Neste final de semana os bancários concluem uma etapa importante da Campanha Nacional 2010. Mais de 600 representantes da categoria eleitos em todo o país vão se reunir no Rio de Janeiro, entre a sexta-feira 23 e o domingo 25, para a 12ª Conferência Nacional dos Bancários, que definirá a estratégia e a pauta de reivindicações da campanha deste ano.
O encontro é o coroamento de um amplo processo que visa dois objetivos fundamentais: promover uma discussão democrática e a mais ampla possível com os bancários e estreitar a unidade nacional da categoria.
Esse debate democrático começou com as consultas que os sindicatos, sob a coordenação da Contraf-CUT, fizeram em suas bases para conhecer as expectativas e as reivindicações dos trabalhadores. Prosseguiu com as assembléias, encontros estaduais e conferências regionais, que, a partir do resultado das consultas e de um caderno de subsídios elaborado pela Contraf-CUT, discutiram, aprovaram as propostas e elegeram seus delegados para a Conferência Nacional.
Os resultados das consultas e das conferências regionais deixam claro que as principais reivindicações dos bancários hoje, tanto nos bancos privados como nos públicos, passam por aumento real de salário, com valorização dos pisos, mais saúde e melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral.
A categoria também manifestou o desejo de melhorar a PLR na Campanha Nacional 2010, preservar e ampliar os empregos nos bancos e ter mais segurança nas agências. Os trabalhadores do ramo financeiro querem ainda a igualdade de oportunidade para todos dentro das empresas, pondo fim às discriminações que dificultam a ascensão profissional das mulheres, dos negros e das pessoas com deficiência.
As consultas e os debates nos Estados também sinalizam uma preocupação dos trabalhadores com o papel dos bancos no desenvolvimento econômico e social do país. O sistema financeiro que está aí não serve à sociedade brasileira. É preciso aumentar a oferta de crédito e reduzir o spread, os juros e as tarifas para que a sociedade tenha acesso a recursos mais baratos e possa sustentar o ritmo de crescimento que o Brasil necessita para gerar mais empregos e mais renda para todos. É necessário democratizar o sistema financeiro, ampliar a participação da sociedade no Conselho Monetário Nacional (CMN) e colocar limites à autonomia do Banco Central.
Mais de 80% dos bancários se posicionaram nas pesquisas contra a privatização dos bancos públicos. Este é um dos temas importantes que as eleições de outubro colocam na ordem do dia para os bancários e para toda a sociedade brasileira.
Sabemos que há claramente dois projetos em disputa no pleito. Um aposta no fortalecimento do Estado e das empresas públicas como fator de desenvolvimento socioeconômico. O outro defende o Estado mínimo e a privatização das estatais, política adotada na década de 1990, que quase aniquilou o patrimônio público nacional e não resolveu os problemas da sociedade.
Há muitos outros assuntos que interessam a todos os trabalhadores, como a geração de empregos e a inclusão social. A eleição será uma escolha sobre o Brasil que queremos para o futuro. Os bancários precisam ter participação ativa para continuarmos avançando rumo a um Brasil ainda mais justo, com inclusão social.
Além da fervura do clima eleitoral, a Campanha Nacional dos Bancários de 2010 se desenvolverá em um ambiente extremamente positivo. A economia cresce em ritmo acelerado. Os indicadores apontam para uma geração recorde de empregos. E os bancos continuam aumentando seus lucros como sempre.
Os bancários e a sociedade exigem a contrapartida social: mais empregos, menos filas; mais crédito para o desenvolvimento, menos juros; mais aumento real; menos metas e mais saúde.
Apesar da conjuntura favorável, sabemos todos que os bancos são osso duro de roer. Em 2009, os bancários fizeram a mais forte campanha salarial das últimas duas décadas, com uma paralisação expressiva inclusive nos bancos privados. E conquistamos aumento real pelo sexto ano consecutivo, melhoramos a PLR, além de conquistas sociais como a licença-maternidade de 180 dias.
Para conquistar novos avanços na Campanha Nacional 2010, os bancários sabem que é preciso manter a unidade de toda a categoria e construir uma grande mobilização em todo o país. E, se necessário, ir à greve como nos anos anteriores. Um outro banco é necessário. As pessoas em primeiro lugar.
Por Carlos Cordeiro, que é presidente da Contraf-CUT
Fonte: Contraf-CUT.
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Contraf-CUT define programação da 12ª Conferência Nacional dos Bancários
A Contraf-CUT definiu a programação da 12ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada na sexta-feira, sábado e domingo, dias 23, 24 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, e aprovará a estratégia e as reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010.
A programação inclui painéis, abertura solene, análise de conjuntura, trabalho em grupos e plenárias. O evento deverá reunir cerca de 700 bancários de todo Brasil, além de profissionais de imprensa.
Os quatro grandes temas são: emprego, remuneração, saúde do trabalhador e segurança bancária, e sistema financeiro.
O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, destaca a importância de reformular o sistema financeiro. Para ele, “é necessário responder a quatro questões: de onde vêm os lucros dos bancos, para onde vão, a quem os bancos atendem e a quem cabe o controle social dos bancos? No Brasil há mil municípios sem atendimento bancário. Defendemos a ampliação do crédito tanto em bancos públicos, quanto nos privados; a universalização do serviço; criação da Comissão Parlamentar Mista (Câmara e Senado) do Sistema Financeiro Nacional (Copasf) e participação dos trabalhadores no Conselho Monetário Nacional”.
Confira a programação completa da 12ª Conferência Nacional:
PROGRAMAÇÃO
Sexta – 23 de julho
09h às 17h – Plenária com apresentações de painéis
Emprego
Angela Maria Carneiro Araújo / Professora de Ciências Sociais – UNICAMP
Miguel Huertas / Economista da subseção Dieese na Contraf-CUT
Remuneração e Previdência
Sergio Mendonça / Técnico Responsável pela Pesquisa de Emprego e Desemprego em São Paulo – DIEESE
Murilo Barella / Secretário de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) – Ministério da Previdência Social
José Carlos Alonso / Diretor de Benefícios – FUNCEF
Sistema Financeiro Nacional
Carlos Eduardo Carvalho / Professor de Economia- PUC-SP
Ana Carolina Tosetti D´Avanço / Economista da Subseção Dieese no Seeb São Paulo
Saúde do Trabalhador e Segurança Bancária
Ana Magnólia Mendes / Professora de Psicologia Social e Trabalho – UnB
13h às 14h30 – Almoço
17h às 18h – Regimento Interno
18h30 – Abertura solene da 12ª Conferência Nacional dos Bancários
20h – Jantar
Sábado – 24 de julho
09h às 13h – Debate sobre conjuntura política
– Apresentação da pesquisa realizada pela CONTRAF CUT
13h às 14h30 – Almoço
14h30 às 18h -Trabalhos em grupos:
– Grupo 1 (Azul) = Emprego
– Grupo 2 (Laranja) = Remuneração e previdência
– Grupo 3 (Verde) = Saúde do trabalhador e segurança bancária
– Grupo 4 (Vermelho) = Sistema financeiro nacional
19h às 21h – Jantar
21h – Confraternização
Domingo – 25 de julho
9h às 13h – Plenária Geral
– Encaminhamentos dos Grupos
– Estratégia Campanha Nacional 2010
– Eixos
– Plano de Lutas/ Calendário
– Mobilização
– Aprovação geral da Minuta
– Eleição do Comando
– Debate e votação de moções
– Encerramento
– Almoço
Fonte: Contraf-CUT.
ARTIGO E NOTÍCIA COLHIDOS NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.
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Conferência Nacional define pauta da campanha unificada
Emprego, remuneração, segurança, saúde do trabalhador e sistema financeiro serão debatidos por bancários de todo o Brasil
São Paulo – Cerca de 700 delegados bancários eleitos em todo o Brasil definem neste fim de semana a pauta de reivindicações e a estratégia de luta da categoria para a Campanha Nacional Unificada 2010. A 12ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada entre sexta 23 e domingo 25, no Rio de Janeiro.
A Contraf-CUT definiu a programação que inclui painéis sobre emprego, remuneração, saúde do trabalhador e segurança bancária, além do debate sobre o Sistema Financeiro Nacional.
Serão debatidas na Conferência Nacional as propostas votadas nas conferências regionais realizadas em todo o Brasil.
Os representantes de São Paulo levarão o que foi votado pela Conferência Estadual realizada no último sábado 17 de julho.
Dentre os principais pontos estão: reajuste salarial com 5% de aumento real, além da inflação projetada de 5,71%; PLR de três salários mais R$ 4 mil; salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88) como piso; vales alimentação e refeição com referência no salário mínimo nacional (R$ 510); PCCS para todos os bancários; auxílio-educação com pagamento de graduação e pós. Os bancários paulistas defendem, ainda, a geração de empregos com a ampliação das contratações, combate às terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que coíbe dispensas imotivadas); cumprimento da jornada de 6 horas; fim das metas abusivas, do assédio moral e da violência organizacional, além de mais segurança nas agências e departamentos.
“Os bancários de São Paulo estão organizados e em sintonia com os de todo o país na busca por aumento real de salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e ampliação de postos de trabalho em um dos setores mais lucrativos do país. Os bancos têm todas as condições de acompanhar o bom resultado do Brasil não apenas em lucro, mas também na geração de emprego e renda”, diz Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato. Ela destaca que melhores condições de trabalho, com mais segurança e fim da cobrança das metas abusivas, que tanto adoecem a categoria, são reivindicações fundamentais que precisam se transformar em direitos.
O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, destaca a importância de reformular o sistema financeiro. Para ele, é necessário responder a quatro questões: de onde vêm os lucros dos bancos, para onde vão, a quem atendem e a quem cabe o controle social das instituições financeiras? “No Brasil há mil municípios sem atendimento bancário.
Defendemos a ampliação do crédito tanto em bancos públicos, quanto nos privados; a universalização do serviço; criação da Comissão Parlamentar Mista (Câmara e Senado) do Sistema Financeiro Nacional e participação dos trabalhadores no Conselho Monetário Nacional.”
Redação – 21/07/2010.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.