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Bancários de Curitiba “comemoram” aniversário do Banco do Brasil em ato na Tiradentes

O Banco do Brasil comemorou no fim de semana seus 200 anos, sendo a primeira instituição pública do país. Foram festas caríssimas e anúncios de capa na Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo, revistas, entre outros. E seus funcionários? Estes estavam em greve! E isso devido ao descaso da diretoria, que não se empenha em pressionar a FENABAN e resolver o impasse em que se encontra essa Campanha Nacional.

“É lamentável o Banco do Brasil viver um fato tão importante no meio de uma greve dos seus trabalhadores. Se ele é hoje uma das principais instituições financeiras do país e da América Latina, isso se deve, em grande parte, ao esforço dos trabalhadores bancários”, observa Roberto von der Osten, presidente da FETEC-CUT/PR (Federação dos Bancários da CUT).

O presidente do Sindicato de Curitiba e Região, Otávio Dias, lembrou que não é somente o BB que está comemorando 200 anos. É a categoria bancária e o funcionalismo que completaram dois séculos de atividades. “E são estes trabalhadores que são assediados moralmente e que sofrem para cumprir as metas abusivas impostas pelo Banco do Brasil, um banco público que não tem condições favoráveis de trabalho para os bancários”, lamentou Dias.

Para o deputado federal Tadeu Veneri, que participou do ato no Banco do Brasil no centro de Curitiba, é preciso defende os trabalhadores, que são os que constroem o país. Em seu discurso, disse que a diretoria do BB está 200 anos atrasada. “Os 200 anos do BB, comemorados em plena greve, devem servir como estímulo para uma reflexão sobre as condições de trabalho dos bancários e as dificuldades impostas pelo banco para negociar”, complementa.

Giberto Reck é o representante paranaense na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil(CEF/BB). Para ele, a atividade no Banco do Brasil da Tiradentes foi muito animada e importante. “Distribuímos jornais que denunciam as precárias condições de trabalho no BB e divulgamos a falta de resposta e de respeito às reivindicações dos trabalhadores. É inaceitável a posição do Banco do Brasil, que deveria pressionar as negociações na mesa da FENABAN”, disse Reck. Ele ainda comenta sobre a diferença de tratamento do Governo Federal: “Ao mesmo tempo em que não exige uma proposta dos bancos para acabar com a greve dos trabalhadores, injeta nada menos que 60 bilhões para salvar o lucro dos banqueiros”, ressaltou.

A manifestação foi animada. Contou com distribuição de bolo – afinal são 200 anos! – e folha bancária. Muitos balões vermelhos coloriram o céu de Curitiba e uma banda fez a animação da festa.

As reivindicações dos bancários

Apesar de ter todas as condições de atender à categoria bancária, os banqueiros sequer marcaram uma nova rodada de negociações, desde o dia 24 de setembro. O percentual de 7,5% representa um ganho real de apenas 0,35% em relação à inflação de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2008, que foi de 7,15%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os bancários querem 13,23% de reajuste (aumento real de 5%), além da valorização dos pisos salariais, fim das metas abusivas e do assédio moral. Os trabalhadores querem ainda um novo modelo de PLR, de três salários mais R$3.500 (sem limitador e sem teto). A categoria defende também R$17 de tíquete-refeição por dia e um auxílio-alimentação de R$415 (valor de um salário mínimo).

Isabela Medeiros – FETEC/CUT-PR

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