Sem qualquer aviso prévio, muitos funcionários do HSBC foram pegos de surpresa na manhã desta quarta-feira (11) ao constatarem o fechamento da agência onde prestam trabalho.
Ao todo, o banco fechou 10 agências na Grande SP, sob o argumento de haver sobreposição e garante que a migração para as unidades mais próximas já está sendo providenciada.
Com a decisão, o HSBC dá corpo à política de enxugamento iniciada no ano passado, quando foram eliminados 1.088 postos de trabalho. No mesmo exercício, foram fechados 17 PABs, três agências e 55 unidades da financeira Losango.
Conforme análise do balanço de 2008, nesse mesmo período, a instituição ampliou suas parcerias com correspondentes bancários, elevando de 3.912 para 5.921 o número de estabelecimentos comerciais prestadores de serviços. No ano, as operações de crédito cresceram 27%, enquanto o lucro do conglomerado sofreu uma evolução de 9,30%.
“O HSBC enxuga sua estrutura porque tem foco no atendimento à alta clientela”, afirma o diretor da FETEC/CUT-SP e representante dos funcionários, Luciano Ramos, ao antecipar que, com a decisão do banco, as lutas do movimento sindical agregam mais uma demanda: brigar pela realocação dos trabalhadores envolvidos. “Existem inúmeras agências que sofrem com a falta de funcionários. Por isso, nada mais justo do que realocar os bancários”.
A estratégia foi deliberada, na manhã desta quarta-feira (11), durante reunião do Coletivo Estadual dos Funcionários do HSBC. Na oportunidade, os dirigentes também deliberaram pela intensificação das denúncias contra o desconto da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de programas próprios efetuado pelo banco dos funcionários da área comercial.
“Uma coisa é a PLR negociada e conquistada pela categoria e que está prevista na Convenção. Outra coisa é o programa próprio do banco de distribuição dos resultados com base no cumprimento de metas. Por isso, o desconto é injusto”, explica Ramos.
A idéia é que os sindicatos intensifiquem os protestos até o próximo dia 25 de março, para quando está prevista negociação entre o banco e os representantes sindicais.
Jornalistas: Lucimar Cruz Beraldo e Michele Amorim
Fonte: Fetec/SP