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Organização sindical sugere propostas para consolidação do Mercosul

Adital – Em virtude do encerramento, nesta semana, da Cúpula de Presidentes do Mercosul, realizada em San Juan, na Argentina, a Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) publicou uma carta cumprimentando aos chefes de Estado pelos avanços na região e sugerindo reflexões para que as transformações e o processo de integração regional possam acontecer a passos mais rápidos e seguros.

Em meio a um cenário de crises financeiras e econômicas geradas pela insistência no modelo neoliberal, os países do Mercosul conseguiram amenizar as perdas advindas destes processos. Para a CCSCS, este não é um fenômeno que surgiu por acaso, mas foi fruto “da correta aplicação de políticas públicas que fortaleceram a capacidade do Estado de intervir na gestão econômica e social dos países”.

A implementação destas políticas públicas centradas na ampliação dos investimentos em empresas estatais e nacionais de pequeno e médio porte, a proteção do emprego e a manutenção do poder de consumo das classes mais populares, foram decisões estratégicas que permitiram à região continuar crescendo economicamente. Os trabalhadores reconhecem estas iniciativas como ações governamentais que deixaram clara a necessidade de mudar o sistema de governança global.

Ciente deste quadro de mudanças, a CCSCS reafirmou seu “compromisso com a construção de um novo modelo de integração a partir dos interesses dos povos, baseado em firmes acordos que aprofundem os processos econômicos, políticos, sociais e culturais com equidade, inclusão social e melhor distribuição da riqueza”.

Mesmo com os grandes avanços registrados recentemente, é preciso continuar progredindo. A Coordenadora de Centrais Sindicais aponta o processo de integração do Mercosul como um dos pontos pendentes. A inexistência de espaços de articulação política para a correta resolução de conflitos comerciais; a lentidão na colocação em marcha dos acordos alcançados e a não revisão do processo através de uma profunda reforma institucional que adéque as estruturas negociadoras aos novos tempos políticos da região, são apenas algumas das principais deficiências.

“Uma vez mais os trabalhadores da região entendem que, para avançar no processo de integração, é prioritário entrar em consenso sobre uma estratégia comercial, produtiva, econômica e social que tenha como prioridade a promoção do desenvolvimento sustentável e as necessidades dos povos. A mesma deve basear-se na complementaridade e ter como princípios a geração de empregos dignos e a distribuição equitativa da riqueza”, defende a CCSCS.

A Coordenadora de Centrais Sindicais apregoa ainda a necessidade de aceleração do processo de reforma institucional do Mercosul com maior transparência, eficácia e participação da sociedade no processo de integração.

Por Natasha Pitts. Jornalista da Adital. 06.08.2010

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.

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