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Por 23:16 Sem categoria

Jovens defendem educação de qualidade nos países do Mercosul

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Jovens de países do Mercosul pedem educação de qualidade e defendem que só um ensino público e de amplo acesso é capaz de promover o desenvolvimento dos estados membros. Eles pedem também um modelo de educação único para os países da região e citam a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) como um exemplo positivo de integração. A discussão fez parte do diálogo especial sobre Juventude e Democracia que marcou hoje (5) o fim das reuniões dos grupos da Cúpula Social do Mercosul.

Manuela Braga, representante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) disse que o Brasil tem experiência positivas, mas ainda precisa muito que avançar na área da educação. Ela defende um projeto único para o Mercosul. “Precisamos desenvolver isso, precisamos de um projeto único que favoreça nossa soberania e que beneficie não só estudantes, mas professores e trabalhadores”, disse.

Uma das iniciativas é a Unila, criada pela Lei nº 12.189/2010, vinculada ao Ministério da Educação do Brasil. A universidade tem o objetivo de ser um centro de integração latino-americano no desenvolvimento regional, de intercâmbio cultural, científico e educacional do Mercosul.

O argentino Federico Montero, coordenador-geral da Casa Pátria Grande Presidente Néstor Kirchner, acredita na educação como pré-requisito para a participação política, pela qual é possível consolidar um modelo de desenvolvimento diferente. Montero repete as palavras da presidenta argentina, Cristina Kirchner: “O melhor lugar da juventude é na política”.

Este ano, a juventude é destaque na Cúpula Social e 2012 é o chamado Ano da Juventude no Mercosul – Construindo um Novo Protagonismo. Atualmente mais de 70 milhões de jovens entre 15 e 29 anos vivem na região.

Edição: Aécio Amado

Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-05/jovens-defendem-educacao-de-qualidade-nos-paises-do-mercosul

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Participantes da Cúpula Social do Mercosul propõem a criação do Focem Social

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os participantes da Cúpula Social do Mercosul pediram hoje (5) a criação do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul Social (Focem Social) e o livre comércio de produtos da economia solidária nos países da região. Essas foram algumas das propostas discutidas nos cinco eixos temáticos da cúpula, que ocorre na capital federal. Elas serão sistematizadas e devem compor a Declaração Final da Cúpula Social que será entregue na sexta-feira (7) aos chefes de Estado do Mercosul.

O Focem Social terá o objetivo de promover os investimentos em educação, saúde, economia solidária, entre outras causas sociais, diferentemente do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem), cujos recursos são direcionados para outros fins. “Os recursos [do Focem] foram voltados a reformas estruturais que beneficiaram grandes empresas e não o social”, disse Rogério Correa, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

Segundo os participantes do eixo temático Cooperação para o Desenvolvimento e Integração Regional, onde o assunto foi discutido, o atual Focem não daria conta das necessidades dos países membros daí a necessidade de se ter o Focem Social.

O Focem foi criado em 2004 (entrou em vigor em 2007) para desenvolver estrutural e socialmente os países membros. O Brasil é o maior contribuinte, com 70% dos recursos. A Argentina é responsável por 27%; o Uruguai, por 2%; e o Paraguai, 1%. A Venezuela registrou disposição de participar do Focem, como contribuinte e beneficiária. Os termos da participação venezuelana deverão ser anunciados até sexta-feira (7) na Cúpula de Brasília.

Outra proposta que teve destaque foi a do livre comércio de produtos advindos da economia solidária. Na opinião de Bruno Dias, da Unila, uma frase marcou a discussão: “Não são as fronteiras, mas as barreiras que limitam o comércio desses produtos”. Segundo ele, a economia solidária tem como princípio priorizar a qualidade de vida do produtor e a qualidade do produto e não a busca do lucro unicamente.

A Cúpula Social ocorre desde 2006 como um espaço de diálogo entre os governo e a sociedade civil do Mercosul. A cúpula reúne representantes de governos, parlamentos, centrais sindicais, confederações da agricultura familiar, pastoris, cooperativas, organizações de pequenos e médios empresários e entidades civis.

Edição: Aécio Amado

Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-05/participantes-da-cupula-social-do-mercosul-propoem-criacao-do-focem-social

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