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Chuva e falta de funcionários atrasam voos em todo o país

Brasília – A chuva que atinge praticamente todo o país e os problemas enfrentados pelas empresas aéreas, como o déficit de mão-de-obra, continuam provocando atrasos e cancelamentos de voos e exigindo ajustes da malha aérea. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até as 11 horas, 132, ou 12,1% dos 1087 voos programados desde a zero hora de hoje (6) haviam decolado com mais de trinta minutos de atraso. Além disso, 49 (4,5%) foram cancelados.

Entre os aeroportos mais movimentados, alguns dos mais afetados são o Tancredo Neves/Confins, em Belo Horizonte (MG) e o Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF). No primeiro, foram registrados 21,4% voos atrasados, embora não tenha havido nenhum cancelamento. Já no segundo, o índice chegou a 22,9%, enquanto os quatro cancelamentos representam 5,7% do total de voos. Em São Paulo, 14,6% dos voos programados para partir de Congonhas foram cancelados.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Gelson Fochesato, os problemas têm várias causas, como a necessidade de adequação da infraestrutura aeroportuária e a falta de uma política de gestão para o setor, mas, de acordo com ele, uma das principais delas é a falta de pessoal.

“Há muitos pilotos e comissários desempregados no país, mas as empresas aéreas contratam o mínimo possível de funcionários para, assim, ganhar mais dinheiro. Aí quando chega a alta estação acontece esse caos”, afirmou o comandante ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, esta manhã.

Sem falar em operação-padrão, Fochesato admitiu que, no final de 2010, após as companhias aéreas se recusarem a atender às exigências salariais da categoria, os trabalhadores decidiram não fazer mais horas extras e nem aceitar alterações de escalas. De acordo com Fochesato, como o número de funcionários contratados pelas empresas é insuficiente para atender à demanda por voos, em dezembro, muitos pilotos e comissários estavam prestes a exceder a jornada mensal, que é de 85 horas de voo ou 175 horas de trabalho.

“Isso também afeta o transporte aéreo, mas decidimos fazê-lo em prol da segurança dos voos e dos passageiros já que tripulações trabalhando estressadas são uma ameaça”, comentou Fochesato, destacando que a categoria continua negociando com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) e que uma greve ainda não está totalmente descartada.

Por Alex Rodrigues – Repórter Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

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Sindicalista atribui atrasos e cancelamentos de voos a excesso de trabalho de empregados

Rio de Janeiro – A movimentação de passageiros foi tranquila na manhã de hoje (27) nos aeroportos Galeão/Antonio Carlos Jobim e Santos Dumont, os dois principais terminais da cidade. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pela administração dos terminais nacionais, no Galeão, até as 14h, houve atraso em três dos 19 voos internacionais e em 16 dos 64 voos domésticos programados pelas principais companhias aéreas.

Entre as empresas que tiveram voos atrasados, a Gol e a TAM informaram que foram atrasos normais, motivados possivelmente por serviços de manutenção nas aeronaves ou por outros eventos isolados sem alteração da malha aérea.

No aeroporto Santos Dumont, até as 14h, foram cancelados 11 voos e 15 tiveram atraso de um total de 86 programados.

Para a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, no entanto, as alterações nos horários podem estar relacionadas à sobrecarga dos profissionais em uma época em que o movimento nos aeroportos costuma aumentar por causa das férias e das festas de fim de ano.

“Alguns profissionais estão dobrando sua carga horária e aí não tem como ter um bom rendimento. Além disso, há aqueles que não se apresentam para voar porque já extrapolaram o limite de pousos e decolagens previsto na legislação. Sem tripulação, o avião não decola”, disse Selma.

Os sindicatos dos aeronautas e dos aeroviários programavam uma greve para este fim de ano, mas uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho determinou que pelo menos 80% do quadro de trabalhadores das companhias aéreas operasse até 2 de janeiro. Com isso, a paralisação foi suspensa.

Por Thais Leitão – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.

NOTÍCAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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Empresas aéreas tentam jogar seus erros nas costas dos trabalhadores

Patrões nada fizeram para evitar greve

O presidente da CUT, Artur Henrique, avalia que o atual embate envolvendo os aeroviários e aeronautas e as empresas aéreas deixou bastante evidente a tentativa das empresas de “jogar nas costas dos trabalhadores a responsabilidade pelos erros de gestão e pelo desrespeito aos consumidores que elas vêm cometendo ao longo dos últimos anos”. Para ele, o comportamento das empresas durante o processo de negociação com os sindicatos mostrou que elas não tentaram em nenhum momento evitar a greve.

Artur, que passou parte do dia de ontem (22) dialogando com os ministros Nelson Jobim (Defesa), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete da Presidência) e com Celso Klafke (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil, filiada à CUT), afirma que as equipes de bordo e as equipes de terra estão sobrecarregadas, acumulam escalas acima da recomendação de normas internacionais e são, não raro, chamadas às pressas pelas empresas para plantões não previstos.

“Esses são sinais claros de que as empresas estão precisando contratar trabalhadores”, considera o presidente da CUT. Ele lembra ainda que, quanto à questão salarial, as empresas chegaram a fazer uma proposta considerada “ridícula”, de apenas 0,5% de aumento acima da inflação.

Justiça do Trabalho – Artur também criticou o posicionamento da Justiça, que “impediu, fora do que prevê a legislação, a livre negociação entre as partes e o livre exercício de greve”. O TST determinou que 80% da categoria permaneçam em atividade. Em outra decisão, a Vara da Justiça Federal de Brasília decidiu proibir a greve até o dia 7 de janeiro. E a Delegacia Regional do Trabalho definiu multa de R$ 500 mil por dia ao sindicato em caso de greve.

“Os juízes pensaram em tudo isso, mas não pensaram em nenhuma decisão quanto aos trabalhadores. Sequer definiram um percentual de reajuste, nem se pronunciaram”, critica Artur.

Por Isaías Dalle.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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