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Greve de vigilantes fecha agências bancárias em Curitiba e região

Ausência de um mínimo de dois seguranças impede abertura das agências; abastecimento de dinheiro em caixas eletrônicos também pode ser prejudicado

A greve dos trabalhadores da segurança privada, iniciada nesta segunda-feira (2) em todo o Paraná, está afetando o atendimento ao público em diversas agências de Curitiba e região metropolitana. O trabalho, apesar de a paralisação não ser dos bancários, é prejudicado porque sem uma segurança mínima de dois vigias as agências não podem funcionar. Até mesmo o auto-atendimento pode ser afetado pela greve. Como não há vigilância para o abastecimento dos caixas eletrônicos, a previsão do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região é que a partir de terça-feira (3) comece a faltar cédulas nas máquinas.

O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp), entidade patronal que representa as empresas de segurança privada, Jeferson Furlan Nazário, confirmou que há agências bancárias afetadas e que o transporte de valores não está sendo realizado nesta segunda-feira. Segundo Nazário, até o fim do dia o Sindesp deve fazer um levantamento dos reflexos da greve nesta segunda-feira.

Ainda não há um balanço de quantas agências estão fechadas. Ao todo, 21 mil vigilantes trabalham no Paraná, dos quais 6,8 mil atuam em Curitiba e região. “A adesão é praticamente total e desde as 9 horas estamos percorrendo unidades bancárias pela cidade para promover piquetes”, afirma João Soares, presidente do sindicado dos vigilantes.

Soares explica que há uma lei que impede que as agências bancárias funcionem sem a presença de no mínimo dois seguranças. Em nota enviada à imprensa, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região informa que apoia a greve dos vigilantes. Até as 10h30, no entanto, nem os vigilantes nem os bancários haviam feito um levantamento de quantas unidades estavam fechadas.

De acordo com Sonia Boz, funcionária da Caixa e diretora do sindicato dos bancários, a entidade fiscalizará as agências da capital ao longo do dia para verificar se há alguma unidade aberta sem a presença de seguranças. “É importante que a população saiba que não se trata de uma greve de bancários. Entretanto, com a greve dos vigilantes, torna-se ilegal o atendimento ao público nas agências bancárias”, diz.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que não comentará a greve, uma vez que os trabalhadores envolvidos na mobilização não são funcionários diretos dos bancos e, portanto, não possuem relação com as instituições financeiras. Segundo a entidade, cabe somente aos vigilantes e às empresas de segurança a resolução do impasse.

Campanha salarial

Os vigilantes pedem um reajuste salarial equivalente à inflação do último ano (cerca de 7%) mais 5% de aumento real, além de elevação no adicional de risco da categoria, vale-refeição de R$ 15 e uma hora de intervalo para alimentação. O piso atual dos vigilantes é de R$ 890.

A última proposta feita pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp), entidade patronal responsável pela negociação salarial com os vigilantes, foi de 7% sobre o piso salarial, adicional de risco, seguro saúde e vale creche, além de 10% de aumento no vale-refeição. O Sindesp garante que os índices superam a inflação projetada para o período de 1 de fevereiro de 2008 a 31 de janeiro de 2009.

Mesmo assim, a proposta foi rejeitada pelos sindicatos dos vigilantes de todo o Estado na última quinta-feira (29). Jeferson Furlan Nazário, presidente do Sindesp, informou que não deverá rever a proposta feita aos vigilantes. “Não haverá nova negociação. Vamos aguardar uma melhor avaliação por parte dos trabalhadores”, diz. “O que está faltando é bom sendo por parte deles”, afirma.

Às 17 horas desta segunda-feira, os trabalhadores devem se reunir na Praça Santos Andrade, no Centro, para realizar uma assembleia, que decidirá pela continuidade ou não da paralisação e definirá as próximas medidas a serem adotadas pela categoria.

Fonte: Gazeta do Povo Online

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