Em São Paulo, campanha dos bancários Menos Metas, Mais Saúde cobra o fim da violência organizacional
São Paulo – Assédio moral foi o tema da primeira palestra realizada durante o II Projeto Científico. O debate aconteceu na quinta-feira 10 e foi organizado pela Escola Judicial do TRT-PR e pela Escola da Associação dos Magistrados do Trabalho do Paraná (Ematra-IX).
Com o tema Violência, Saúde e Trabalho: Uma jornada de humilhações, a médica Margarida Barreto, pesquisadora nas áreas de assédio moral e violência moral no trabalho, participou do evento e abordou a realidade enfrentada por trabalhadores nas empresas e falou sobre a cobrança cada vez mais crescente no trabalho, com metas a serem cumpridas. “Mesmo o trabalhador conseguindo se superar em muito – como um caso que atendi recentemente quando uma trabalhadora atingiu 120% de aumento nas vendas, mas mesmo assim estava abaixo do cumprimento da meta –, não é suficiente”, relatou a médica.
Margarida Barreto disse ainda que em muitos casos o não cumprimento da meta estipulada pela gestão da empresa transforma-se em humilhação, cobrança perante os outros, levando o trabalhador a um quadro de doença mental.
De acordo com ela, uma pesquisa recente junto ao Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho mostrou que no Paraná, de 2008 para 2009, houve crescimento dos casos envolvendo assédio moral em 260%, enquanto no Rio de Janeiro esse número chegou a 500%.
Para combater o problema, a especialista aposta em novas medidas de gestão nas empresas. “Não há como alterar a violência sem mudar a cultura organizacional. A empresa deve realizar campanhas contra o assédio moral, realizar reuniões de gestão de trabalho, criar uma gestão de risco psicossocial e, inclusive, criar ouvidorias para diagnosticar os casos, uma vez que muitos não denunciam pelo medo”, enfatizou a médica.
Menos Metas, Mais Saúde – O Sindicato lançou em abril a campanha Menos Metas, Mais Saúde, com o objetivo de debater no local de trabalho as várias formas de violência organizacional decorrentes da pressão pelo cumprimento de metas, que muitas vezes se transforma em assédio moral.
Na consulta do ano passado, para definir as prioridades da campanha nacional unificada, os bancários votaram pelo debate sobre a pressão por metas. A consulta para a campanha deste ano já começou e os trabalhadores podem informar suas prioridades no site do Sindicato.
Por Redação – 11/06/2010.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
=======================================
Assédio moral cresce nas empresas
Especialista diz que é preciso mudar cultura organizacional para acabar com o problema
O assédio moral cada vez mais presente nas empresas foi o foco da primeira palestra realizada na manhã da quinta-feira (27/05), durante o II Projeto Científico organizado pela Escola Judicial do TRT-PR e Escola da Associação dos Magistrados do Trabalho do Paraná (Ematra-IX). Com o tema “Violência, saúde e trabalho. Uma jornada de humilhações”, a médica Margarida Barreto, pesquisadora nas áreas de assédio moral e violência moral no trabalho, abordou a realidade enfrentada por trabalhadores nas empresas. “A atual organização na gestão das empresas faz com que haja uma cobrança cada vez mais crescente no trabalho, com metas a serem cumpridas, que mesmo o trabalhador conseguindo se superar em muito – como um caso que atendi recentemente quando uma trabalhadora atingiu 120% de aumento nas vendas, mas mesmo assim estava abaixo do cumprimento da meta – não é suficiente. E em muitos casos esse não cumprimento da meta se transforma em humilhação, cobrança perante os outros, levando o trabalhador a um quadro de doença mental”, explicou a médica.
De acordo com ela, uma pesquisa recente junto ao Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho mostrou que no Paraná, de 2008 para 2009, houve crescimento dos casos envolvendo assédio moral em 260%, enquanto no Rio de Janeiro esse número chegou a 500%.
Para acabar com essa realidade, Margarida Barreto aposta em novas medidas de gestão nas empresas. “Não há como alterar a violência sem mudar a cultura organizacional. A empresa deve realizar campanhas contra o assédio moral, realizar reuniões de gestão de trabalho, criar uma gestão de risco psicossocial e, inclusive, criar ouvidorias para diagnosticar os casos, uma vez que muitos não denunciam pelo medo”, enfatizou a médica, lembrando que ao se envolver em casos de assédio moral a imagem da empresa é arranhada perante a opinião pública e os próprios funcionários. “O assédio moral tem um alto custo às empresas, à União, que precisa tratar das doenças provocadas por essa violência, e à comunidade”, avalia.
A especialista considera ainda o papel dos magistrados fundamental nesse processo. “O assédio moral é uma violação aos direitos fundamentais. Ao se informar sobre a realidade desse ato nas empresas e ao conhecer as conseqüências que esses atos têm na vida do trabalhador, o magistrado poderá tomar decisões com reflexo futuro a todos os outros trabalhadores”, pondera.
…
(Flaviane Galafassi)
Assessoria de Imprensa do TRT-PR
(41) 3310-7313
imprensa@trt9.jus.br
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.trt9.jus.br.