Rio de Janeiro – A aprovação da capitalização da Petrobras pelo Senado foi uma medida acertada, avaliou hoje (10) o vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Ênio Carvalho Rodrigues.
A capitalização será feita em parte pelo Tesouro Nacional e por meio de oferta pública de ações, lembrou Rodrigues.
“Embora a parte de capitalização feita pelo Tesouro não tenha uma influência direta sobre o público, eu diria que é positiva, na medida em que permite a Petrobras a realização dos investimentos que ela precisa fazer. Isso vai se traduzir, futuramente, em resultados maiores e em uma posição melhor para a empresa”.
Ele acredita também que a oferta pública de ações da estatal vai ser um sucesso, uma vez que se trata de uma empresa prestigiada, com grande capacidade de investimento e de produção, e dotada de tecnologia capaz de cumprir os planos de perfuração na camada pré-sal.
“Eu acho que isso é uma condição sine qua non para a empresa poder tocar o seu plano de expansão e de investimentos. Então, eu acho que vai ser bom, de todas as formas, não no curto prazo, porque a empresa não colhe resultados no curto prazo”. No longo prazo, porém, Rodrigues aposta que a estatal vai se beneficiar, revertendo esses benefícios também aos seus acionistas.
O presidente da Associação dos Analistas Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais da seção de Minas Gerais (Apimec-MG), José Domingos Viera Furtado, elogiou a medida.
“Ela (a capitalização) é positiva. A Petrobras precisa se capitalizar. Como também precisa abrir espaço para a captação de recursos. A gente acha muito importante isso”, disse Furtado.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.
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Capitalização da Petrobras é aprovada no Senado
Brasília – Os senadores aprovaram sem alterações o projeto de capitalização da Petrobras, um dos quatro do novo marco regulatório do pré-sal. De acordo com o texto, a capitalização será feita com o lançamento de novas ações no mercado.
A União vai integralizar o capital dela na empresa, emitindo títulos da dívida pública e os acionistas minoritários quitando com dinheiro a complementação de suas ações. A União também fará uma cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo na área do pré-sal para que a Petrobras explore. Posteriormente, a empresa pagará por esse óleo.
O projeto foi aprovado na madrugada de hoje(10) com 44 votos favoráveis, 6 contra e 5 abstenções.
Por Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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Mobilização da FUP no Senado pelo monopólio e contra entrega dos campos terrestres
A direção da FUP e representantes de várias delegações de petroleiros que participaram da II Plenafup permaneceram em Brasília para acompanhar as votações no Senado dos projetos de lei do Executivo que alteram o modelo de exploração e produção do pré-sal. A Federação cobra a aprovação do Projeto de Lei 531/2009, que restabelece o monopólio estatal sobre a indústria de petróleo e está em tramitação no Senado desde o ano passado.
O PL 531/09 foi construído em conjunto com os movimentos sociais visando também a transformação da Petrobrás em uma empresa 100% pública e estatal, assim como a destinação social das riquezas geradas pelo petróleo. Outra frente de luta dos petroleiros durante a votação dos projetos do governo é impedir a entrega ao setor privado dos campos de produção terrestre operados pela Petrobrás, como defendem alguns parlamentares.
Está prevista para hoje (09) a votação no Senado do PLC 7/10, que cria o Fundo Social a ser formado com recursos do pré-sal. O projeto do governo deverá ser apresentado com uma emenda que trata da mudança do regime de exploração, que atualmente é de concessão, para o de partilha. Isso forçaria o PLC 16/10 (que cria o regime de concessão) a retornar à Câmara dos Deputados. A FUP acompanha a votação, junto com o movimento estudantil, que garantiu uma emenda no relatório, propondo que 50% do recursos do fundo social sejam destinados para a educação. A emenda, batizada de número 5, foi proposta pela UNE, UBES e pela Associação Nacional de Pós- Graduando (ANPG).
Para hoje também está prevista a votação do projeto que trata da capitalização da Petrobrás (PLC 8/10). Na próxima semana, provavelmente no dia 16, deverá ser analisado o projeto que cria a Petrosal.
Por Imprensa da FUP.
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