Brasília – Clientes do Banco do Brasil (BB), em Santa Catarina, vítimas dos temporais que causaram destruição e mortes em vários municípios do Vale do Itajaí, poderão contar com crédito especial e renegociação de dívidas, entre outras medidas emergenciais autorizadas ontem (25) pelo Conselho Diretor da instituição.
Segundo nota divulgada hoje (26) pelo banco, pedidos feitos por moradores e empresários das áreas atingidas por enchentes e relacionados à recuperação dos danos causados pelas chuvas terão prioridade no atendimento.
Para as pessoas físicas, o Banco do Brasil estabeleceu linhas de créditos com condições diferenciadas de pagamento. As vantagens vão desde a redução dos encargos financeiros e prazos mais longos, à possibilidade de revisão do limite de crédito desses clientes.
A instituição também irá destinar R$ 500 milhões para as linhas de crédito na a compra de material de construção e na construção e reforma de imóvel residencial urbano. Além disso, o BB elevou o teto do empréstimo de R$ 20 mil para R$ 40 mil e reduziu as taxas de juros, dobrando o prazo de pagamento de 24 para 48 meses.
Para micro e pequenas empresas, o BB vai prorrogar o prazo da linha Proger Urbano Empresarial para até 84 meses, com nova carência de três meses para as operações prorrogadas e dispensa da entrada mínima de 10%. Na linha de capital de giro, os vencimentos de dezembro e janeiro próximos poderão ser prorrogados para o final do prazo, mantendo-se os valores das prestações. O volume disponível nas duas linhas para os catarinenses é de R$ 300 milhões.
Já para o setor do agronegócio, o Banco do Brasil vai disponibilizar R$ 100 milhões no financiamento para construção e reforma de benfeitorias em propriedades rurais e reposição de plantéis. O prazo para pagamento será de três anos. O banco também concederá crédito rural para custeio ea financiamento do replantio de lavouras atingidas, no montante de até R$ 150 milhões. Estará também disponível uma linha de crédito para refinanciar operações do BNDES no valor de R$ 50 milhões.
O estado de Santa Catarina também receberá R$ 500 milhões em empréstimo consignado. Na área de seguridade, será implementado fluxo especial para regulação de acidentes e pagamento de indenizações para os ramos de seguros de vida, automóveis e ramos elementares. Por fim, um posto de atendimento para análise de seguros de vida será instalado na capital, Florianópolis.
Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil.
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Dilma anuncia liberação de R$ 1,6 bi para ajudar Estados atingidos por enchentes
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (26) que o governo publicará, em edição extra do Diário Oficial, uma medida provisória que libera mais de R$ 1 bilhão para ajudar na reconstrução das cidades atingidas pelas enchentes em Santa Catarina, onde as chuvas já causaram 86 mortes, e outros Estados.
Segundo informações da Presidência da República, o total liberado será de R$ 1,6 bi, sendo R$ 370 milhões para Santa Catarina. Os valores totais serão destinados para ações da Defesa Civil (R$ 720 milhões), de recuperação de estradas (R$ 280 milhões), das Forças Armadas (R$ 150 milhões) e da Saúde (R$ 100 milhões).
Segundo Dilma, o governo federal está em permanente contato com o governo estadual para monitorar a situação.
“A orientação do presidente Lula é para que não falte apoio e nem suporte do governo federal para a população de Santa Catarina, atingida por esta catástrofe”, disse.
Nesta quarta-feira, o presidente irá sobrevoar as áreas atingidas pelas enchentes no Estado nesta quarta. Ele deve chegar ao aeroporto de Navegantes por volta das 14h. Depois, vai passar pelos locais que sofrem mais com os alagamentos. O sobrevôo deve durar cerca de uma hora. Inicialmente, a previsão era de que o presidente fosse a Santa Catarina na sexta-feira (28), mas a ida foi antecipada.
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Sobre as enchentes no Estado e a solidariedade com a população atingida
A natureza, às vezes, parece se opor a nós quando nos castiga com reveses como a tragédia vivida neste momento. Não cabe aqui uma discussão ambientalista acerca de nossas responsabilidades para com a natureza, mas cabe pensar no sentido de humanidade, necessário àqueles que vivem em comunidade, ou seja, todos nós.
Os prejuízos vivenciados pelos atingidos estão longe de ser apenas de ordem material. Os maiores prejuízos, os mais diretos, estão sendo sentidos pelos familiares dos 84 mortos, 30 desaparecidos e mais de 54 mil desabrigados, conforme registrado pela Defesa Civil até ontem, sem considerar os milhares que perderam seus bens para as águas que invadiram suas casas.
O Governo Federal enviou três Ministros ao Estado e o Presidente Lula cogita estar aqui pessoalmente até o final de semana. Estimativas apontam para liberação de R$ 700 milhões de reais. Sabemos que o Estado não demorará na recuperação das rodovias e infra-estrutura básica de energia, gás e água. Em grande parte o fornecimento está prejudicado e em inúmeras cidades até interrompidos, sobretudo de água.
A pergunta e, de certa forma, o sentimento de impotência que fica, é em relação à recuperação das pessoas. Municípios catarinenses e de outros Estados, entidades não governamentais, associações de moradores, sindicatos e outras, movidos pelo espírito de solidariedade, estão fazendo arrecadações de gêneros alimentícios, roupas e colchões, e enviando-os aos municípios atingidos. O Governo Federal possivelmente liberará os recursos do FGTS, o que é bom, porém insuficiente, pois atenderá somente aos que ainda estão em relações formais de trabalho, aqueles com carteira assinada. Insuficiente, inclusive, para os que serão beneficiados, uma vez que para a maioria dos trabalhadores, o valor depositado é muito baixo, se comparado as reais necessidades. Baixos, não só devido a baixa renda dos trabalhadores, mas também pela enorme rotatividade que atualmente há nos empregos, justamente pela estratégia dos empregadores em não manter nos seus quadros funcionários por muitos anos, como forma de manter os salários baixos. A determinação de liberar o FGTS é insuficiente se considerarmos o exército de desempregados, os que vivem dos chamados “bicos”, e dos trabalhadores autônomos completamente desprovidos de condições de manter qualquer reserva para momentos como esse. Em relação a estes é que se pergunta: como é que recomeçarão suas vidas? Em que pese a boa vontade do Governo com a liberação do FGTS, isto é, em devolver a reserva que os trabalhadores fazem em razão do vínculo empregatício, é preciso também ser criativo e pensar formas de como auxiliar os que não contam com este recurso.
A Defesa Civil abriu duas contas bancárias para doações. Há, no entanto, aqueles que preferem fazer suas contribuições diretamente aos necessitados que conhecem, as pessoas de suas relações, sejam familiares, vizinhos, colegas de trabalho.
Temos certeza que nossos sindicatos e sindicalistas estão inseridos nessa campanha, muitos começando pela ajuda direta aos seus sindicalizados. Nós da Central Única dos Trabalhadores, nos solidarizamos com todos os trabalhadores, celetistas, estatutários, autônomos, todos aqueles que lutam para viver. Com este espírito, sugerimos aos sindicatos dos municípios não atingidos, que entrem em contato com os sindicatos cutistas dos municípios assolados, verificando as necessidades e possibilidades de ajuda.
Nossa saudação e solidariedade cutista a todos e todas.
Florianópolis, 26 de novembro de 2008
Direção Estadual da CUT SC
Por Leonardo Severo.
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