firmes em seu propósito de lutar por melhores condições de trabalho e pelo 5% de aumento real”, destacou.
Na assembléia também foram prestadas informações sobre os interditos proibitórios e as ações favoráveis e desfavoráveis aos bancários, dentre elas a decisão judicial que fere o direito de livre comunicação do Sindicato ao impedir a utilização de “determinado” material nos protestos dos bancários e na Internet.
Hoje, um interdito do Santander foi negado por liminar, fortalecendo o direito de greve dos bancários. O banco Bradesco via ação judicial impede as ações sindicais em suas unidades.
Amanhã (10), haverá nova assembléia para decidir os rumos do movimento. Participe. Será às 17h30, no Espaço Cultural e Esportivo dos Bancários (Rua Piquiri, 380 – Rebouças), em Curitiba.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.
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Greve ganha força nesta quinta: São Paulo decide por greve até segunda-feira, 13 de outubro
Mais de 35 mil bancários em greve nesta quinta
Bancários em São Paulo e em Osasco e região decidiram em assembléia manter paralisação até segunda, 13, já que os bancos não reabriram mesa de negociações com a categoria
São Paulo – A greve por tempo indeterminado dos bancários em São Paulo ganhou força nesta quinta-feira, 9, segundo dia da paralisação: pararam 744 agências bancárias e 11 centros administrativos em um total estimado de 35.150 bancários. No dia anterior, aderiram mais de 26 mil trabalhadores em 682 locais de trabalho.
“A greve está cada dia mais forte. Os banqueiros já conhecem há quase dois meses quais são as nossas reivindicações e têm condições de atendê-las. Enquanto a federação dos bancos não apresentar uma proposta à altura do trabalho empenhado pelos bancários, a greve continua”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.
Nos centros administrativos estão instaladas as centrais de atendimento telefônico e da área de sistemas do Itaú (CAT), Bradesco (Telebanco), Real (Call Center), Unibanco (CAU), Banco do Brasil (Verbo Divino) e Caixa Econômica Federal (Paulista e Rerop Osasco). Os call center do Itaú, Real e Bradesco abriram por volta das 13h por meio de interdito proibitório e força policial acionada pelos bancos.
Ato e assembléia – Os trabalhadores programaram um ato nesta sexta-feira, 10, pelo centro da cidade. A manifestação terá início às 15h, em frente à Bolsa de Valores (Rua XV de Novembro) e depois os bancários sairão em passeata pela região.
Na segunda, dia 13, às 17h, haverá uma nova assembléia para avaliar o movimento e deliberar sobre a continuidade da greve. Para participar, é necessário apresentar carteira funcional ou crachá do banco com foto.
Aumento – A categoria quer aumento real de 5% (além da inflação de 7,15%), valorização dos pisos, auxílio-creche de R$ 415, vale-refeição de R$ 17,50 por dia, além de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) composta de três salários mais valor fixo de R$ 3.500. Os bancários rejeitaram no dia 24 de setembro proposta dos banqueiros que previa reajuste de 7,5% e PLR menor do que a paga no ano passado. Até agora não há negociação marcada.
Porque os bancos podem atender as reivindicações
Lucro – O lucro dos nove maiores bancos instalados no país subiu 15,8% no primeiro semestre de 2008 (R$ 19,4 bi) em relação ao mesmo período de 2007 (R$ 16,8 bi).
Operações de crédito – Os bancários se esforçaram para aumentar as operações de crédito dos bancos, que cresceram 34% nos primeiros seis meses deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.
Tarifas bancárias – A terceira maior receita dos bancos, a de prestação de serviços dos nove maiores bancos somou R$ 25 bi nos seis primeiros meses deste ano. Essa arrecadação é suficiente para cobrir os gastos com despesa de pessoal (R$ 19,3 bi) e ainda sobram mais 30%.
Por André Rossi e Elisângela Cordeiro – 09/10/2008.
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Greve dos bancários se fortalece e atinge 3570 agências no país
A greve dos bancários se fortaleceu e 3570 agências bancárias em todas as capitais e grandes cidades do país permaneceram fechadas nesta quarta-feira, dia 9, além de grande parte dos centros administrativos de bancos em São Paulo, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A greve começou no dia 8, seguindo decisão de assembléias de bancários realizadas em todo o país na noite de terça-feira, dia 7. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não apresentou nova proposta após a reunião de 24 de setembro, quando ofereceu 7,5% de reajuste salarial. A proposta foi rejeitada pelos bancários em todas as bases sindicais, dando início à greve.
Os bancários reivindicam aumento real de 5% (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35% acima da inflação), valorização dos pisos salariais, participação nos lucros e resultados (PLR) maior e simplificado, fim das metas abusivas e do assédio moral.
“O governo e a Fenaban insistem em afirmar que os bancos estão capitalizados e com liquidez, o que aliás é comprovado pelos balanços. Por que então eles não atendem às reivindicações dos bancários?”, indaga Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
As principais reivindicações dos bancários são:
. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%).
. Valorização dos pisos salariais.
. Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
. Vale-refeição de R$ 17,50.
. Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415,00).
. Fim das metas abusivas e do assédio moral
. Mais segurança nas agências.
. Mais contratações.
Fonte: Contraf/CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.