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Lula diz que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social acertou ao colocar educação como prioridade

Brasília – Depois de ouvir as conclusões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, que apontou a educação como prioridade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, se não existisse o Conselhão, seria preciso criá-lo “só para chegar a essa conclusão”.

“Se em outro momentos da história tivéssemos um conselho como esse, que discutisse tecnologia, desenvolvimento e educação, possivelmente seríamos hoje o que estamos nos propondo a ser daqui a dez ou 15 anos”, afirmou Lula.

O presidente lembrou que tanto ele quanto o vice presidente José Alencar, “dois brasileiros sem diploma universitário”, estão hoje “com o carimbo de presidente e vice que mais universidades e cursos de extensão universitária fizeram no Brasil”.

“Foram 105 extensões [universitárias] pelo Brasil afora e 214 escolas técnicas que concretizaram o sonho que muita gente tinha há muito tempo”, informou. “Parece pouco, mas é duas vezes e meia o número [de escolas técnicas] feitas em todo o século 20”, afirmou. Ele citou também a criação de universidades federais e de instituições de ensino que abrangem as realidades da América Latina e afro-brasileira.

“O ProUni [Programa Universidade para Todos] foi uma das coisa mais extraordinárias que fizemos. Já temos 706 mil alunos, e este ano entregarei os primeiros 540 diplomas de medicina para estudantes pobres beneficiados. É um orgulho similar ao que eu e o Alencar [vice-presidente] tivemos ao ver nossos filhos com diploma”, completou.

José Alencar também fez elogios ao Conselhão, principalmente por representar um “ fator de integração entre Estado e governo”. Segundo ele, o conselho “é um bem da comunidade” porque permite que a economia funcione como “um meio para que o governo alcance os objetivos sociais”.

As ações de promoção do governo na área de ciência e tecnologia também foram citadas por Lula. “Nem eu tinha a dimensão disso que conseguimos fazer neste segundo mandato. Infelizmente não conseguimos gastar o dinheiro colocado para inovação tecnológica disponibilizado pelo ministério. Isso aconteceu também porque os empresários não sabiam [o fazer para obter esses benefícios].”

De acordo com Lula, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) investiu nessa área R$ 41 bilhões e, no fechar do ano, todos os recursos de ciência e tecnologia já terão sido aplicados. “Por causa desses investimentos, já passamos a Rússia e a Holanda em publicação de textos científicos e especializados.”

O presidente citou também o Programa Luz para Todos que, segundo ele, resultou em ligações elétricas para 2,4 milhões de casas. “Isso significa de 12 a 13 milhões de brasileiros que saíram do século 18 para o 21”, enfatizou.

Lula apontou algumas consequências do programa para a economia: “O resultado foi que 83% dos beneficiados compraram televisores; 79% compraram geladeiras; e 80%, liquidificadores. São todos números do tamanho do Brasil.”

Por Daniel Lima e Pedro Peduzzi – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.

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Educação é tema prioritário e central para o desenvolvimento do país, diz ministro

Brasília – A educação é o tema prioritário e central do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). A afirmação foi feita hoje (17) pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e secretário executivo do CDES, Alexandre Padilha, na abertura da reunião do colegiado, no Palácio Itamaraty, para discutir a agenda do novo ciclo de desenvolvimento do país.

“O Brasil consolida [por meio do CDES] um novo modelo, não a partir de preceitos teóricos, mas pelo debate democrático de muitos anos de troca de divergências e discussões políticas”, disse Padilha.

Segundo ele, dessas discussões saíram nove pontos consensuais. O primeiro é buscar novos horizontes para a educação, um tema prioritário e central, “seja na qualificação, seja no fomento à inovação, criatividade e produção nacional”.

Outro ponto é a configuração de um Estado democrático de desenvolvimento. “Não é uma questão de Estado mínimo ou máximo, mas de Estado efetivo e necessário”, argumentou Padilha.

O terceiro ponto é a transição do país para a sociedade do conhecimento. Também foram definidos como prioritários os investimentos em combustíveis e inovação tecnológica e o estabelecimento de um novo padrão de desenvolvimento.

“O sexto ponto consensual está ligado ao potencial da agricultura, tema que muitas vezes foi relagado a segundo plano. Isso inclui alimentos e biocombustíveis”, disse o ministro.

O documento, que será apresentado ainda hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclui a necessidade de investimentos em infraestrutura e em políticas sociais.

“Por fim, há a questão da sustentabilidade ambiental. É necessário que o modelo de desenvolvimento caminhe junto com a sustentabilidade”, concluiu Padilha.

O documento também foi alvo de crítica, pelo fato de não considerar prioritária a atividade acadêmica. “Em nenhum momento a palavra pesquisa foi citada no documento”, disse o professor Cândido Mendes, integrante do conselho. Para ele, é fundamental incluir o tema, de modo a evitar críticas de instituições de ensino. O conselho decidiu, então, acatar a proposta.

O CDES tem, entre seus objetivos, discutir uma agenda para o desenvolvimento do país, de forma a propor medidas que assegurem o ritmo sustentado de crescimento da economia nos próximos anos. Coordenado pelo presidente da República, é formado por trabalhadores, empresários, representantes de movimentos sociais, do governo e por lideranças expressivas de diversos setores.

Por Daniel Lima e Pedro Peduzzi – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Tereza Barbosa.

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