Cerca de 70% das agências não abriram na segunda em função da paralisação da categoria. Quem precisou dos serviços recorreu aos caixas eletrônicos
Proibidas de funcionar sem vigilantes particulares, muitas agências de Londrina já fecharam as portas nesta segunda-feira
Os vigilantes cumpriram o prometido e entraram em greve nesta segunda-feira (2), impedindo o acesso dos clientes às agências bancárias. Segundo o comando de greve, entre 60 e 70% das agências de Londrina e dos 90 municípios da base do Sindicato dos Vigilantes não abriram nem para os serviços internos.
No horário de atendimento ao público, houve uma manifestação em frente ao Banco do Brasil do Calçadão da Avenida Paraná, no centro de Londrina. Inicialmente, os grevistas ficaram concentrados na Concha Acústica, também na região central.
“Estamos fazendo piquetes em todos os bancos para convencer os vigilantes a não trabalhar”, afirmou Orlando Luiz de Freitas, presidente do Sindicato dos Vigilantes.
Os bancários estão solidários à greve. “Vamos fazer um arrastão para impedir que os funcionários trabalhem sem segurança”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Geraldo Fausto dos Santos, o Ceará.
Segundo ele, lei federal impede que instituições bancárias funcionem sem vigilantes ou apenas com apoio da Polícia Militar. “Esses estabelecimentos são alvos constantes de ladrões”, apontou Ceará.
Reivindicações
Os vigilantes reivindicam reposição da inflação do período, calculada pelo INPC; aumento de salário real de 5%; reajuste de 15% no adicional de risco de vida; e R$ 15,00 de aumento no vale alimentação. “A greve só termina quando nossos pedidos forem atendidos”, disse Freitas.
Caixas eletrônicos
Em razão da greve, a maioria das agências devem oferecer apenas atendimento nos caixas eletrônicos. A maioria dos bancos já fechou as portas e colocou avisos informando sobre a greve dos vigilantes.
Fonte: Bondenews