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Lula pede união de países da América Latina e do Caribe

Brasília – Ao comentar a 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada na semana passada na Costa do Sauípe (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união desses países, especialmente no enfrentamento da crise econômica. A avaliação foi feita durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente.

“A coisa mais importante que esse encontro trouxe foi a própria reunião em si. Nós precisamos nos aproximar mais, discutir melhor as oportunidades existentes entre os países. Nós precisamos formular estratégias políticas comuns, estratégias de desenvolvimento, estratégias de comércio exterior”, afirmou.

Para o presidente, o fato de todos os representantes dos 33 países convidados terem comparecido foi uma demonstração do interesse em traçar políticas comuns.

“O mais importante é que vieram todos os que foram convidados, numa demonstração de que, nessa crise econômica, as pessoas perceberam que não podemos ficar dependendo de um ou de outro. Ou seja, nós temos que depender do conjunto de países e temos que fazer relações com todos, diversificar a nossa relação o máximo possível para que a gente não fique dependente”, avaliou.

Por Amanda Cieglinski – Repórter da Agência Brasil.

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Lula cobra posicionamento do FMI e do Banco Mundial sobre crise financeira internacional

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou hoje (17/12) posicionamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em relação à crise financeira internacional.

“O FMI não se manifestou até agora, só disse que não tem saída a curto prazo, o Banco Mundial não se manifestou até agora”. E mais adiante afirmou: “Você não recebe informações”. A declaração foi feita no encerramento da Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento, na Costa do Sauípe (BA), que reuniu 33 presidentes de países das duas regiões.

Lula afirmou ainda que “alguma coisa está errada na economia” e também “no padrão de política monetária estabelecido”, ao comentar a classificação de riscos dos países. Segundo ele, os americanos estão “quebrados e os risco deles é zero”.

“A economia do meu país vem crescendo, o emprego vem crescendo, a pobreza vem diminuindo, e todo dia leio no meu computador que aumenta o Risco Brasil. E os americanos, quebrados, o risco deles é zero”, afirmou o presidente.

Na avaliação de Lula, o dinheiro disponibilizado pelos países ricos para amenizar os efeitos da crise ainda não chegou na ponta, pois não foi colocado na produção. “Foram colocados apenas para salvar a quebradeira do sistema financeiro e não na produção”.

Lula chamou os países da América Latina e do Caribe a, nesse momento, investirem sobretudo em obras de infra-estrutura para gerar empregos. “È importante que a gente tenha consciência de que cada país vai ter que investir o máximo que puder”, disse Lula aos presidentes presentes.

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil.

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Presidente faz homenagem à Chico Mendes no aniversário de 20 anos de sua morte – 22/12/2008

Apresentador: Olá você em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas e nós estamos começando agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente. Como vai, tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: O país está reformando completamente a sua defesa nacional e, para isso, foi lançado, na semana passada, o Plano de Defesa Nacional. Por que isso é importante, presidente?

Presidente: Luciano, por algumas razões. Já algum tempo a gente vinha discutindo a tentativa de reorganização da estrutura das Forças Armadas Brasileiras, da reestruturação do próprio Ministério da Defesa. E sempre que nós discutíamos, a ausência de dinheiro fazia com a gente fosse deixando para depois. Ora, um país que tem a dimensão que tem o Brasil. Um país que acaba de descobrir reservas imensas de petróleo em águas profundas. Um país que tem a Amazônia para defender tem que montar uma estratégia de defesa, não pensando em guerra, mas pensando em se defender mesmo. Em garantir o seu patrimônio. Em garantir a tranqüilidade da sociedade brasileira. Nós temos que reorganizar a nossa indústria de defesa, que está totalmente desmontada. E é importante que um país que tem a capacidade tecnológica que tem o Brasil, sabe, precisa ter uma indústria de defesa forte. Precisa ter uma Forças Armadas preparada, equipada. E precisa ter um Ministério da Defesa que efetivamente seja Ministério da Defesa. É um projeto de longo prazo. Não é uma coisa que vai acontecer em dois dias ou em dois anos, não. É uma coisa de longo prazo, porque o Brasil precisa efetivamente estar preparado. Nós somos muito grandes. A nossa economia vai crescer. O Brasil será cada vez mais importante. E nós precisamos estar com as nossas Forças Armadas preparadas a altura para enfrentar os desafios que se apresentarem.

Apresentador: Um outro assunto é o encontro de representantes de 33 países durante a Primeira Cúpula da América Latina e do Caribe. O que esse encontro trouxe de mais importante, presidente?

Presidente: A coisa mais importante que esse encontro trouxe foi a própria reunião em si, porque foi a primeira reunião que nós fizemos apenas com os países da América Latina e do Caribe. Discutindo os nossos problemas. Porque nós precisamos nos aproximar mais. Nós precisamos discutir melhor as oportunidades existentes entre os países. Nós precisamos formular estratégias políticas comuns, estratégias de desenvolvimento, estratégias de comércio exterior. E nós temos que executar ao máximo as possibilidades de complementaridade que nós temos. Essa foi a grande novidade da reunião. E o que é muito importante: vieram todos os que foram convidados. Todos. Numa demonstração de que, nessa crise econômica, as pessoas perceberam que nós não podemos ficar dependendo de um ou de outro. Ou seja, nós temos que depender, sabe, do conjunto de países. E temos que fazer relações com todos. E temos que diversificar a nossa relação o máximo possível, para que a gente não fique dependente.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, nesta segunda-feira completam-se vinte anos da morte de Chico Mendes. O que ele representa para o país?

Presidente: Olha, essa pergunta é muito importante, Luciano, porque me permite fazer a justa homenagem que o Chico Mendes merece. Eu conheci o Chico Mendes há muito tempo, ou seja, em 1980. Tivemos uma relação política forte. E o Chico Mendes passou a ser compreendido pela sociedade brasileira depois que ele ganhou um prêmio na ONU [Organização das Nações Unidas]. Porque, até então, ele era tratado aqui no Brasil como se fosse uma figura baderneira, ou seja, um grevista, que atrapalhava que os empresários derrubassem a floresta. E o Chico Mendes ele defendia não a floresta por defender a floresta. O Chico defendia era um jeito moderno do povo que mora na floresta sobreviver explorando, adequadamente, as riquezas produzidas pela natureza. Quando o Chico Mendes foi assassinado é que o Brasil tomou consciência de que tinha uma liderança extremamente importante, anônima. E eu acho que aos poucos nós estamos conseguindo que a sociedade brasileira compreenda a valorização do tipo de gente como o Chico Mendes. Tem muitos Chico Mendes espalhados pelo Brasil afora, nas mais diferentes áreas. E eu acho que estas pessoas precisam ser preservadas, cuidadas, para que estas pessoas tenham valores mesmo para o país. E eu acho que o Chico Mendes merece ser lembrado aqui, merece ser lembrado no mundo, porque o Chico Mendes fez a diferença na defesa da dignidade da vida e da preservação da floresta.

Apresentador: Presidente, alguma palavra para o povo brasileiro nesta época de Natal?

Presidente: Primeiro, eu espero que, nesta época de Natal, as pessoas estejam em harmonia dentro das suas casas. Os pais, os filhos, os parentes. É importante que a gente dê atenção àquelas pessoas que mais necessitam. É importante que as pessoas não esqueçam os seus doentes, que muitas vezes não estarão no Natal, no almoço ou na janta. E é importante que a gente aproveite esse dia 25, que é o dia da fraternidade, pra gente transformar também num dia da solidariedade. A gente ser mais companheiro, ser mais humano. O pai, a mãe e os filhos, se tiverem divergências, se acertarem, porque a harmonia é o que garante a estabilidade de uma família. E eu só posso desejar a todos um Feliz Natal e que Deus continue abençoando o povo brasileiro e o nosso querido Brasil.

Apresentador: Muito obrigado, presidente Lula, e até a semana que vem.

Presidente: Obrigado você Luciano, e até a próxima semana.

Apresentador: O programa Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.

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Medidas anunciadas contra a crise são para estimular o crédito, explica presidente Lula – 15/12/2008

Apresentador: Olá você em todo o Brasil, eu sou o Luciano Seixas e nós estamos começando agora o Café com o Presidente. Olá presidente, como vai, tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: Presidente, desde que a crise econômica mundial começou, lá nos EUA, o Brasil tem se preparado pra evitar que ela chegue aqui, adotando uma série de ações. O que significa o anúncio de mais essas medidas, presidente?

Presidente: Eu acho importante, Luciano, a gente relembrar um pouco o que é que nós já fizemos. Num primeiro momento essa crise trouxe uma ausência de crédito, ou seja, faltou crédito no mundo inteiro. O dinheiro quase que, como num passe de mágica, desapareceu e nós então tivemos, aqui no Brasil, que colocar à disposição as reservas do Tesouro do compulsório para que pudéssemos irrigar o crédito no Brasil. Esse crédito foi importante por que nós permitimos que bancos como a Caixa Econômica e o Banco do Brasil pudessem comprar carteiras de bancos menores que estavam com dificuldades de financiar bens de consumo duráveis, de financiar carro, de financiar carro usado, de financiar outros bens. Qual é o pequeno problema que nós temos ainda? É que nós tínhamos de 20% a 30% do crédito que entrava no Brasil era de empresas que tomavam dinheiro empresado lá fora. Na medida em que o dinheiro lá fora encurtou, essas empresas estão precisando de dinheiro aqui dentro. Então, faltou um pouco de crédito. Nós, então, tomamos novas medidas para ajudar as empresas brasileiras que têm dívida lá fora, as empresas brasileiras que exportam, para que eles possam ter o crédito. Empresas como a Petrobrás agora vão poder pegar dinheiro das reservas brasileiras depositadas em bancos no exterior. Mas nós sabíamos que era preciso tomar outras medidas. Por exemplo, a isenção do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] do automóvel, ou seja, nós queríamos fazer com que o preço do automóvel baixasse para que o povo pudesse comprar – isso porque a cadeia da indústria automobilística é muito grande: ela representa 24% do PIB [Produto Interno Bruto] industrial; e aí tem desde o cidadão que troca o pneu de um carro no borracheiro até a empresa de autopeças que nós queremos que continue a produzir. Depois nós fizemos também uma redução no Imposto de Renda: nós tínhamos três faixas no imposto de renda, agora vão ser cinco faixas. Nós facilitamos para quem ganha de R$1.434 a R$2.150, criando uma nova faixa de 7,5%. E nós criamos uma outra faixa de 22,5%, pra quem ganha de R$2.866 a R$3.582. Isso vai diminuir o que as pessoas têm que pagar de Imposto de Renda para o Governo. Nós reduzimos o IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] de 3% para 1,5% ao ano. Nós trabalhamos, Luciano, com a idéia de que a economia brasileira precisa girar como se fosse uma roda-gigante. Ela não pode parar porque, se o povo compra, a indústria produz, o comércio vende, e aí você mantém os postos de trabalho. Eu continuo dizendo ao povo brasileiro que nós temos uma economia muito diversificada. Por isso, eu estou certo que o Brasil sairá vitorioso dessa crise.

Apresentador: Você está ouvindo Café com presidente, o programa de rádio com o presidente Lula. Redução de IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], de IOF [Imposto sobre Operações Financeiras], novas alíquotas de Imposto de Renda, o que é que a gente pode esperar com essas medidas, presidente?

Presidente: O que nós podemos esperar é que os preços dos produtos vão cair, a taxa de juros vai cair, e o povo vai ter mais facilidade pra comprar, coisa que ele estava com medo de comprar. Ou seja, muitas vezes um trabalhador estava com medo de comprar um carro, muitas vezes estava com medo de comprar uma geladeira, um fogão, uma televisão, por que ele não queria fazer um endividamento, fazer prestações, com medo de ser mandado embora. Ora, quando nós tomamos essas medidas, certamente o preço desses produtos vai baixar e ele vai poder fazer essa compra dele com uma certa tranqüilidade.

Apresentador: Presidente, o senhor teve uma reunião com vários empresários na semana passada. Qual foi o tema desse encontro?

Presidente: Foi uma reunião com um grupo de empresários, possivelmente acho que 26 empresários. Eu disse que foi a mais importante reunião de empresários que eu já participei desde que eu sou Presidente da República. Eram os grandes empresários, todos eles preocupados e todos eles cheios de disposição de ajudar o país a enfrentar essa crise de cabeça erguida e dar a volta por cima. Nós discutimos para que nenhum empresário dispense trabalhador, que é importante manter o nível de emprego. Eu assumi o compromisso de conversar com os dirigentes sindicais pra saber da possibilidade de estabelecermos acordos em alguns setores que foram mais afetados, de forma que eu fiquei muito satisfeito por que eu senti que os empresários assumiram de corpo e alma a responsabilidade de ajudar o país a enfrentar essa crise. Ou seja, é uma crise profunda. Nos EUA nós temos um problema que é um vazio de poder, na medida em que o presidente Obama [Barack Obama] só toma posse dia 20 de janeiro. E nós esperamos que assim que ele tomar posse ele tome todas as medidas pra incentivar o setor produtivo americano, para que a economia volte dentro de pouco tempo a funcionar normalmente. Uma coisa é certa: a economia mundial nunca mais será a mesma. Ou seja, o sistema financeiro efetivamente vai ter um certo controle; porque não é possível a ciranda financeira tomar conta da economia mundial como tomou, e quando quebra quem paga são os trabalhadores; é o Estado que tem que colocar dinheiro. Portanto, eu fiquei muito feliz com essa reunião com os empresários e pretendo fazer com os trabalhadores e com outros setores empresariais, para que a gente vá fazendo os ajustes necessários em função da cadeia produtiva de cada setor.

Apresentador: Muito obrigado presidente Lula, até a semana que vem.

Presidente: Obrigado a você Luciano e até a próxima semana.

Apresentador: O programa Café com Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.

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