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Bancários paranaenses apontam prioridades para a Campanha Salarial

Campanha Salarial Nacional busca trabalho decente para os bancários

A Campanha Nacional Unificada 2011 vai buscar o trabalho decente para os bancários, segundo afirmou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, durante sua passagem ontem (2/07) por Londrina, quando participou do primeiro dia da 13ª Conferência Estadual dos Bancários. Segundo ele, emprego decente depende de seis condições básicas para ser assegurado:

1) emprego estável, sem a rotatividade praticada atualmente pelos bancos;

2) emprego seguro, sem o risco à vida, pois hoje é maior o número de pessoas que saem mortas dos bancos do que os que se aposentaram;

3) condições de trabalho, mediante o fim das pressões constantes pelo cumprimento de metas;

4) remuneração digna, mediante o recebimento de salários adequados;

5) direito à aposentadoria digna, na qual tenha direito a  uma complementação suficiente para garantir sua sustentação financeira; e

6) atendimento de qualidade à população, que passa por mais contratações de empregados pelos bancos e o fim da obrigatoriedade de vender produtos nocivos à vida dos clientes.

 

 

Tudo isto, na avaliação de Carlos Cordeiro é possível de ser alcançado com a mobilização da categoria na Campanha deste ano. “Os bancos estão num cenário de rentabilidade crescente, com um aumento anual de 30% nos seus lucros, o que faz com que no período de apenas três anos possam dobrar seu patrimônio”, observou. Apesar disso, o presidente da Contraf-CUT acredita que a categoria terá dificuldades em obter avanços na Campanha deste ano por conta do discurso de que é preciso conter a inflação e de que os bancos devem ser comedidos nas negociações com os bancários este ano, conforme declarou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

 

Para Carlos, a mobilização do ano passado demonstrou que o bancário não está satisfeito com os baixos salários recebidos e vai aderir ao movimento para mudar esta situação. De acordo com ele, em 2009, a Greve da categoria atingiu cerca de 7.900 agências em todo o Pais, no ano passado este número subiu para mais de 8.300 e este ano pode ir além, porque o bancário não está contente com a atual remuneração.

 

Avanços no combate ao assédio moral dependem de você

Ao comentar a possibilidade da categoria conquistar na Campanha Nacional Unificada 2011 novos avanços no combate ao assédio moral, o presidente da Contraf-CUT afirmou que o Acordo Aditivo assinado com os bancos no ano passado é extremamente importante, porém, requer que os bancários façam o uso desse canal, encaminhando denúncias aos Sindicatos.

“Nós classificamos este problema como decorrente da estrutura organizacional. A Fenaban quer caracterizar isso como se fosse uma questão que está dentro da cabeça de um gerente. Mas sabemos que a ordem para pressionar o cumprimento das metas vem de cima para baixo e que se o gestor que está excedendo as suas atribuições for afastado por conta de seus abusos for substituído entrará outro que irá agir da mesma forma”, argumenta Carlos Cordeiro, orientando os bancários a utilizarem seus direitos para ajudarem a combater o assédio moral nos bancos.

Outra importante reivindicação que estará presente na Minuta deste ano é a ampliação do horário de atendimento ao público, com a criação de dois turnos de trabalho para os bancários e, se possível, com a redução da jornada. Esta medida, na opinião de Carlos Cordeiro, é necessária para adequar os serviços prestados pelo setor ao número crescente da população.

“Hoje, a metade da população não tem conta em banco, por isso eles têm que contratar mais e abrir mais agências. Se os bancos são uma concessão pública, todo mundo tem direito a ter uma conta em banco. Por isso estamos abrindo o debate para que haja mais contratações e abertura de novas agências para dar atendimento digno à população”, finaliza.

Texto: Armando Duarte Jr.

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Categoria quer mobilizar a sociedade pela regulamentação do Sistema Financeiro

Os clientes estão gerando o imenso lucro abocanhado pelos bancos nos últimos anos. Esta foi uma das avaliações tiradas durante a 13ª Conferência Estadual dos Bancários, encerrada hoje (3/07), em Londrina. Este posicionamento foi relatado por Otávio Dias, presidente do Sindicato de Curitiba, que coordenou o Grupo Temático sobre Emprego e Remuneração do evento.

Segundo Otávio, a categoria pretende despertar uma reflexão e cobrar explicação para a sociedade sobre esta questão, mostrando como os banqueiros estão multiplicando seus lucros  a cada ano. “É difícil para o cidadão comum entender como os bancos multinacionais Santander (Espanha) e HSBC (Inglaterra) praticam uma taxa de juros anuais entre 6,5% e 6,8% para seus clientes na Europa, enquanto no Brasil esses índices atingem entre 65% e 70%. O Banco Central precisa criar uma regulamentação e, melhor ainda, dar uma explicação para a sociedade do por que isso acontece apenas no território nacional”, argumenta.

Para Otávio, é fácil entender como os bancos hoje conseguem criar um “novo banco” no Brasil a cada três anos. “Nos anos 80, as tarifas bancárias cobriam 70% da folha de pagamento. Hoje todos os bancos cobrem tranqüilamente seus gastos com pessoal e, em alguns casos, essas mesmas taxas correspondem a 200% e até 260% das despesas do total da folha de pagamento”, denuncia.


 

Categoria reivindica inflação mais 5% de aumento real

Na 13ª Conferência Estadual foram definidos os índices de reajuste salarial e das demais cláusulas econômicas. Conforme apontou a Consulta feita junto às bases, o reajuste a ser reivindicado deve incluir a reposição da inflação acumulada desde a última data-base, estimada em 7,5%, mais 5% a título de aumento real de salário. Os delegados presentes ao evento também reivindicam o valor de R$ 545,00 para os Auxílios-refeição e cesta-alimentação. Esta proposta será encaminhada para a Conferência Nacional, a ser realizada nos dias 30 e 31 de julho, em São Paulo.

PLR – A proposta aprovada na Conferência Estadual visa buscar a manutenção das regras atuais na  PLR descritas na minuta para a convenção coletiva do ano passado ((pagamento de 3 salários mais um valor fixo de R$ 4 mil, corrigidos pelo mesmo índice a ser aplicado nos salários este ano)) e a distribuição linear de 4% do lucro líquido do banco a todos os funcionários, a título de PLR Adicional.

Rotatividade do emprego preocupa

Otávio Dias informa que a rotatividade dentro da categoria também está aumentando a cada ano. “Hoje o funcionário não fica mais do que 20 a 25 anos dentro da empresa, recebendo, em média, R$ 3.638,00 por mês, quando é demitido. E o pior é que o novo colega inicia recebendo apenas um terço desse valor. Desse jeito, enquanto o número de contratações na categoria cresce, a massa salarial diminui”, observa.

Outra grande preocupação é com a saúde e a condição de trabalho dos bancários. Otávio lembra que há 10 anos “tinha uma epidemia de LER. Hoje ainda existem muitos casos entre os profissionais. Mas o que mais preocupa – esse é um número oficial – é que 50% dos colegas são afastados devido ao transtorno mental, motivado pelas metas abusivas exigidas pelos bancos, além do assédio moral sofrido no dia-a-dia”, afirma.

Categoria está mobilizada

“Creio que devido à excelente organização realizada no ano passado – como nunca se viu nos últimos 20 anos, mais de 40% da categoria na base de Curitiba está pronta para a mobilização. O bancário sabe que é essencial para produzir o imenso lucro dos banqueiros, que está sofrendo com os baixos salários, com a pressão para venda de produtos, muitas vezes prejudiciais para o cliente, e com o assédio moral. Por isso está motivado para enfrentar a Campanha deste ano e conseguir ótimos resultados nas negociações com a Fenaban”, finaliza Otávio Dias.

Texto: Samuka Lopes

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Organização é fundamental para garantir avanços nas negociações

A organização estadual  da categoria é a principal estratégia de mobilização para conseguir avanços na Campanha Nacional Unificada 2011. Esta é a visão de Elias Jordão, presidente da Fetec-Cut/PR e representante do Estado no Comando Nacional dos Bancários, que é responsável pelas negociações com a Fenaban, em balanço feito por ocasião da 13ª Conferência Estadual dos Bancários, encerrada neste domingo(3/07), em Londrina.

“Nossa mobilização está muito grande, como conferimos nas micro-conferências regionais e neste evento estadual. Temos uma média de 80% de participação da categoria, com algumas regiões chegando a 90% de adesão dos trabalhadores. Estamos preparados para a `guerra´ da negociação com os banqueiros. Nosso exército está preparado e pronto para a luta. E quanto maior for nossa capacidade de mobilizar a categoria, melhor será o resultado da Campanha deste ano”, salienta Elias.

O dirigente sindical também destacou o aumento no número de participantes na  Conferência, próximo de 300 pessoas. “Pude perceber que os colegas estavam bastante dispostos, atentos aos debates. É nítido o aumento da adesão do pessoal dos bancos privados, o que não acontecia nos últimos anos, com ótima participação nos grupos de trabalhos. Está claro que os bons resultados do ano passado contribuíram para este crescimento ”, afirma.

Na opinião de Elias, o trabalhador bancário tem percebido a sua imensa contribuição para o aumento dos lucros dos bancos, que se multiplicam a cada ano, mas sem contrapartida nos salários. “Ele vê na mobilização a única maneira de ter sua renda ampliada. Nem mesmo as táticas de pressão, através dos Interditos Proibitórios, têm prejudicado a participação da categoria nas atividades de pressão da Campanha. Temos conseguido fazer valer a o direito de fazer greve. E este é o único jeito que o bancário tem para que os banqueiros fechem uma negociação favorável, quando está em jogo a questão econômica”, explica.

De acordo o presidente da Fetec-CUT, os banqueiros sempre apostam na desmobilização da categoria, especialmente os funcionários dos bancos privados. “No último ano tivemos mais de 60% de participação dos colegas do setor privado, chegando a fechar cerca de 8.400 agências em todo o território nacional”, destaca.

Na avaliação dele, isso demonstra a insatisfação do bancário, devido às pressões pelo cumprimento de metas. “Vejo dois motivos para esse aumento: primeiro é a insatisfação com a renda ou devido aos problemas de saúde. Outro fator é a rotatividade. O bancário vê que sua vida útil dentro da empresa tem data de validade, de 10 a 15 anos. Então ele fica desmotivado, porque acaba pagando a conta. E para seu lugar é contratado outro trabalhador que inicia com um salário equivalente a 40% do que ele recebia”, afirma Elias Jordão.

Segundo ele, a Campanha Nacional Unificada 2011 não está focada apenas no reajuste salarial. “Hoje a principal questão é a saúde do bancário, que sofre muito com o assédio moral. Estamos reivindicando o emprego decente, com estabilidade no emprego, condições de trabalho, segurança e o fim das pressões pelo cumprimento de metas, que hoje têm provocado o adoecimento dos bancários”, finaliza Elias.

Texto: Samuka Lopes

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.vidabancaria.com.br. ADAPTADAS PELA FETEC-CUT-PR

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