Mais de cinqüenta presidentes e secretários de finanças de entidades filiadas à CUT no Paraná participaram durante toda terça-feira, 25, da 1ª Conferência Estadual de Finanças. A atividade aconteceu no Espaço Cultural e Esportivo do Sindicato dos Bancários de Curitiba, e prestou esclarecimentos sobre a situação econômica da Central, bem como debateu as propostas que serão encaminhadas à Conferência Nacional, a ser realizada nos dias 01 e 02 de dezembro, em Brasília-DF, sob o mote “Gestão Participativa, Sustentabilidade Financeira e Autonomia”.
Logo na abertura, o presidente estadual da CUT, Roni Anderson Barbosa, apontou que o debate deve ir para além das finanças da Central e também abordar o contexto político. “As mudanças na estrutura sindical brasileira nos impõem novos desafios. Com o advindo do reconhecimento legal, outras centrais se movimentam para fazer a disputa. Portanto, é o momento de nos mobilizarmos para democratizar o sindicalismo a partir dos princípios históricos da CUT, como o fim do imposto sindical”.
O representante da Direção Nacional da CUT, Antônio Carlos Spis, reforçou que a discussão deve ser sobre a extinção do imposto sindical para viabilizar a implementação da taxa negocial. “As outras centrais são contra. Nós somos a favor do fim do imposto. Tanto que na 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora vamos realizar o ato conjunto e, assim que terminar, a CUT vai sozinha até o Ministério do Trabalho para promover um ato contra o desserviço que Carlos Lupi tem prestado ao movimento sindical combativo, a exemplo da instrução normativa nº 1, que dispõe sobre a cobrança do imposto aos servidores públicos”.
Após as exposições, o secretário de finanças da CUT, Raimundo Ribeiro, o Bahia, fez apresentação sobre as situação da Central no Paraná, apontando o número de sindicatos filiados e o tamanho da entidade no estado, que hoje representa mais de 500 mil trabalhadores. Também expôs sobre as formas de arrecadação e a estrutura da CUT. Segundo ele, a avaliação da Conferência Estadual foi positiva. “Primeiro em função da expressiva participação dos dirigentes, e, segundo, por causa dos debates travados. Os sindicalistas tiveram a clareza sobre a necessidade de manter e fortalecer a Central Única, mantendo a sua contribuição estatutária, independente do imposto sindical”.
Entre as propostas retiradas sobre o financiamento da CUT, as que se destacaram foram pela manutenção da contribuição estatutária de 10%; e pela criação de um mecanismo diferenciado da mensalidade para os sindicatos de menor porte, com uma tabela de contribuição progressiva, conforme a arrecadação das entidades.
Quanto as verbas do imposto sindical que serão repassadas à CUT, visto o reconhecimento das centrais sindicais. Esses recursos deverão ser investidos em formação sindical, nos ramos e oposições, organização e estruturação da CUT, e, principalmente, em campanhas de mídia sobre sindicalização e pelo fim do imposto sindical.
Vale ressaltar que as propostas levantadas serão socializadas, debatidas, e sistematizadas na Conferência Nacional, a fim de nortear a elaboração de teses que levem em consideração atender as necessidades reais das estruturas da CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.