Brasília – O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou hoje (22) a criação de um grupo, formado pelo governo, empresários e trabalhadores, para acompanhar o cumprimento dos objetivos sociais dos programas financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o ministro, empresas que contraíram empréstimos desses fundos não podem demitir funcionários.
Lupi acusou o setor alimentício de demitir trabalhadores sem justificativa. Segundo ele, o setor recebeu recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi um dos que mais arrecadou no último ano.
“Em dezembro se vendeu muito, 5% a mais do que em 2007. Os brasileiros continuam comprando, haverá aumento do salário mínimo para R$ 465 e mais pessoas terão recursos para consumir. Não há motivo para demissões”, garantiu.
Entre as sanções às empresas está prevista a diminuição de prazos de pagamento, o aumento do percentual de juros cobrados, a antecipação de pagamentos e a dificuldade de renovação com o FAT.
O ministro destacou que em alguns setores houve precipitação. “Não é justo uma empresa ganhar muito de janeiro a novembro e, em um único mês, quando perde um pouco, passar a conta para o trabalhador pagar. Precisa haver consciência que quanto maior for o desemprego pior será para a economia”, afirmou.
Lupi disse ainda que os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados hoje (22), referentes ao desemprego no país, evidenciam que a crise econômica não afetou tão drasticamente o país.
“É uma prova de que o resultado do ano foi muito positivo. Os dados do IBGE colocam o Brasil com a menor taxa de desemprego desde 2002. Isto mostra que o acúmulo de empregos gerados nos últimos anos não foi afetado. Foram criadas mais de 10 milhões de carteiras de trabalho novas para o trabalhador”, destacou.
Por Lisiane Wandscheer – Repórter da Agência Brasil.
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Despesas com seguro-desemprego crescem 15,6% em 2008, mas saldo do FAT é positivo
Brasília – O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje (22) que as despesas com seguro-desemprego em 2008 totalizaram R$ 14,7 bilhões contra R$ 12,7 bilhões em 2007, representando um aumento de 15,6%. O número de segurados no ano passado ficou em 6.528.812 contra 6.149.789 em 2007.
Dados do ministério mostram que, no total das despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que envolvem, além do seguro-desemprego, o abono salarial, a qualificação profissional e a intermediação do emprego, entre outros projetos, houve também um aumento, passando de R$ 18,4 bilhões para R$ 21,4 bilhões em 2008 (15,9%).
Lupi explicou, entretanto, que a receita pulou de R$ 29 bilhões, em 2007, para R$ 35 bilhões em 2008, gerando um crescimento de 20,4% na arrecadação.
“Apesar do acréscimo de trabalhadores que estão recebendo abono, seguro-desemprego, na comparação com a receita e despesa tivemos o aumento do superávit, mantendo um saldo positivo, de R$ 13,5 bilhões, representando um acréscimo de 28,1%, em 2008, em relação ao ano anterior”, destacou Lupi.
Por Lisiane Wandscheer – Repórter da Agência Brasil.
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Recursos do BNDES mantiveram e geraram cerca de 1,7 milhão de empregos em 2008
Rio de Janeiro – Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 62,2 bilhões, desembolsados para setor produtivo do país, responderam pela criação e manutenção de 1,7 milhão de empregos no ano passado. O dinheiro financiou projetos que tiveram, entre seus principais objetivos, a ampliação da capacidade produtiva de empresas ou construção de novas fábricas.
Os dados constam de estudo que será divulgado amanhã (23) pelo BNDES e revelam ainda que cerca de R$ 30 bilhões também foram desembolsados para projetos de modernização de companhias e vários segmentos econômicos, que não geram empregos.
De acordo com o levantamento efetuado pelo BNDES, os desembolsos geradores de emprego da instituição vêm crescendo desde 2003, quando passaram de R$ 25 bilhões, com a criação de 560 mil postos de trabalho, para R$ 32,3 bilhões, em 2004, gerando 733 mil postos de trabalho. No ano seguinte, o BNDES liberou para projetos de ampliação da capacidade produtiva R$ 32,9 bilhões, contribuindo para a criação de 714 mil empregos.
Em 2006, os desembolsos para geração de emprego do BNDES atingiram R$ 38,4 bilhões e criaram 850 mil empregos. Em 2007, os recursos alcançaram R$ 52,2 bilhões e geraram 1,156 milhão de postos de trabalho no país.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.
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BNDES terá R$ 100 bilhões a mais para financiar investimentos
Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou há pouco que o Tesouro Nacional fará um aporte de R$ 100 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos vão beneficiar os projetos nos setores de gás, petróleo, energia elétrica, máquinas e equipamentos e investimentos industriais. Os projetos a serem aprovados pelo BNDES às empresas devem explicitar quantos empregos serão gerados.
“Os empresários que contavam com recursos no mercado internacional e não têm conseguido recursos por conta da crise financeira poderão recorrer ao BNDES”, disse. Com a liberação de recursos anunciada hoje, o BNDES terá um orçamento total de R$ 166 bilhões neste ano para operações de crédito.
Segundo o ministro, o dinheiro para o BNDES virá na forma de títulos públicos e de superávit financeiro do Tesouro, que receberá de volta o dinheiro no futuro. O superávit financeiro é o dinheiro que o governo economiza para pagar os juros da dívida pública (superávit primário), mas que fica parado no caixa.
O BNDES terá de pagar 70% dos R$ 100 bilhões com a correção de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais um prêmio 2,5% ao ano, o que resulta numa taxa final de 10,75% ao ano. Os 30% restantes do aporte ao BNDES serão corrigidos pelo custo de captação de recursos do Tesouro Nacional no exterior (em torno de 6% ao ano). “É assim que enfrentamos a crise, com a manutenção de investimentos”, disse Mantega.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.
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