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Por 11:48 Sem categoria

Por um novo sistema financeiro

A partir desta sexta-feira até domingo estaremos vivendo um momento histórico. No ano em que comemoramos os 80 anos do Sindicato do Rio vamos ser os anfitriões da 12ª Conferência Nacional dos Bancários.

Não há dúvidas de que esta será uma campanha nacional dura. A história nos mostra que, mesmo com os lucros astronômicos, somente com uma forte mobilização e a unidade nacional conseguiremos novas conquistas.

Sabemos que é fundamental a campanha por melhores salários, mais PLR e a continuidade dos ganhos reais. Mas nossa luta hoje não se resume às remunerações. Cada vez mais priorizamos também questões que envolvem a saúde, a segurança, melhores condições de trabalho, com o fim do assédio moral e das metas abusivas, e a igualdade de oportunidades. Queremos ainda que a população entenda que a nossa campanha é também dela, por um atendimento melhor e mais digno.

Este é um ano eleitoral. Precisamos debater a posição da categoria em relação à realidade política e social. Os brasileiros vão decidir em 2010 entre a continuidade do desenvolvimento econômico com justiça social ou o retorno à lógica de privatizações, arrocho salarial e marginalização do movimento sindical e da mobilização popular.

Novos caminhos

O Fórum Social Mundial tem mostrado que é possível construir uma sociedade melhor, além do atual modelo capitalista globalizado. É com essa crença no poder da mobilização popular que achamos possível propor um novo sistema financeiro com controle social.

A mais recente crise internacional do capitalismo mostrou que é preciso criar regras claras para impedir que a especulação e o acúmulo de capital coloquem em risco a estabilidade econômica e social. Queremos um novo sistema financeiro. Os bancos precisam assumir compromissos e responsabilidade sociais, ampliar créditos para contribuir com o desenvolvimento econômico e social do país.

Fundamentados na teoria marxista, sabemos que o real valor do trabalho é toda a riqueza produzida e que a luta pelo socialismo não pode ser esquecida em função da hegemonia burguesa. Mas acreditamos ser possível avançar socialmente dentro do capitalismo, como o Brasil tem feito nos últimos oito anos.

É preciso colocar as pessoas em primeiro lugar. Os bancos precisam entender isso e mudar sua lógica de exploração e acúmulo predatório de capital. Lutamos por um novo sistema financeiro. Isto é plenamente possível. E a campanha nacional dos bancários deste ano é mais um importante passo nesta transformação social permanente.

Por Almir Aguir, que é trabalhador bancário no banco Bradesco e presidente do Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro.

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Um novo sistema financeiro é possível

“Queremos garantir a participação de representantes da sociedade no Conselho Monetário Nacional Carlos Cordeiro – Presidente da Contraf-CUT

Um ambiente de trabalho mais saudável, sem assédio moral e pressão por metas absurdas e produção é o sonho de todo trabalhador. Nos bancos é elevado o número de funcionários vítimas de doenças físicas e psicológicas em função da sobrecarga de trabalho e das cobranças para que os banqueiros acumulem seus bilhões de reais.

A Contraf-CUT e seus sindicatos filiados acreditam que melhores condições de trabalho resultam em mais produtividade e satisfação dos profissionais. A partir destas conquistas e da reivindicação pela contratação de mais funcionários, seria possível oferecer um atendimento melhor aos clientes e usuários.

A atual lógica da política de recursos humanos imposta pelos banqueiros repercute mal na população e o setor lidera, junto com a telefonia, o ranking de reclamações ano após ano. Além das questões do trabalho bancário, o movimento sindical quer debater a necessidade do controle social do sistema financeiro.

A ampliação do crédito, com juros mais baixos, a universalização dos serviços bancários, mais empregos para melhorar o atendimento, bem como a mudança da legislação para garantir o controle social do sistema financeiro, estão entre as reivindicações dos bancários. “Queremos abrir o debate sobre o direito de ampliar o número de participantes e garantir a presença de representantes da sociedade no Conselho Monetário Nacional (CMN)”, disse o presidente da Contraf-CUT Carlos Cordeiro.

ARTIGO E NOTÍCIA COLHIDOS NO SÍTIO www.bancariosrio.org.br.

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