Brasília – O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,209 trilhão no mês de novembro, valor que representa 40,3% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em relação ao mês anterior, a alta foi de 2% e em 12 meses, de 32,8%. Os dados são do Banco Central.
A taxa geral anual de juros subiu de 42,9% em outubro para 44,1% em novembro. Para as pessoas físicas, houve redução das taxas de 54,9% para 58,7% ao ano. No caso das empresas (pessoas jurídicas), o decréscimo foi de 31,6% para 31,2%. A taxa de juros anual cobrada pelo uso do cheque especial subiu de 170,8% para 174,8% ao ano de um mês para outro. Em 12 meses, a alta da taxa do cheque especial foi de 36,1%.
No caso do crédito pessoal, que inclui operações consignadas em folha de pagamento, a taxa subiu 57,5% para 60,6% ao ano, com alta de 13,8% em 12 meses. No caso do crédito para a compra de veículos, a taxa passou de 34,1% para 37,6% ao ano, sendo que em 12 meses o aumento foi de 9,1%.
A inadimplência permaneceu estável de outubro para novembro, em 4,2%. Em 12 meses, a redução foi de 0,3%.
O spread (a diferença entre as taxas que os bancos pagam ao captar dinheiro no mercado e o juro que cobram nos empréstimos) geral subiu de 28,4 para 30,3 pontos percentuais, sendo que para as pessoas físicas passou de 39,8 para 43,6 pontos percentais e para as empresas de 17,5 para 18,3 pontos percentuais.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.
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Ritmo de crescimento do crédito será menor em 2009, prevê Banco Central
Brasília – A crise financeira internacional levou o Banco Central a prever uma redução no ritmo de crescimento do crédito no país em 2009. A projeção para o crescimento do volume dos financiamentos é de 16% em relação a este ano. Esse percentual é bem menor do que a alta de 32,8% do crédito em 12 meses fechados em novembro.
Segundo o BC, o volume de crédito no próximo ano vai representar 43% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Para este ano, a projeção para relação entre crédito e PIB é de 40,5%. Em novembro, esse percentual ficou em 40,3%, o mais elevado da série histórica do Banco Central (BC) iniciada em julho de 1994.
“É um crescimento forte [em 2009]. Evidentemente não é o mesmo ritmo de anos anteriores”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.
O motivo para esse redução no ritmo de crescimento do crédito é a crise, que deve levar o país a crescer menos em 2009. Ontem o BC informou, no Relatório Trimestral de Inflação, que o crescimento do PIB deve cair de 5,6% para 3,2% deste ano para 2009 por conta dos efeitos da crise financeira internacional no Brasil.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.
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Concessões de empréstimos em novembro caem 9,4%
Brasília – As concessões de crédito caíram de R$ 157,177 bilhões em outubro para R$ 142,391 bilhões em novembro, o que representa uma redução de 9,4% no mês. No ano, a redução é de 4,9%.
Para as empresas (pessoas jurídicas), a redução foi de 10,1% no mês, com valor total de R$ 96,113 bilhões. No caso das pessoas físicas, o recuo foi de 7,8%, no valor de R$ 46,278 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Banco Central.
No entanto, a média diária de concessões de crédito em novembro teve alta de 4,2% no mês, com um total de R$ 7,120 bilhões. No acumulado do ano, a média diária apresentou queda de 4,9%.
Para as empresas, o aumento das concessões foi de 3,3% no mês, chegando a R$ 4,806 bilhões em novembro. No ano, houve redução na concessão de crédito de 4,2% para as pessoas jurídicas. No caso das pessoas físicas, as concessões diárias em novembro (R$ 2,314 bilhões) tiveram alta de 6% e redução de 6,3% no acumulado do ano.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.
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Pessoas físicas buscam menos empréstimos no sistema financeiro, aponta Banco Central
Brasília – O crédito para as pessoas físicas não mostrou recuperação em novembro e início de dezembro, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (23). A redução do crédito é um efeito da crise financeira internacional, que se agravou em setembro deste ano.
Em novembro, o volume de crédito para as pessoas físicas permaneceu estável em relação a outubro (R$ 273,6 bilhões). Esse valor é das operações de crédito consideradas para o cálculo da taxa média de juros, cujos dados são obrigatoriamente repassados pelas instituições financeiras.
Em dezembro, nos nove primeiros dias úteis, até o dia 11, houve uma redução no volume de crédito para as pessoas físicas de 1,1% em relação ao mesmo período de novembro.
“O crédito à pessoa física não reaje tão prontamente quanto o crédito à pessoa jurídica, principalmente nas operações voltadas a financiamento de veículos”, explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
De acordo com Lopes, o crescimento das operações de leasing tanto para pessoas físicas quanto para as empresas foi de apenas 0,1% de outubro para novembro. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Leasing, em outubro 88,1% das operações de arrendamento mercantil foram para veículos e 9,3% para máquinas e equipamentos. Quando se soma crédito para venda de veículos e leasing, a queda nos financiamentos fica em 0,9%.
O crédito também está mais caro para as pessoas físicas. A taxa anual de novembro, de 58,7% ao ano, é a mais elevada desde março de 2006 (59%). Nos nove primeiros dias úteis de dezembro, a alta da taxa (59,4% ao ano) foi de 0,8 ponto percentual em relação ao final de novembro.
Em novembro, o spread (a diferença entre as taxas que os bancos pagam ao captar dinheiro no mercado e o juro que cobram nos empréstimos), de onde sai boa parte do lucro dos bancos, para pessoas físicas ficou em 43,6% ao ano, o mais alto desde março de 2006. Os prazos médios também reduziram de 490 para 482 dias corridos de outubro para novembro. Segundo Lopes, esse “encurtamento no prazo” deve-se à redução nos financiamentos de carros.
Também houve alta na inadimplência das pessoas físicas (percentual do saldo em atraso acima de 90 dias em relação ao total), que passou de 7,6% para 7,8%. De acordo com Lopes, essa elevação também está associada à redução dos financiamentos de veículos.
“Como não se consegue créditos novos, o que remanesce nas carteiras é um crédito de qualidade um pouco pior. É por isso que tem uma elevação da inadiplência no que diz respeito às famílias [pessoas físicas]”. Mas, segundo ele, “o que se espera é que a inadimplência se estabilize”.
No caso das pessoas jurídicas, em novembro, a inadimplência ficou estável em 1,7%. O prazo médio caiu de 310 para 305 dias corridos. No mês passado, o volume de crédito para as empresas (R$ 666 bilhões) cresceu 1,6% em relação a outubro. Neste mês, até o dia 11, o crédito para as pessoas jurídicas subiu 2,1% em relação ao mesmo período de novembro. A taxa de juros anual (31%) subiu 0,2 ponto percentual.
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.
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Juros sobre o cheque especial e empréstimo pessoal encerram o ano em alta, mostra Procon
São Paulo – Se mesmo com o recebimento do décimo terceiro salário o trabalhador ainda precisou neste mês de dezembro sacar algum valor do cheque especial, pagará mais caro pelo uso desse crédito. Uma pesquisa divulgada hoje (22) pela Fundação Procon indica que taxa média do cheque especial que era de 8,21% no começo do ano, passou para 9,33%, e na média oscilou em 8,73% ao mês, 0,49% acima de 2007. Na média anual, houve um avanço de 13,64%.
Das dez instituições financeiras pesquisadas, o Banco Safra foi o que cobrou os juros mais elevados nesse caso (11,34%) e a menor taxa (7,59%) foi praticada pela Caixa Econômica Federal.
Os juros cobrados sobre os empréstimos pessoais também subiram e chegaram a uma variação de 16,6% na média anual. Segundo a pesquisa do Procon, no início do ano a taxa média estava em 5,36% e encerra o ano com variação de 6,25%. O Unibanco foi o que apresentou a maior taxa (6,5%) e a menor (4,49%) foi constatada na Caixa Econômica Federal.
De acordo com o Procon, o empréstimo pessoal vinha apresentando, desde o início do ano, oscilações em alta acima da média do ano passado. A maior elevação foi registrada em outubro, quando a taxa aumentou 0,28 ponto percentual sobre o mês anterior (6,04%) ante (5,76%). Já no caso do cheque especial, os aumentos não foram constantes. Ocorreram leves recuos em dois períodos: em março, a taxa estava em 8,20% ante 8,21% em fevereiro, e em outubro 8,96% ante 9,02% setembro.
Os técnicos do Procon orientam os correntistas e demais consumidores dessas opções de crédito a tomarem alguns cuidados como “comparar as modalidades de crédito, não se deixando influenciar pela publicidade que promete vantagens e benefícios, nem sempre condizentes com a realidade; analisar os juros, o prazo, as condições e todas as despesas de contratação; evitar o rotativo do cartão de crédito e a utilização do limite do cheque especial, cujas taxas são altíssimas”.
Em uma avaliação sobre o ano de 2008, os economistas da Fundação Procon observam que 2008 não teve o mesmo “clima otimista que marcou o início de 2007”, associando tal comportamento aos reflexos da crise imobiliária dos Estados Unidos com o “sobe-e-desce nas bolsas de valores”.
Os economistas destacaram ainda o fato de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter interrompido o maior ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic, em outubro de 2007, mantendo a taxa em 11,25% até abril deste ano, período em que a mesma foi alterada para para 11,75% e encerra o ano com 13,75%.
“Havia o temor que o nível de consumo no país aumentasse tanto que as empresas não fossem capazes de produzir o suficiente para atender a demanda existente, favorecendo reajustes de preços”, salientam por meio da nota técnica os analistas do órgão para justificar as medidas do Banco Central.
Outra ação da política econômica destacada foi o aumento das alíquotas do Imposto sobre as Operações Financeiras (IOF) por parte do governo federal como forma de compensar a queda de receita com a não prorrogação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF). Com essa elevação do IOF e a crise internacional, segundo esses analistas, foi criado um ambiente propício ao aumento dos juros praticados no mercado.
Por Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil.
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