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Bancários do Santander-Real vão às ruas contra demissões nesta quarta-feira

Os bancários do Santander-Real vão às ruas nesta quarta-feira, dia 18, reivindicar do banco o fim das demissões e denunciar à sociedade o descaso do banco espanhol com as negociações que vem sendo conduzidas com os trabalhadores para evitar a dispensa de funcionários. Os trabalhadores realizarão atividades em todo o país, com o slogan: “Santander: Chega de Demissões! Respeite o Brasil e os Brasileiros!”

O banco espanhol demitiu 400 funcionários no último mês de janeiro, pouco antes de divulgar um lucro de R$ 2,8 bilhões em 2008, somente em suas operações no Brasil. Os cortes atropelaram um processo de negociação que vem ocorrendo entre empresa e trabalhadores justamente para encontrar alternativas que evitem as demissões. “A atitude do banco foi absurda, um desrespeito ao processo de negociação que já estava instalado. Não existe justificativa para essas 400 demissões”, diz Paulo Stekel, diretor da Contraf/CUT e funcionário do Santander.

No último dia 9, os trabalhadores fizeram uma manifestação na avenida Paulista, em São Paulo. As mobilizações fazem parte da Campanha Nacional Contra as Demissões, promovida pelo movimento sindical bancário e foram aprovadas durante o Encontro Nacional de Dirigentes, realizado na última semana, em Atibainha (SP)”Nós não vamos aceitar que um negócio lucrativo como a fusão entre Real e Santander cause prejuízos aos trabalhadores”, afirma Deise Recoaro, secretária de Formação da Contraf/CUT e funcionária do Real.

Histórico do problema – Em julho de 2008, o Santander foi autorizado a incorporar o Banco Real no Brasil. De acordo com o banco espanhol, a princípio as duas instituições permaneceriam funcionando de forma independente e nada mudaria para funcionários e clientes. O objetivo é de manter até mesmo as duas bandeiras. A integração completa entre os dois bancos está prevista para 2011.

Na finalização do negócio, o banco divulgou através da imprensa que não pretendia abrir um programa de incentivo às demissões e que não haveria cortes significativos. Isso porque a alta rotatividade dos funcionários mitigaria a necessidade de eventuais demissões. Infelizmente, isso se comprovou uma mentira.

Em janeiro deste ano, de uma única vez, o banco Santander demitiu 400 funcionários em São Paulo, especialmente dos centros administrativos.

Estima-se que somados, Santander e Real ficaram com pouco mais de 55 mil funcionários, 8 milhões de correntistas e 500 mil clientes pessoa jurídica no Brasil.

Fonte: Contraf/Cut

No Paraná Sindicatos realizam ato em agências do Santander e Real

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região realiza esta manhã (18) paralisação na agência do banco Santander na Marechal Deodoro. A atividade iniciou às 8 horas da manhã e deve se estender até às 11 horas.

A intenção da entidade é protestar contra as demissões que o banco está realizando em todo o país em decorrência da aquisição do banco Real. Além disso, em Curitiba o banco apresenta sérios problemas relacionados ao adoecimento dos trabalhadores devido à sobrecarga de trabalho. A sobrecarga também é causa da péssima qualidade do atendimento prestado ao correntistas do banco. O Santander é um dos bancos com maior número de reclamações junto ao Banco Central.

Interior

No interior do Paraná os trabalhadores bancários também aderiram ao movimento nacional, conforme deliberação do encontro nacional de dirigentes bancários do Santander e Real realizado em São Paulo na última semana que definiram como prioridade a luta contra as demissões e pela garantia no emprego e direitos para todos os funcionários.
Nas bases dos sindicatos de Apucarana, Campo Mourão, Guarapuava realizam manifestações com distribuição de planfletos aos trabalhadores bancários e clientes, com publicação do manifesto nos jornais locais, em Londrina as manifestações estão concentrada nas agências do calçadão e Umuarama as duas agências do real retardaram a abertura em uma hora.

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