Brasília – O Banco Central liberou, até 15 de dezembro, R$ 98 bilhões para o sistema financeiro nacional elevar a oferta de crédito e estimular o consumo, ao reduzir a retenção do compulsório dos depósitos à vista.
Um relatório divulgado hoje (18) no Senado mostra ainda que, desde setembro, a autoridade monetária fez contratações de títulos cambiais da ordem de US$ 33 bilhões, nas operações no mercado futuro das chamadas swap cambial a fim de conter a alta da moeda americana.
O documento foi distribuído na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal onde o presidente do BC, Henrique Meirelles, participará de audiência pública.
O sistema bancário das Américas perdeu 69% de recursos externos desde a eclosão da crise financeira internacional, segundo o Banco Central. Na Europa, as perdas do sistema desde setembro ficaram em 28% e na Ásia, em 3%.
Por Lourenço Canuto – Repórter da Agência Brasil.
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Falta de crédito amplia efeitos da política monetária, diz Copom
Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central considera que a falta de crédito, por conta da crise financeira internacional, amplia os efeitos dos juros básicos (Selic) altos, usados para controlar a inflação. Segundo o colegiado, esse fator contribui para trazer a inflação de volta à meta central de 4,5% “já em 2009”. A informação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (18).
O Copom também avaliou outro fator que leva à redução da inflação. Segundo a ata, diminuiu a preocupação do colegiado com o descompasso entre oferta e demanda, ou seja, procura por produtos e serviços acima da capacidade de oferta no momento. O comitê avalia que “a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação” possa estar diminuindo.
Por outro lado, segundo a ata, nas atuais circunstâncias de crise financeira internacional, “existe o risco de que os agentes econômicos passem a atribuir maior probabilidade de que elevações da inflação sejam persistentes”, o que reduz a eficácia da política monetária.
Para o Copom, se a desconfiança de consumidores e empresários persisitir “o dinamismo da atividade [econômica] passaria a depender crescentemente da expansão da massa salarial real e dos efeitos das transferências governamentais esperadas para este e para os próximos trimestres”.
O Copom considera que taxas de inflação elevadas diminuem os horizontes de planejamento das famílias e empresas e, conseqüentemente, reduzem o potencial de crescimento da economia, “além de ter efeitos regressivos sobre a distribuição de renda”.
Na reunião do Copom, realizada nos dias 9 e 10 deste mês, o colegiado decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano, apesar de ter analisado a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.
A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 20 e 21 de janeiro de 2009.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.
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