O secretário estadual do Planejamento e Coordenação Geral, Enio Verri, revelou nesta quinta-feira (8), no Palácio das Araucárias, em Curitiba, que o cenário de crise mundial fez o Governo do Estado reavaliar o índice de crescimento da economia paranaense para este ano. Mas adiantou: “O Paraná continuará crescendo bem acima da média nacional”.
“A nossa previsão de crescimento está sendo reavaliada, afinal de contas ainda não é possível ainda quantificar a crise que atinge o Brasil e consequentemente o nosso Estado. Somente no final do mês de março, ao avaliarmos o primeiro trimestre do ano, vamos ter um número. Esperávamos para este ano um crescimento entre 6% e 7%, mas acreditamos, sendo conservadores, que vamos ficar entre 4,5 e 5%”, destacou Verri.
Para ele, o número pode ser considerado baixo pelo histórico apresentado pelo Paraná nos últimos anos. “No entanto, é importante ressaltar que em alguns países está se falando em taxas negativas, ou seja, além de não crescer, haverá uma redução no tamanho da economia. O Brasil vai continuar crescendo, menos é verdade, e o Paraná continuará crescendo um pouco mais do que o Brasil, mas distribuindo a renda, o que é uma marca do Governo Requião”.
Enio Verri não acredita que a safra agrícola possa prejudicar o crescimento da economia paranaense. “O que está ocorrendo não é uma quebra na produção e sim na expectativa que tínhamos da produção. Ocorrerá sim um aumento significativo na produção em relação à safra passada. Vamos produzir muito mais, porque houve aumento na produtividade”.
Portanto, acentua o secretário, o Paraná vai registrar um aumento na receita dos agricultores. “É claro não do tamanho que gostaríamos, até por conta das variações do mercado e em especial pela estiagem, um problema que, segundo o próprio secretário da Agricultura, Valter Bianchini, já está resolvido com as últimas chuvas”.
CRISE – Quanto a crise mundial, iniciada nos Estados Unidos e que rapidamente se alastrou para outros países, o secretário Enio Verri garantiu que há por parte do governador Roberto Requião e sua equipe uma preocupação de “criar condições para o enfrentamento da crise. Temos vários pontos a serem assinalados como positivos para este enfrentamento.
O principal deles – apontou – é a aprovação recente pela Assembléia Legislativa da minirreforma tributária, que reduziu o ICMS de 25% e 18% para 12% de 95 mil itens de consumo do trabalhador. Se somarmos a isenção deste imposto à política que fazemos para a agricultura familiar e assentados e a política da não-cobrança de ICMS para as micro e pequenas empresas, além dos grandes investimentos que o Governo do Estado está fazendo em obras na recuperação de rodovias e em especial em educação, podemos afirmar com muita tranquilidade que essa crise virá a atingir o Brasil, mas não vai atingir o Paraná com a mesma intensidade”.
Segundo ele, o Paraná está pronto para enfrentar e superar a crise. “Estamos prontos para enfrentar a crise e os paranaenses vão sentir de uma maneira muito mais atenuada. Vamos torcer para que em 2009 a economia do Paraná continue com o mesmo comportamento de sempre: crescendo e distribuindo a sua renda”, finalizou.
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IBGE aponta que o Paraná ainda é o maior produtor de grãos do País
Os efeitos da estiagem que prejudicaram a Região Sul do País já refletiram nas previsões de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) para a safra de 2009, divulgadas simultaneamente nesta quinta-feira (08). As previsões apontam para uma produção de grãos e oleaginosas menor este ano em praticamente todos os Estados brasileiros. Ainda assim, o Paraná se mantém como o maior produtor nacional de grãos.
Para 2009 o IBGE estima uma produção de grãos no País de 137,3 milhões de toneladas, volume 5,9% inferior à safra de 2008, que atingiu um total de 145,8 milhões de toneladas. A previsão para o Paraná, que foi atingido pela falta de chuvas, também é de redução na produção estimada inicialmente. Segundo a Conab, a produção paranaense de grãos, que atingiu um volume de 30,51 milhões de toneladas em 2008, deverá ter uma queda de 6,6% e deverão ser produzidas 28,5 milhões de toneladas na safra 2009.
Além das chuvas, a queda na produção nacional de grãos está refletindo os resultados da escassez de crédito sentida pelos produtores da região Centro-Oeste no final do segundo semestre de 2008 e das baixas cotações dos grãos nos mercados interno e externo que desestimularam os produtores a investir no plantio, informou o levantamento da Conab.
Segundo o IBGE, no Paraná a maior redução na produção é observada nas lavouras de milho da primeira safra. A produção, que foi de 9,7 milhões de toneladas no ano passado, deverá ser de 7,02 milhões em 2009, uma queda prevista de 27,6%. Inicialmente a área plantada foi menor em 7,5% em relação ao plantio do ano passado e posteriormente as lavouras foram atingidas pela estiagem que assolou a Região Sul, com mais intensidade nos Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.
A produção de soja deverá ser 5,6% menor, caindo de 11,89 milhões de toneladas em 2008 para uma previsão de 11,23 milhões de toneladas em 2009. A cultura também foi afetada pela estiagem que provocou a falta de umidade do solo.
O feijão da primeira safra sentiu os efeitos do clima, mas não há redução na previsão de safra em relação à colheita do ano passado. Isso porque a área plantada no Estado aumentou 31,7%, portanto a estimativa inicial de produção era maior. Assim, a previsão de produção de feijão no Paraná é de 453.521 toneladas em 2009, que representa um crescimento de 9,7% em relação a 2008. Porém, esse volume é 22,1% menor que a estimativa inicial para a cultura, que previa uma colheita de 581.886 toneladas.
O IBGE fez também a primeira estimativa para a colheita de café no País, que este ano deverá atingir 2,35 milhões de toneladas. No Paraná, 2009 é ano de baixa de produção e o volume estimado deverá ser de 103.649 toneladas, 29% em relação a 2008, quando foram colhidas 146 mil toneladas do grão.
A previsão para a cana-de-açúcar não foi afetada pela estiagem. O IBGE estima a colheita de 55,6 milhões de toneladas de cana, volume 20% maior em relação à colheita de 2008, que atingiu 45,88 milhões de toneladas.
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