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Por 21:28 Sem categoria

Golpe militar de 1964 no Brasil

Foram 21 anos de ditadura aqui no país!

“Triste tempo em que lutar por seus direitos é um defeito que mata” (Gonzaquinha, em 1975)

O movimento Levante Popular da Juventude tem o apoio da CUT. Saudamos com muito entusiasmo as manifestações iniciadas neste ano. Quebram um paradigma na sociedade brasileira para essa data. Esses jovens disseram a sociedade e a seus pais, professores e políticos que querem saber da verdade sobre os 21 anos da ditadura militar.

Disseram de forma pedagógica e lúdica que seu vizinho é um torturador, seu médico foi agente da ditadura que atestava, em nome do estado, que uma morte no pau-de-arara foi  acidente de carro. O 1º de abril não é dia da mentira. Foi cruel. Foi verdade o golpe que calou o Brasil, as universidades e a produção intelectual e científica. Um golpe que acabou com a democracia e com a liberdade de expressão.

A CUT se soma nesta luta pela verdade. Aliás, a CUT nasceu combatendo a ditadura militar, lutando pelo direito de greve, de livre manifestação. Hoje, 48 anos depois do triste 1º de abril de 64, continuamos na luta juntos com os jovens, negros e trabalhadores, que continuam ainda oprimidos pelo sistema capitalista que produz uma sociedade tão desigual.

O dia do golpe e os 21 anos que os generais governaram o País têm que ser lembrados como foi e, agora, mais ainda, como a iminência da indicação e início dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade.

Saudamos a Presidenta Dilma Rousseff que, corretamente, desautorizou parte das forças armadas e seus clubes militares que tinham a pachorra de comemorar o dia do golpe. Ao mesmo tempo, lembramos que se faz mister a instalação da Comissão Nacional da Verdade, independente e autônoma, com todas as garantias para trabalhar e reconstituir a memória, expondo a verdade. Lutamos para que, ao final,  o produto do seu trabalho seja analisado pela justiça e, ai sim, seja feita justiça com a punição de quem matou, torturou, e ocultou cadáveres em nome de um regime entreguista.

Por Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da CUT

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cut.org.br

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