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Não existe plano de fechamento de agências, diz presidente do BB

Banco do Brasil comprou Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões.
Segundo executivo, negociação entre os bancos durou seis meses.

Os números dos dois bancos, segundo dados divulgados hoje (Editoria de Arte/G1) O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, afirmou nesta quinta-feira (20), em entrevista à Globo News, que não existe a intenção de fechamento de agências do Banco do Brasil ou da Nossa Caixa em locais onde as duas instituições estão presentes.

Nesta quinta, o BB anunciou a compra da Nossa Caixa, que pertencia ao governo do estado de São paulo, por R$ 5,38 bilhões.

“Manteremos o atendimento na forma e locais onde existe hoje. A sobreposição de agência do Banco do Brasil e da Nossa Caixa é mínima. (…) Não existe plano de fechamento de agências, mas sim busca de sinergia, de melhoria de atendimento. Melhorando o atendimento feito de forma boa pela Nossa Caixa, mas como o aparato tecnológico do Banco do Brasil. (…) Manteremos os pontos de atendimento e a população não terá nenhum prejuízo com isso”, afirmou Lima Neto.

De acordo com o presidente do BB, a expectativa é de que as duas marcas sigam funcionando simultaneamente no prazo de um ano. “Vamos assumir a Nossa Caixa a partir da autorização da Assembléia Legislativa e do Banco Central. A estimativa é de que as duas placas conviverão por um ano, até que venha a se juntar definitivamente”, afirmou em entrevista.

Itaú-Unibanco

Segundo o executivo, a negociação para a compra do banco não começou após a fusão entre o Itaú e o Unibanco, que gerou o maior banco do país – mesmo com a aquisição da Nossa Caixa, o BB não retomará o posto.

“Não é uma negociação que ocorreu após fusão do Itaú-Unibanco. Começamos cinco, seis meses atrás, a partir da visão do Banco do Brasil de que precisávamos ter crescimento por aquisição e não apenas orgânico. Tínhamos visão de que orgânico não seria suficiente para manter a robustez”, afirmou.

Lima Neto disse que o BB não pretende voltar a ser o maior banco do Brasil “a qualquer custo”. “Retomar a liderança não será feita a qualquer custo. Só faremos o que fazer o Banco do Brasil agragar mais valor. (…) Toda e qualquer aquisição do BB tem que fazer sentido econômico e estratégico. Se não atender essas duas questões, não faremos [aquisições] simplesmente para crescer em ativos.”

Lima Neto avaliou ainda que a transação é importante porque traz crescimento do banco no estado de São Paulo. “É o principal estado da nação onde o Banco do Brasil não tinha papel tão relevante no que diz respeito a presença bancária.”

MP 443

O executivo citou a medida provisória (MP) 443, que possibilitou a aquisição. A medida foi publicada pelo governo federal em outubro e começou a vigorar, mas ainda precisa ser aprovada pelo Senado.

O presidente do BB afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi comunicado sobre a aquisição oficial nesta quinta.

Fonte: Do G1, em São Paulo

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