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Número de agência bancárias em greve aumenta em 50% na capital

Na capital são 155 agências paralisadas e 11 Centros Administrativos dos Bancos fechados

Os bancários de Curitiba estão no seu segundo dia de greve. Nesta quinta-feira (09) houve um aumento de 50% de agências paralisadas na capital. Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, são 155 agências paralisadas nesta quinta-feira, mais os 11 Centros Administrativos. O Sindicato informou que o número de funcionários que aderiram à greve também aumentou.

O diretor Jurídico do Sindicato dos Bancários, Selio Germano, disse que o objetivo da greve é reivindicar os direitos dos bancários e não prejudicar a população, “os serviços dos caixas eletrônicos estão comprometidos mais funcionando, os funcionários mantém um pequeno contingente trabalhando para manter pelo menos os serviços básicos”, afirmou Germano.

A diretora de imprensa do Sindicato dos Bancários, Sônia Boz, informou quais são as reivindicações dos trabalhadores “nossas demandas são em relação às condições de trabalho e ao aumento de salário que é direito dos bancários”. As principais reivindicações são: Aumento real de 5% no salário, aumento seguindo a inflação do período de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2008, extinção do assedio moral para cumprimento de metas por parte dos administradores dos bancos, melhor segurança nas agências e valorização do piso salarial da categoria.

As negociações com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) foram encerradas em 24 de setembro, mas nenhum avanço foi alcançado. “Em alguns pontos a Febraban até aceita negociar, mas são mudanças pouco expressivas, quando o assunto chega em aumento salarial ai a coisa trava”, disse o presidente da Federação dos Trabalhadores de Empresas de Crédito (FETEC), Roberto Von Der Osten. Ele revela que os sindicalistas e trabalhadores estão aguardando contato dos banqueiros para retomar as negociações, “até sexta-feira nós aguardamos algum posicionamento da Febraban, estamos de plantão em São Paulo, perto da sede deles, abertos a negociação”, afirmou Von Der Osten. A greve não tem prazo para ser encerrada.

O funcionário do HSBC, Marcelo Socoloski, disse que existem casos de funcionários sendo obrigados a trabalhar e sofrendo repressão por expressar insatisfação através da greve, “Os bancos tentam forçar o funcionário a trabalhar, quem constrói os lucros destas instituições são os bancários e nós sabemos que os bancos são as empresas que mais geram lucros no Brasil”, disse Scoloski e ainda coloca “nós vamos reivindicar nosso direitos mas estamos tomando cuidados para que a população seja menos afetada”. Scoloski disse que em cada agência em greve, pelo menos o gerente e mais um funcionário estão trabalhando para manter serviços básicos em funcionamento.

Alguns clientes reclamam da falta de atendimento nas diversas agências em greve, mas grande parte deles entende os motivos dos bancários. O advogado Gilson Barbosa, cliente do Banco do Brasil, contou que precisava de um empréstimo para esta semana, mas como este tipo de operação envolve o atendimento dos funcionários do banco, ele acabou tendo de segurar seus negócios e terá de aguarda o fim da greve para conseguir seu empréstimo. “As transações ficam restritas sem funcionários, os serviços pela internet são limitados, mas acredito que este movimento de greve é justo, os bancários devem requerer seus direitos”, afirmou Barbosa enquanto preparava um depósito a ser feito no caixa eletrônico da agência do BB na rua Comendador Araújo, no centro Curitiba.

A recepcionista Tatyany Fernades, afirmou que apesar de achar justo o direito de reivindicar seus diretos, os bancários deveriam encontrar outra forma de manifestação que não prejudicasse a população. “A greve prejudica demais a vida das pessoas, muitas transações são necessárias diariamente, acho que outra forma de reivindicação deveria ser adotada”, disse Tatyany.

Polícia na Agência do Banco do Brasil

Segundo grevistas, na manhã desta quinta-feira, alguns clientes do Banco do Brasil, estavam na agência da rua Comendador Araújo usando os caixas eletrônicos. Alguns funcionários da agência, que estavam em greve, permaneciam no local esclarecendo a situação aos clientes do banco, quando houve um bate-boca entre clientes e funcionários em greve. A polícia militar chegou no local e a confusão foi resolvida.

Fonte: jornale.com.br

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