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Trabalhadores assumem controle operacional em várias unidades da Petrobrás

Greve dos petroleiros

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás entraram em greve à zero hora desta segunda-feira, 23, em todo o país. Apesar das ameaças e pressões das gerências da empresa, os petroleiros assumiram a produção em várias unidades de produção e distribuição de petróleo e gás. Nas plataformas do Espírito Santo e da Bacia de Campos, a Petrobrás bloqueou a comunicação dos trabalhadores, cortando telefones e o acesso à internet. Mesmo assim, os petroleiros da PPR-1 e da P-34, no Espírito Santo, fecharam a produção e entregaram as plataformas para as equipes de contingência da Petrobrás, que estão tentando retomar a produção de gás na PPR-1 e de petróleo na P-34, primeira plataforma da empresa a extrair o óleo da camada de pré-sal.

Também na Bahia, os petroleiros mantêm três campos de produção de petróleo sob controle, nos municípios de Entre Rios e Esplanada. Um dos campos com produção controlada é Jandaia, o maior campo produtor de petróleo do estado da Bahia. Na Bacia de Campos, os trabalhadores tentaram controlar a produção, mas foram coagidos a entregarem as plataformas para as equipes de contingência da Petrobrás.

Os trabalhadores dos terminais de Solimões, no Amazonas, de Suape, em Pernambuco, de Guarulhos, em São Paulo, e Cabiúnas, em Macaé, assumiram o controle operacional das unidades e estão controlando o bombeio. Nas plataformas do Rio Grande do Norte, os petroleiros também controlam 70% da produção de petróleo e gás. No Pólo de Guamaré, área de processamento de gás e óleo do Rio Grande do Norte, apenas uma unidade está em atividade, assim mesmo com carga mínima.

Nas refinarias e demais terminais do país, os trabalhadores cortaram a rendição no turno a partir das 23 horas de domingo, 22. Estão em greve os trabalhadores das seguintes refinarias: Reduc (Caxias), Reman (Manaus), Rlam (Bahia), Recap (Mauá-SP), Regap (Minas), Repar (Paraná), RPBC (Santos-SP), REVAP (São José dos Campos-SP), Fafen-BA (Fábrica de Fertilizantes da Bahia), SIX (Unidade de Industrialização do Xisto, no Paraná), LUBNOR (Fábrica de Lubrificantes do Ceará), Fafen-SE (Fábrica de Fertilizantes de Sergipe) e Refap (Rio Grande do Sul). Nestas unidades, não estão ocorrendo trocas de turnos. O mesmo ocorre nos terminais do Paraná (Paranaguá), Santa Catarina (Biguaçu, Guaramirim, Itajaí e São Francisco do Sul), São Paulo (Guararema, São Caetano do Sul, Barueri, Alemoa, Pilões e São Sebastião), Bahia (Madre de Deus), Paraíba (Cabedelo). Somam-se à greve, os trabalhadores das áreas terrestres de produção de petróleo na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Ceará, Pará e Sergipe e Alagoas.

A FUP repudia as ações autoritárias da Petrobrás, que vem se utilizando de ameaças de demissões e coações, para impedir os trabalhadores de exercerem o legítimo direito de greve. A empresa também está ingressando com equipes de contingência em várias unidades, para assumirem a produção no lugar dos trabalhadores. Essas equipes são formadas por gerentes, coordenadores e supervisores, que não têm capacidade de operarem as unidades, sem falar que os efetivos de contingência são reduzidos. Além de colocar em risco a segurança operacional das unidades e, consequentemente, potencializarem as chances de acidentes, esse procedimento da Petrobrás é um atentado ao direito democrático e legal de greve.

A greve dos petroleiros segue até sexta-feira, 27, com reavaliação do movimento no final do dia.

EIXOS DE LUTA DA GREVE DOS PETROLEIROS:

GARANTIR OS POSTOS DE TRABALHO NAS EMPRESAS CONTRATADAS PELA PETROBRÁS;
ACABAR COM A PRECARIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E OS ACIDENTES QUE MATAM TODOS OS MESES OS PETROLEIROS;
GARANTIR O PAGAMENTO DAS HORAS EXTRAS DOS FERIADOS TRABALHADOS;
ESTABELECER O REGRAMENTO E DISTRIBUIÇÃO JUSTA DA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS.

DURANTE A GREVE, SERÃO PRESERVADAS TODAS AS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO QUANTO À PRODUÇÃO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E GÁS.

Confira abaixo o quadro nacional da greve dos petroleiros

Pará
Informações de que houve corte na rendição dos turnos à zero hora desta segunda (22).

Amazonas
Reman – corte na rendição do turno às 23h de domingo (22). Adesão total dos trabalhadores.
Terminal de Solimões – trabalhadores grevistas assumiram o controle da produção.

Ceará
LUBNOR – corte de rendição às 23h de domingo (22).
Fazenda Belém cortou rendição à zero hora desta segunda (23).
Bio diesel – Quixadá cortou a rendição às 6h de hoje (23).
Plataforma corta rendição amanhã, terça-feira.

Rio Grande do Norte
Plataformas – trabalhadores controlam 70% da produção.
Campos terrestres – trabalhadores aderiram à greve, estão realizando concentrações com participação dos trabalhadores terceirizados.
Pólo de Guamaré- os trabalhadores controlam a produção em todas as unidades de processamento de gás e óleo. Apenas uma UPGN está em atividade, com carga mínima.

Pernambuco
Suape – 100% paralisado, com trabalhadores próprios e terceirizados na greve, desde à zero hora de hoje (23/03). O bombeio de GLP está sob controle dos trabalhadores.
Paratibe – boa adesão à greve. Gasoduto está operando com 30% do efetivo mínimo.

Sergipe e Alagoas
Sede – 60% do administrativo aderiram à greve.
Fafen – 100% do turno e 90% do administrativo na greve. Trabalhadores terceirizados também estão em greve.
Carmópolis – 90% dos trabalhadores da produção em greve e 70% do administrativo.
Atalaia – 40% de adesão dos trabalhadores à greve.
Aracaju – haverá assembléia.

Bahia
Rlam – trabalhadores cortaram o turno às 15h30 de domingo (22). Adesão à greve dos trabalhadores do administrativo e terceirizados.
Fafen – cortou a rendição à zero hora de hoje (23). Três campos pararam a produção, nos municípios de Entre Rios e Esplanada. São os campos de Jandaia, Sertres e Rou. Jandaia é o maior campo de produção do estado.
Campos de produção – os trabalhadores também estão participando da greve.
Terminal Madre de deus – cortou a rendição às 15h30 de domingo (22).

Minas Gerais
Regap – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h30 de domingo (22)

Espírito Santo
PPR-1 e P-34 – trabalhadores assumiram a produção e entregaram as plataformas paradas para as equipes de contingência.
Linhares e São Mateus – corte de rendição será nesta terça (24).

Duque de Caxias
Reduc – corte de rendição à zero hora.

Norte Fluminense
Bacia de Campos – equipes de contingência assumiram o controle das plataformas. Petroleiros estão desembarcando.
Terminal de Cabiúnas – trabalhadores assumiram o controle do terminal às 16 horas de domingo (22).

Rio de Janeiro
Os petroleiros da base do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) também estão mobilizados nesta segunda, realizando concentrações. No Terminal da Baía de Guanabara (TABG), os trabalhadores aderiram à greve com boa participação. Não houve corte de rendição, mas a direção do sindicato está discutindo com os trabalhadores a importância de cortarem a rendição nos turnos.

Unificado de São Paulo
Recap – corte de rendição às 23h de domingo (22).
Replan – corte de rendição a qualquer momento.
Terminais de São Caetano, Gurararema e Guarulhos – corte de rendição às 23h de domingo (22). Em Guarulhos, os trabalhadores assumiram a sala de controle hoje pela manhã (23).
Terminal de Barueri – corte de rendição às 7h de hoje (23)
Edisp – cerca de 25% dos trabalhadores aderiram à greve.

Litoral Paulista
RPBC – os trabalhadores cortaram a rendição às 15h30 de domingo (22). 100% de adesão.
Tebar – 100% de adesão, com corte à zero de hoje (23).
Terminais de Alemoa e Pilões – corte de rendição à zero hora de hoje (23).

Paraná e Santa Catarina
Repar – corte de rendição à zero hora de hoje (23).
Six – corte de rendição à zero hora de hoje (23).
Terminais – corte de rendição à zero hora de hoje (23).

Rio Grande do Sul
Refap – corte de rendição pela manhã desta segunda-feira (23), com adesão de mais de 200 trabalhadores. Nos terminais, ainda não houve corte de rendição.

Fonte: Escrito por FUP

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