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Centrais sindicais debatem estratégias para preservar emprego

Brasília – Representantes das seis maiores centrais sindicais brasileiras – Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) – vão se reunir hoje (15), às 10h, na CTB, na capital paulista.

O objetivo é debater os impactos sociais da crise econômica mundial e definir uma estratégia unificada de luta em defesa do emprego e dos direitos da classe trabalhadora. Os sindicalistas deverão convocar outros segmentos da sociedade civil para a mobilização e definir outras iniciativas e formas de luta contra as demissões e em defesa da categoria.

Por Agência Brasil.

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Centrais buscam unidade para definir plano contra demissões

Representantes das seis maiores centrais sindicais brasileiras vão se reunir, a partir das 10 horas de quinta-feira (15), na sede nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), em São Paulo, para debater os impactos sociais da crise econômica mundial e definir uma estratégia unificada de luta em defesa do emprego e dos direitos da classe trabalhadora.

Na opinião de Wagner Gomes, presidente da CTB, a unidade do movimento sindical e das centrais (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT e CGTB) “é indispensável para evitar que o ônus da crise recaia sobre os assalariados”.

“Uma das propostas que vamos apresentar para a discussão é a paralisação de todas as empresas que demitirem”, adiantou Gomes. “Demitiu, parou. Penso que a resposta conjunta dos movimentos sindicais deve ser esta”. Os sindicalistas também deverão convocar outros segmentos da sociedade civil para a mobilização, assim como definir outras iniciativas e formas de luta contra as demissões e em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras.

“Estamos presenciando uma crise do capitalismo, provocada principalmente pela ganância ilimitada do capital financeiro. O movimento sindical tem propostas para preservar o emprego sem ferir os direitos sociais. Os ricos são responsáveis pela crise e devem pagar por ela”, arrematou o presidente da CTB.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.vermelho.org.br.

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Acordo da Força pode agravar a crise

O acordo que a Força Sindical e a CGTB firmaram esta semana com a Fiesp – e que vem sendo criticado pela CUT – pode ser um tiro no pé para a economia, e ainda prejudicar as negociações salariais das categorias com data-base no primeiro semestre. Embora o texto ainda não tenha sido fechado, os principais pontos são a redução de jornada de trabalho e de salários e, num caso mais extremo, a suspensão temporária dos contratos de trabalho, com não pagamento dos vencimentos dos trabalhadores, por até cinco meses. A negociação deve estar concluída até a quarta-feira da próxima semana e envolve três setores: indústria, comércio e agricultura.

O assunto tem ocupado espaço nobre na mídia brasileira e a abordagem destaca a amplitude do acordo, que deixou de fora somente o setor de serviços. A CUT não participou da negociação por entender que um acordo “guarda chuva”, que abrange um grande número de categorias e trabalhadores, as medidas previstas atinjam setores em que a situação não é tão grave e que poderiam contornar a crise sem apelar para estes recursos. Para o economista Paulo Jäger, do escritório regional do Dieese no Rio de Janeiro, destaca que é justamente este o risco. “Há empresas que estão enfrentando problemas graves, algumas enfrentam perdas da ordem de 25%, mas não temos como saber se algumas não estão se aproveitando da situação. Enquanto estes acordos não forem gerais, mas apenas em alguns setores que estão enfrentando uma crise real, o impacto será local e setorial. Mas a redução de salário diminui o poder de compra do trabalhador e isso acaba reduzindo também o nível de atividade econômica”, esclarece o técnico.

Outro problema que Jäger também destaca é o impacto que pode ser provocado por este superdimensionamento do acordo e de sua divulgação é o impacto sobre as campanhas salariais. “O Brasil não tem tradição de acordos para proteger os empregos, ao menor sinal de crise as empresas demitem funcionários. A mídia vem dando destaque a negociações de medidas como a redução de jornada e salário, a suspensão temporária do contrato de trabalho e as férias coletivas. “Isto só vem acontecendo em alguns setores, mas está sendo divulgado como se fosse uma situação mais ampla, e pode ter impacto sobre as negociações do primeiro semestre, que devem acontecer num ambiente mais adverso”, anuncia o economista.

O alarde que está sendo feito em torno das demissões já efetuadas também é uma forma de pressionar os trabalhadores a aceitarem estes acordos que preservam os empregos, mas reduzem ganhos dos trabalhadores. Mas há algumas empresas que não chegam sequer a se sentar com as entidades sindicais e partem para a solução radical de dispensar funcionários. “Em geral, os primeiros a serem demitidos são os temporários, que têm um custo de demissão mais baixo e não receberam tanto investimento da empresa em qualificação”, esclarece Paulo Jäger. Foi o caso de boa parte dos demitidos da Vale, que anunciou em dezembro a dispensa de cerca de 1.300 trabalhadores. “O ideal seria que as empresas não demitissem agora, mas esperassem algum tempo até sabermos se esta crise será mesmo duradoura aqui no Brasil. Mas, mesmo que tenham recursos acumulados nos períodos anteriores, os empresários não querem mexer na sua margem de lucro”, analisa o economista.

O impacto da redução do nível de emprego e do poder aquisitivo do trabalhador pode ser desastroso para a economia. “Se muitas empresas demitirem, vai haver redução do rendimento do trabalhador e, em conseqüência, do nível de consumo. Aí, sim, vai acontecer uma crise generalizada e grave, a profecia se auto-realiza. Temos que aproveitar a melhora recente do mercado interno para não interromper o ciclo de crescimento”, alerta Paulo Jäger. Para o economista, é importante que o governo federal sinalize a continuidade dos investimentos e promova um corte nos juros. o principal é que se invista em produção. “Os bancos têm que emprestar dinheiro, para os negócios não pararem. Se o sistema financeiro não emprestar, o governo vai ter que emprestar diretamente. Não adianta ter liquidez, é preciso que haja oferta de crédito”, recomenda o técnico.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosrjes.org.br.

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