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Por 11:21 Sem categoria

Mobilização histórica gera acordo histórico da categoria bancária brasileira

Campanha Nacional Unificada 2010 reforça luta da categoria por valorização do poder de compra e das condições de trabalho

São Paulo – Foram 15 dias de greve. E só quem fez sabe: as dificuldades em superar a pressão, a coragem para dizer não ao gestor, a disposição de parar para lutar por seus direitos. Se por um lado fazer greve, último recurso do trabalhador diante da recusa do patrão em negociar, exige muita superação, por outro, traz imensas compensações que vão muito além do dinheiro no bolso, das novas conquistas. Fazer greve é também resgatar algo que os patrões querem que os trabalhadores esqueçam: o poder da solidariedade.

“Foi a união dos empregados de bancos públicos e privados – quase 470 mil em todo o Brasil – que arrancou dos banqueiros um dos melhores acordos já construídos nos últimos anos”, ressalta a presidenta da entidade, Juvandia Moreira. “E tem sido assim desde 2004. Com mais respeito aos direitos dos trabalhadores – mais um dos muitos avanços do governo Lula – a mobilização cresceu. E cresceram os empregos e os aumentos de salário, num círculo virtuoso que mostra a força que tem o trabalho para ajudar a desenvolver a economia de um país.”

Os bancários retomaram o movimento de massa há sete anos. E há sete anos conseguem reajustar seus salários com aumentos acima da inflação – chegando a 16,67% de aumento real nesse período, além dos 26,26% no piso.

“O Sindicato só tem a parabenizar aos bancários pela luta, pela coragem, pela força, pela disposição e por essa parceria de sucesso que vai continuar construindo muito para nossa categoria nos próximos anos”, afirma Juvandia.

Por Redação – 18/10/2010.

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Aumento real é o melhor dos últimos anos

São 7,5% para salários até R$ 5.250. Acima desse valor, o reajuste será por parcela fixa de R$ 393,75 ou pelos 4,29%

São Paulo – A luta dos bancários, que este ano fizeram 15 dias da maior greve dos últimos 20 anos, conquistou para a categoria o maior aumento real desde 1995.

São 7,5% para salários até R$ 5.250 (desconsiderando-se o ATS). Acima desse valor, o reajuste será por parcela fixa de R$ 393,75 ou pelos 4,29% da inflação, o que for mais vantajoso para o bancário – ou seja, o aumento real nessas faixas salariais pode ser maior que os 4,29% (veja tabela abaixo). A proposta foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada na noite de 13 de outubro.

A reivindicação da categoria sempre foi de que o índice fosse aplicado para todos. “Apesar de 95% da categoria ter aumento real, não achamos justo, mas a Fenaban não abriu mão, essa era a proposta final”, explica Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “O Banco do Brasil e a Caixa Federal vão pagar os 7,5% para todos e estamos insistindo com os bancos privados para que façam o mesmo.”

Faixas Salariais
Reajuste

Até 5.250
7,50%

5.500
7,16%

6.000
6,56%

6.500
6,06%

7.000
5,63%

7.500
5,25%

8.000
4,92%

8.500
4,63%

9.000
4,38%

9.170
4,29%

10.000
4,29%

11.000
4,29%

12.000
4,29%

Elaboração: DIEESE Subseção SESE/Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

Por Redação – 18/10/2010

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