Brasília – As instituições financeiras liberaram recursos da caderneta de poupança para a compra e a construção de 299.746 imóveis no ano passado. Foi o maior número de unidades financiadas desde 1982, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O desempenho de 2008 chega a ser dez vezes maior do que o total de 28.982 de imóveis financiados no ano de 2002, quando se registrou o desempenho mais fraco da série histórica da entidade.
Os números da Abecip levam em conta os recursos das cadernetas de poupança que devem ser obrigatoriamente direcionados ao financiamento imobiliário. Apesar do agravamento da crise financeira mundial, os bancos conseguiram aumentar em 64% o crédito imobiliário com dinheiro das cadernetas.
Os financiamentos com recursos da poupança alcançaram um total de R$ 30,048 bilhões no ano passado. As liberações atingiram um pico de R$ 3 bilhões por mês no período de junho a agosto. Mas, em dezembro último, as novas operações encolheram e caíram para R$ 2,547 bilhões no mês.
Segundo o Banco Central, o ano de 2008 foi extremamente positivo para o crédito imobiliário. O volume total aumentou 38%, passando de R$ 46,355 bilhões para R$ 63,268 bilhões no ano passado. Esse valor inclui recursos próprios dos bancos, das cadernetas de poupança e dos programas do governo. Os bancos privados e públicos apostaram mais em habitação e elevaram em 71% os empréstimos próprios para casa própria.
Por Enio Vieira – Repórter da Agência Brasil.
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Produção industrial cai 12,4% em dezembro, a mais acentuada redução da história
Rio de Janeiro – Em dezembro de 2008, a produção industrial recuou 12,4% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Foi a redução mais baixa da série histórica – iniciada em 1991 – e também o terceiro ano consecutivo, nessa comparação, com resultado negativo. Em relação ao mesmo mês de 2007, a queda foi de 14,5% . O setor automobilístico registrou a maior retração, de quase 40%.
A produção industrial acumulou 3,1% em 2008, crescimento inferior ao acumulado em 2007 (6,0%). A produção no último trimestre de 2008 também recuou (9,4%) na comparação com o período. As informações constam da pesquisa Produção Industrial Mensal, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com exceção de celulose e papel (0,4%) e outros equipamentos de transporte (6,7%), os demais 27 ramos pesquisados registram desempenho negativo. A indústria de veículos automotores teve queda de 39,7%, e representou o maior impacto negativo no índice global, seguido por máquinas e equipamentos (-19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-48,8%), metalurgia básica (-18,3%), borracha e plástico (-20,1%), indústria extrativa (-11,8%) e outros produtos químicos (-9,0%).
O estudo aponta que os setores mais prejudicados foram justamente aqueles mais sensíveis à restrição de crédito e à queda das exportações de commodities.
Por Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil.
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