A greve dos bancários se fortaleceu e 3570 agências bancárias em todas as capitais e grandes cidades do país permaneceram fechadas nesta quarta-feira, dia 9, além de grande parte dos centros administrativos de bancos em São Paulo, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A greve começou no dia 8, seguindo decisão de assembléias de bancários realizadas em todo o país na noite de terça-feira, dia 7. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não apresentou nova proposta após a reunião de 24 de setembro, quando ofereceu 7,5% de reajuste salarial. A proposta foi rejeitada pelos bancários em todas as bases sindicais, dando início à greve.
Os bancários reivindicam aumento real de 5% (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35% acima da inflação), valorização dos pisos salariais, participação nos lucros e resultados (PLR) maior e simplificado, fim das metas abusivas e do assédio moral.
“O governo e a Fenaban insistem em afirmar que os bancos estão capitalizados e com liquidez, o que aliás é comprovado pelos balanços. Por que então eles não atendem às reivindicações dos bancários?”, indaga Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
As principais reivindicações dos bancários são:
. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%).
. Valorização dos pisos salariais.
. Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
. Vale-refeição de R$ 17,50.
. Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415,00).
. Fim das metas abusivas e do assédio moral
. Mais segurança nas agências.
. Mais contratações.
Fonte: Contraf/CUT