Brasília – Além dos acidentes de trabalho, as doenças decorrentes da ocupação, como os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort), estão crescendo muito no Brasil por falta de equipamentos e infraestrutura adequados nas empresas. O alerta é do presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra) da 1ª Região, André Vilella, no Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.
De acordo com os dados do mês de junho do Ministério do Trabalho, foram emitidas 7,4 mil notificações e 143 acidentes foram registrados em todo o país.
“É importante a iniciativa do empregador com equipamentos de prevenção individual no trabalho, a fiscalização do Ministério do Trabalho e o trabalhador tem de procurar um sindicato ou o Ministério Público do Trabalho para reivindicar seus direitos”, explicou o especialista.
Segundo ele, a Justiça do Trabalho é um dos ramos mais ágeis da Justiça brasileira, mas costuma demorar porque é preciso um laudo técnico para demonstrar a doença ou o dano sofrido pelo trabalhador, o que torna o processo mais lento devido à falta de peritos.
“Temos de melhorar. É preciso ter a consciência que em casos de acidente do trabalho não é só a vida do trabalhador que é fundamental, mas também tem os aspectos econômicos para o empregador”, destaca Vilella.
De acordo com o secretário de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Marcelo Azevedo, ainda existe no Brasil grande quantidade de acidentes no trabalho.
“Não se preocupam com a saúde do trabalhador porque é fácil a substituição da sua mão de obra. Grande parte do empresariado não tem sensibilidade, é preciso entender que o trabalhador é patrimônio da empresa, ele é quem faz o lucro e deve ser tratado com respeito”, destaca Azevedo.
Em levantamento feito em 2007, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foram registrados cerca de 653 mil acidentes do trabalho entre os empregados formais do país. No Anuário dos Trabalhadores, publicado pelo Ministério do Trabalho, em 2007 houve 414.185 acidentes no Brasil e 20.786 ocorrências de doenças associadas ao trabalho.
Por Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
====================================
27/07/2010 , às 16h58
Ministério da Saúde investe em ações de prevenção de acidentes no trabalho
Entre as ações estão a realização de curso voltado para os gestores do SUS e a ampliação dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador
O Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, lembrado em 27 de julho, traz à tona a discussão sobre a importância da saúde e segurança no trabalho e de ações que garantam a saúde do trabalhador do país. Para Carlos Vaz, coordenador-geral de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, essa é uma questão que deve ser trabalhada diariamente.
Segundo dados da Previdência Social, de um total de mais de 653 mil acidentes de trabalho registrados no ano de 2007, 78 mil são de trajeto (acontecem na ida ou no retorno do trabalho) e 20 mil por doenças relacionadas ao ofício.
Diante de tais estatísticas o Ministério da Saúde tem desenvolvido ações que fazem parte da Política Nacional de Saúde do Trabalhador. Carlos Vaz explica que essas ações visam à redução dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho, por meio de atuações de promoção, vigilância, assistência e reabilitação na área de saúde.
Uma dessas ações é a criação dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). De 2002 a 2010 foram implantados 181 Centros no país. Para se ter uma idéia, em 2002 havia 17 unidades. Atualmente, existem 26 unidades estaduais e 154 regionais, que promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador.
O Cerest é um serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) que, além de subsidiar a formulação de políticas públicas, apóia a estruturação da assistência de média e alta complexidade para atender aos acidentes e agravos relacionados ao trabalho.
De acordo com o coordenador, a implantação dos Cerests trouxe benefício aos trabalhadores. “A consolidação de um espaço destinado à saúde do trabalhador contribui para o processo de expansão dessa área no Sistema Único de Saúde (SUS) e representa a conquista de direitos da saúde do usuário, e em especial, dos trabalhadores”, afirma Vaz.
Outra iniciativa importante foi lançada na semana passada. Trata-se do Curso Virtual Gestão das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores da saúde, coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde e Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e com a Universidade Federal de Minas Gerais. O treinamento é voltado para fortalecer as capacidades dos sistemas de saúde para a gestão do trabalho, saúde e segurança dos trabalhadores em saúde. Cerca de 40 gestores do SUS participarão da primeira turma.
Na avaliação de Carlos Vaz, as ações voltadas à saúde do trabalhador são também o resultado de um esforço conjunto envolvendo outros ministérios. “Além disso, trabalhadores empregados e empregadores devem estar engajados na promoção da saúde do trabalhador. Essa é uma questão diária,” enfatiza.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.saude.gov.br.