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Dilma garante adoção de medidas para evitar desemprego

Brasília – A chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou hoje (4) que o governo está atento à situação do setor produtivo e do emprego e avalia a questão. Ao comentar as 1.300 demissões na Vale, a ministra disse que a maioria das dispensas ocorreu no exterior. Ela garantiu que o governo vai tomar as medidas necessárias para evitar demissões provocadas pela crise internacional.

“Temos instrumentos para diminuir o nível de desemprego. E essa é uma das questões centrais do governo: não deixar que haja uma queda do emprego que comprometa tudo o que conquistamos até agora”, enfatizou a ministra, pouco antes de um encontro com sindicalistas no qual foram discutidos assuntos como concessão elétrica, estatais e emprego.

Segundo a ministra, é muito difícil manter a decisão de investir em um momento de queda da produção, mas é essa decisão que garante os empregos. Ela disse que o governo tem conversado com os empresários no sentido de manter a produção e o crédito, mas destacou que, para isso, é preciso antes destravar a questão do crédito para depois negociar com os empresários.

Dilma afirmou que não vai acontecer no Brasil o que ocorreu no resto do mundo, principalmente com os países desenvolvidos. “Nós vamos sair de um período de pressão de preços derivada do câmbio para uma queda, uma estabilização de preços. Dificilmente, o momento é de inflação”, garantiu a ministra.

Ela disse ainda que o governo quer assegurar uma previsão de crescimento para o país em torno de 3,5% a 4% do ano que vem, o que facilitaria a garantia dos empregos.

Por Paula de Castro – Repórter da Rádio Nacional.

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Demissão de trabalhadores pode aumentar efeitos da crise, diz sindicalista

São Paulo – Preocupado com uma possível demissão de milhares de trabalhadores do setor de autopeças, anunciada pelo sindicato da categoria, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes enviou nota à imprensa hoje (4) repudiando a atitude das indústrias.

“As empresas faturaram alto nos últimos anos e não podem, agora, jogar o peso da crise sobre os trabalhadores e demitir como uma forma de solução aos problemas”, disse o presidente do sindicato, Miguel Torres.

“Se efeturarem estas demissões, aí, sim, que a crise chega ao Brasil”, afirmou Torres. Para o sindicalista, as empresas devem procurar alternativas como férias coletivas ou licenças remuneradas e tentar dialogar também com o governo. “Onde há dinheiro público deve haver também a garantia de empregos”, disse Torres, referindo-se aos empréstimos de R$ 8 bilhões gerados pelos governos federais e estaduais para o setor automotivo.

O presidente do sindicato acredita que as empresas estão “usando a crise como desculpa para demitir”. “Precisamos pensar em conjunto para chegar às soluções que satisfaçam a todos”, pontuou.

Por Ivy Farias – Repórter da Agência Brasil.

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Empresário diz que setor imobiliário não precisa ser salvo

Brasília – O setor imobiliário vai muito bem e não precisa ser salvo, na opinião do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão. Ela fez o comentário ao se referir à decisão da Caixa Econômica Federal de não comprar participações diretas no capital de construtoras e incorporadoras, conforme prevê a Medida Provisória 443.

Segundo ele, a decisão da Caixa foi sensata, pois não era o momento de adotar a medida, que considerou um “Frankenstein”, “que enfiaram” em uma medida provisória para bancos. “A maneira como foi colocada, que era para salvar o setor [imobiliário]. O setor não precisa salvar coisa nenhuma. O setor está indo muito bem, obrigado”, disse. Safady Simão afirmou ainda que a medida era uma intromissão indesejável no setor.

O presidente da CBIC fez questão de deixar claro que mesmo com o setor indo bem, precisa de recursos para capital de giro, pois houve encurtamento de crédito no Brasil e no mundo.

“Isso não é pedir socorro. Os governos do mundo inteiro disponibilizaram recursos para que as empresas produzissem”, afirmou.

Quanto às demissões no setor imobiliário, Simão disse que é normal pois se trata de um fator sazonal (caraterística de determinados períodos nos quais há maior ou menor atividade). Ele admitiu porém que a redução da atividade em função da crise tem influência na redução dos postos de trabalho no setor neste final de ano.

“Temos uma queda de produção no ano que vem. Temos o fator sazonal, que é o final de ano, e vem o período de chuva”.

Ele disse também que não pode avaliar de quanto foi a redução no setor com o fim do boom imobiliário anterior à crise, que atingiu o país em outubro “Nós perdemos aquela gordura do boom, da bolha do setor imobiliário que estava estourando. É verdade que houve uma redução, mas eu não posso avaliar, ainda”.

Para o empresário, o setor deve voltar aos mesmos níveis de atividade de 2006, com crescimento de 5% a 6,5%.

Simão fez as declarações ao chegar para encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Às 15h, ele tem reunião com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.

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Construção civil descarta compromisso de manter empregos, mesmo com incentivos

Brasília – O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, descartou qualquer compromisso do setor de garantir empregos, mesmo com os incentivos oficiais concedidos para o enfrentamento da crise global que também tem atingido a economia brasileira.

“O setor está disposto a produzir, já que tem esses recursos. Ele mantém o emprego que ele pode produzir. O setor está disposto a produzir na medida que ele tem esses recursos. Não tem pacto”, disse.

Ele enfatizou que a construção gerou neste ano 310 mil novas vagas, muito mais do que outros setores da economia, e citou que enquanto o desemprego no país chegou a 7,5%, no setor ficou em apenas 4,4%. Para ele, se o governo continuar investindo na construção a tendência é que o emprego aumente.

Mesmo tentando mostrar otimismo, Simão não descarta dificuldades pela frente com a redução de recursos para o setor já que haverá queda prevista na arrecadação do governo e no financiamento externo. Ele discutiu alternativas como ministro Guido Mantega para agilizar o andamento de obras públicas, incluindo as que fazem parte do Programada de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Vamos trabalhar, agora, com obras públicas, incluindo o PAC. Acho que o governo tem grande responsabilidade no ano que vem e em 2010. A partir do momento em que as obras imobiliárias vão sofrer redução, o PAC e as obras terão uma importância em 2009 e 2010 para segurar a economia e o setor”.

Simão disse que os problemas que espera resolver têm a ver com a morosidade na liberação das licenças ambientais, nas ações do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União, que têm embargado obras até apurar a regularidade das mesmas.

“Temos muitos problemas que estão travando as obras. Ambientais, problemas de projeto, de deficiência de órgão, problemas de TCU e CGU”, afirmou. Safady Simão acredita que mesmo assim, a construção deva crescer mais de 3% no ano que vem, mesmo com alguns analistas já prevendo um crescimento da economia abaixo de 3% do Produto Interno Bruto.

Simão fez as declarações ao chegar para encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Às 15h, ele tem reunião com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.

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