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Marco Aurélio diz que Brasil busca solução anti-bélica com Irã

O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, alertou hoje, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, que um ataque ao Irã traria consequências muito mais graves do que as ocorridas no Iraque nas guerras dos anos 90 e depois nos anos 2000. Ele afirmou que aquela região é de “altíssima explosividade”, e que o Irã é um país muito influente no Oriente Médio.

“Razão pela qual o governo brasileiro vem buscando uma negociação, uma solução diplomática para o fato de aquele país ser suspeito de querer fabricar armas nucleares”, justificou Marco Aurélio, citando que nesta semana o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, está em Teerã organizando a visita que o presidente Lula fará ao país.

Marco Aurélio fez questão de destacar que o fato de o Brasil estar buscando essa solução, não significa que os governos brasileiros e iranianos tenham afinidades. “Não temos afinidades ideológicas, nem políticas e nem religiosas. Temos procedimentos distintos. Mas não podemos nos omitir. O Brasil tem vocação universalista, por isso, não se pode abster nestas questões, sob pena de sermos acusados de omissão”, afirmou. Marco Aurélio acrescentou que a postura do governo brasileiro será de buscar o convencimento do Irã no sentido de fazer com que aquele país procure respeitar os procedimentos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Que o Irã retome o diálogo com a AIEA. Ele fez questão de ressaltar que o Brasil é contra a fabricação de armas nucleares.

O líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE), elogiou a diplomacia brasileira e enfatizou que as críticas que o governo brasileiro recebe da oposição têm cunho político eleitoral. “A postura do Brasil é uma postura de quem busca no diálogo o caminho para a paz no Oriente Médio”,afirmou. Ferro relembrou o caso do embaixador brasileiro José Maurício Bustani – diretor da Organização para Proibição de Armas Químicas. Antes da invasão do Iraque, Bustani assegurou que não havia armas nucleares naquele país. Entretanto, a informação foi ignorada e Bustani foi destituído do cargo, com aval do governo Fernando Henrique Cardoso. “Não sabemos se o fato pode se repetir, se querem envolver o Irã em denúncias similares ou se de fato o país quer construir armas nucleares. Por isso, o caminho mais sensato é o da negociação defendeu Fernando Ferro.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) alertou para o isolamento que a oposição tenta impor a países como o Irã, Venezuela e Cuba. “Insatisfeito com o sucesso da política internacional do governo Lula, a oposição faz uma orquestração para isolar esses países e criticar a postura de diálogo que o Brasil tem com Irã, Cuba e Venezuela”, destacou Rosinha.

Por Vânia Rodrigues.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ptnacamara.org.br.

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