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G20 pede reforma profunda do Fundo Monetário e do Banco Mundial

São Paulo – Ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais das maiores economias do mundo reconheceram, em comunicado divulgado hoje (9), a necessidade de reformas profundas do Fundo Monetário Nacional (FMI) e do Banco Mundial.

No documento final do encontro do G20 realizado em São Paulo, eles informaram que é necessário que essas instituições ajam de forma mais adequada à realidade econômica mundial e estejam mais preparadas para os desafios do futuro.

“Nós enfatizamos nosso comprometimento com a profunda reforma das instituições de Bretton Woods para aumentar sua legitimidade e efetividade”, afirmaram, em texto assinado por todos os representantes dos 19 países presentes e a União Européia.

A Conferência de Bretton Woods, realizada em 1940 e foi a primeira reunião de países para a definição de uma ordem financeira e monetária global. Nela, foram criados o FMI e Banco Mundial, além do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird).

O comunicado diz ainda que todas essas instituições devem ter papel importante na estabilização do mercado internacional. Porém, para que isso aconteça, precisam passar por adequações.

Do documento, consta ainda a sugestão de que o FMI faça a supervisão dos fundamentos econômicos dos países para, desta forma, evitar novas crises como a atual.

Por Vinicius Konchinski – Repórter da Agência Brasil.

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Propostas de regulação do mercado devem evidenciar diferenças no G20

São Paulo – O modelo ideal de regulação do mercado financeiro deve ser o tema o principal da primeira reunião extraordinária dos chefes de Estado de países das maiores economias mundiais que integram o G20, que acontecerá em Washington, nos Estados Unidos, no próximo dia 15.

Apesar do documento final do encontro de ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais do G20, realizado neste fim de semana em São Paulo, sugerir uma nova regulamentação para atividades financeiras, ainda não há consenso sobre quais serão as novas regras.

Também não ficou definido se a proposta deve evidenciar diferenças entre o desejo dos países desenvolvidos e dos países emergentes.

“As discordâncias surgirão quando formos decidir a forma de regulação que vamos ter”, observou hoje (9) o ministro da Fazenda ,Guido Mantega, em entrevista coletiva concedida após o encerramento dos trabalhos do G20 em São Paulo.

Segundo ele, países emergentes são favoráveis a uma regulação mais rígida, buscando assim evitar outras crises. Já os países avançados sustentam mudanças menos drásticas, que mantenham a liberdade de atuação de bancos e outras instituições.

Por Vinicius Konchinski – Repórter da Agência Brasil.

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G20 quer nova regulação do sistema financeiro internacional

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou neste domingo (9/11), após a reunião plenária do G20, em São Paulo, que os países emergentes concluíram que não há necessidade de se criar uma nova instituição para estabelecer políticas a serem adotadas pelo sistema financeiro internacional, mas fortalecer os já existentes – o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Fórum de Estabilidade Financeira (FSF). “A posição do G20 é de que a crise exige uma mudança de postura destes organismos, com a criação de novos mecanismos de regulação financeira e uma maior coordenação”.

Presidente do G20, Mantega, disse que o grupo é um forte candidato a coordenar ações contra a crise, devido a importância que os emergentes adquiriram nos últimos dez anos. “O FMI, o Banco Mundial e o FSF podem contribuir no enfrentamento da crise, desde que sejam fortalecidos e possam ter maior participação nas decisões de grupos formados por países ricos, como o G-7 e o G-8”, comentou.

O ministro relacionou na coletiva à imprensa os pontos de consenso entre os integrantes do G20. Segundo ele, todos concordaram que, diferentemente da crise asiática ocorrida nos anos 90, a atual, iniciada nos países avançados, “colocou todas as nações no mesmo barco” e agora há necessidade de uma ação coordenada para enfrentar a turbulência financeira global. Ele reafirmou que o aumento do poder decisório dos emergentes está ancorado no fato de que estes países são responsáveis por 75% do crescimento da economia mundial. “Por isso, o G20 deve ter um papel mais destacado e ser transformado numa instituição mais relevante”.

Outros pontos de consenso foram de que os países devem adotar políticas anti cíclicas fiscais e monetárias para combater a crise financeira e que os países avançados devem ajudar os emergentes que perderam liquidez devido à saída de fluxo de capitais.

No que se refere às políticas monetárias, os bancos centrais manifestaram preocupação com a inflação e defenderam que as medidas de combate a crise não devem ameaçar o equilíbrio monetário dos emergentes. Conforme o ministro Guido Mantega, de outro lado, o G20 discutiu os perigos da deflação provocada com as fugas de capitais. “Embora seja um movimento passageiro, houve desvalorização das moedas e a tendência e de deflação, acompanhada da diminuição dos níveis de atividade”.

Mantega não detalhou as propostas que serão levadas à cúpula do G20, com a presença de Chefes de Estado, que ocorrerá no próximo dia 15 em Washington. Ele explicou que a reunião de ontem e hoje foi de caráter político e ao longo da semana uma equipe técnica irá preparar uma agenda de ações. “As propostas agora serão discutidas em nível técnico e as equipes vão trabalhar na elaboração de um cronograma de execução destes procedimentos.

O ministro informou ainda que os ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais reunidos Hilton Hotel discutiram como fortalecer o G20 transformando-o numa instância de Chefes de Governos, liderados por presidentes. Os participantes defenderam ainda que o G20 deve fazer reuniões regulares e não mais se limitar à encontros antes das reuniões de abril e outubro do FMI e do Banco Mundial, além de promover mais reuniões extraordinárias.

Os emergentes decidiram também criar uma sala de situação virtual para acompanhar os acontecimentos econômicos e influir nas decisões. A sala será coordenada por um grupo especial do G20 a ser formando para esta finalidade. No âmbito da regulação financeira, os emergentes vão sugerir na cúpula de Washington o aumento da fiscalização das ações das instituições de hedge funds e dos mercados derivativos.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social – GMF

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