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Fusão entre Itaú e Unibanco deve ser concluída em dois ou três anos

O Sindicato defende que os bancários das duas instituições participem ativamente das discussões do processo de integração

São Paulo – A fusão entre Itaú e Unibanco deverá ser concluída entre dois e três anos. A previsão é do presidente do Itaú, Roberto Setubal, em entrevista nesta terça, 2, para a Agência Estado. Segundo o banqueiro, a maior parte das operações (70%) deverá ser incorporada em até um ano e meio. “Tenho conversado com o Banco Central e o processo de aprovação está caminhando normalmente”, disse. Ele explicou que ainda não foi definido como será feita a integração.

Setúbal garantiu também que o plano de expansão internacional está mantido e que isso ocorrerá por meio de aquisições. “Queremos é a compra certa no preço certo”, disse. No mercado interno, o executivo acredita que há pouco espaço para um movimento significativo de consolidação no setor financeiro. “Não vejo nada muito grande acontecendo até por falta de alternativas”.

O Sindicato defende que os bancários do Itaú e do Unibanco participem ativamente das discussões do processo de integração. “É o futuro de milhares de trabalhadores da holding que está em jogo”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Reunião – A próxima rodada de negociação entre o Sindicato e as direções do Itaú e do Unibanco está marcada para 9 de dezembro. A primeira reunião aconteceu no dia 10 de novembro, e os diretores dos bancos reafirmaram que não haverá fechamento de agências e se comprometeram com o processo de negociação durante a fusão.

“Queremos um compromisso formal dizendo que não haverá demissões”, acrescenta Marcolino.

Por Fábio Jammal Makhoul – 03/12/2008.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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Segunda começa a Semana Internacional de Lutas dos bancários

Ambos são bancos internacionais e estão fazendo demissões fora de seu país de origem. O Itaú demitiu 220 bancários nos últimos dois meses no Chile, 120 dos quais desde a última sexta-feira, e o HSBC mandou embora outros 380 no mês de novembro, no Brasil. Foi para combater os ataques dos bancos, defender os empregos e melhores condições de trabalho que a 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, realizada na sede da Contraf/CUT no dia 21 de novembro, decidiu lançar uma campanha conjunta em toda a América na próxima semana.

A Semana Internacional de Lutas reservará ações dirigidas a um banco específico a cada dia. A Contraf/CUT orienta os sindicatos a realizarem manifestações em todos os Estados. A confederação também divulgou jornais específicos para a semana na seção de Downloads de seu portal (clique aqui para acessar). Veja o calendário:

Dia 08 – Banco do Brasil
Dia 09 – Itaú/Unibanco
Dia 10 – HSBC
Dia 11 – BBVA
Dia 12 – Santander/Real

Outra semana de lutas será realizada no final de janeiro, em conjunto com a UNI-Finanças Mundial, o sindicato global a que a Contraf/CUT é filiada.

A 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais reuniu durante dois dias na sede da Contraf/CUT 165 pessoas de dez países para discutir os principais desafios do setor bancário internacional. Estiveram presentes dirigentes dos bancos de Itaú, Santander-Real, HSBC, Unibanco, BBVA e Banco do Brasil.

“Foi um evento muito importante para a organização internacional dos trabalhadores, especialmente neste momento de crise que ameaça os empregos de todos”, afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. Ele considera que a definição da campanha internacional de proteção ao emprego foi um passo importantíssimo. “Somente com mobilização conseguiremos leis e acordos que garantam o direito de todos ao emprego e a condições de trabalho dignas”, sustenta.

As entidades irão aprovar uma mídia conjunta para a campanha de proteção ao emprego. Deverão ser disponibilizados banners, selos e cartazes na página da UNI para download. Ficou agendada também uma outra semana de lutas, a ser realizada no final de janeiro de 2009, em conjunto com a UNI-Finanças Mundial.

Itaú demite no Chile

O Itaú, que agora com a fusão com o Unibanco se tornou o maior banco da América Latina, demitiu 220 bancários no Chile desde outubro. Das demissões, 100 foram efetuadas na última sexta-feira, 28 de novembro, e 20 nesta segunda-feira 1º de dezembro.

“As demissões do Itaú no Chile e as do HSBC aqui no Brasil mostram o acerto das decisões das Redes Sindicais de Bancos Internacionais”, afirma Ricardo Jacques, diretor de Relações Internacionais da Contraf/CUT. “Se a atuação dos bancos é internacional, os bancários também têm que lutar e resistir de forma global.”

Fonte: Contraf/CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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