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Por 09:47 Sem categoria

Jornal curitibano não consegue enxergar o óbvio; banco HSBC tem apelado e assedia constantemente os trabalhadores bancários, e isso, não é notícia!

HSBC: Por que a Gazeta do Povo não noticia isso?

A capa da Gazeta do Povo da última quinta-feira, dia 16 de outubro, sobre a contratação de pessoas para auxiliar a manutenção da greve em Curitiba e região nos suscitou a seguinte questão: por que a Gazeta do Povo não faz uma matéria de capa sobre as péssimas condições de trabalho as quais são submetidos os funcionários do HSBC?

Em um parágrafo, lá no meio da matéria, a reportagem diz assim:

Já o HSBC recorreu a outra tática para contornar a greve. Segundo um funcionário da sede administrativa da empresa, os trabalhadores foram “convidados” a iniciar a jornada de trabalho diária após as 17 horas, quando encerram-se os piquetes em frente ao local. “A greve é um direito dos trabalhadores, sou totalmente favorável. Mas, em uma empresa privada, temos metas a cumprir. E, de uma forma ou de outra, quem fica a favor [da greve] sempre acaba pagando a conta”, diz.

Ou seja, todo mundo sabe a postura covarde que o HSBC adota e que isso é prática anti-sindical. Mas isso não é notícia.

Diariamente recebemos estas denúncias por e-mail e por telefone e vamos continuar noticiando o que está acontecendo com os bancários do HSBC. Leia abaixo, novos depoimentos:

“Os gerentes estão obrigando a gente a ir trabalhar numa empresa chamada IRON MONTAIN, ligam para nossas casas obrigando a gente a ir trabalhar dizendo que estão mandando um taxi vim em casa buscar e que temos que estar no local em uma hora.”

“Vim buscar a ajuda de vocês. Não aguentamos mais o plano de contingência imposto. Estamos trabalhando em horários alternativos e em vários lugares. Nossa vida particular sempre está em último lugar”.

“Por medo de ser ainda mais oprimido, temo me identificar. Estamos trabalhando para atender a exigência de manutenção das atividades essenciais. Mas os gestores estão aproveitando esta oportunidade para assediar moralmente seus funcionários. Somos obrigados a fazer rodízio com os demais colegas, que dele participam temendo represálias. Nos obrigam a comparecer pontualmente, mas sem acordo entre si sobre as prioridades do dia, os gestores causam uma grande confusão. Ficamos mais de uma hora em pé diante do prédio ou circulando. Mas o pior acontece quando entramos: somos o tempo todo assediados exigindo produtividade: tem muita gente lá fora querendo entrar, e no fim do dia somos cobrados e criticados pela nossa produtividade, sem consideração ou respeito”.

“Um supervisor ligou perguntando o que estava acontecendo comigo. O motivo pelo qual eu não estava indo trabalhar e o porquê de eu não atender os telefonemas dela. Disse ainda que é minha obrigação manter contato com os gerentes para saber onde, quando e como está a contingência. Usou um tom agressivo e ameaçador e ordenou que eu fosse trabalhar imediatamente”.

Os depoimentos denunciam é prática anti-sindical e violência. Uma violência psicológica, que reduz o trabalhador a coisa, objeto. Como se o banco exercesse poder não apenas sob a força de trabalho do bancário, mas detivesse o poder de reger e dominar a “sua” vida.

Serviço:

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região continua recebendo, em seu correio eletrônico (comunicacao@bancariosdecuritiba.org.br), denúncias sobre os planos de contingência adotados pelo banco HSBC em Curitiba.

Todos estes relatos são encaminhados para a assessoria jurídica do Sindicato e constituem prova de prática anti-sindical e de descumprimento de decisão judicial, já que o HSBC está proibido de alterar os horários de entrada e saída de seus funcionários durante a Campanha Salarial.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

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