Algumas agências bancárias de Curitiba já estão com as portas fechadas
O presidente da Federação dos Vigilantes do Paraná e do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, informou ao Bem Paraná que 60% dos trabalhadores de todo o estado aderiram à greve deflagrada à zero hoje de hoje (02). Não há previsão para o encerramento da paralisação.
Como reivindições, o sindicato busca aumento real nos salários de 5%,reajuste no adicional de periculosidade de 7,5% para 15%, e aindavale-refeição no valor de R$ 15,00.
Ao todo, no Paraná, trabalham no setor de vigilância 18 mil pessoas – a paralisação corresponderia a 10,8 mil trabalhadores. Como resultado, parte dos bancos pode não abrir, pois uma lei de 1983 obriga as agências a manterem ao menos dois seguranças em cada estabelecimento.
A greve deve afetar também os trabalhadores do setor de transporte de valores.
De acordo com informações do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, que apoia a greve, ainda não há uma estimativa de quantas agências estão fechadas na capital, já que a adesão ao movimento é crescente durante a manhã. No Ahú, por exemplo, nenhuma agência está fechada, enquanto que na Cidade Industrial (CIC), todas aderiram à paralisação. A orientação é que os clientes liguem para as agências antes de sair de casa.
O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (SINDESP – PR), comunicou por meio de nota, que a proposta apresentada aos trabalhadores, de aumento de 7% no salário e reajuste de 10% nos tíquetes refeição, foi rejeitada pelos vigilantes. Ainda segundo comunicado, não houve contraproposta do Sindicato dos Vigilantes, e o anúncio da greve não foi comunicado ao SINDESP-PR.
O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná, Jeferson Nazário, ressalta importância de um contingente mínimo de vigilantes trabalhando para que não ocorram transtornos para toda a população, devido à paralisação dos vigilantes que atendem bancos e órgão públicos.
Manifestação
Segundo informações da Polícia Militar houve manifestações na cidade na manhã de hoje, principalmente na região central. Na Rua Marechal Deodoro, a PM acompanhou o protesto que aconteceu sem incidentes.
Assembleia
Às 17h, o presidente da Federação dos Vigilantes do Paraná e do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, fará um balanço dos efeitos da greve no estado. Às 15h, haverá uma coletiva de imprensa na sede do Sindicato dos Vigilantes, para trazer dados atualizados sobre a adesão à paralisação.
Fonte: Bem Paraná