Ato no Centro de Curitiba faz a defesa das famílias que estão sendo desalojadas no Rio Grande do Norte em virtude de interesses do agronegócio. Luta dos palestinos também foi lembrada.
Dezenas de manifestantes ocuparam a Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba, no Dia Internacional dos Direitos Humanos. Na pauta a defesa dos interesses de uma pequena comunidade no interior do Rio Grande do Norte, na cidade de Apodi, onde 150 famílias estão sendo expulsas de suas terras por interesses do agronegócio. A luta dos palestinos também foi lembrada pelos manifestantes.
“Estas pessoas, que praticam a agricultura familiar, defendendo uma produção sustentável, com interesse na segurança alimentar, estão sendo expulsas por projetos de irrigação do agronegócio com o único interesse de exportar frutas”, disse a secretaria da Mulher da CUT-PR, Marisa Stédile.
De acordo com ela, 35 destas famílias já foram expulsas de suas propriedades. “No Brasil inteiro o agronegócio está cada vez mais tirando famílias de suas terras. É imprescindível lembrarmos que o alimento que chega em nossas mesas sai da agricultura familiar, pois o agronegócio produz para exportação”, reforça Marisa.
O ato organizado pela CUT-PR em parceria com a Marcha Mundial das Mulheres também defendeu o povo palestino, vítima de um genocídio.
“Precisamos defender o povo Palestino que deseja seu reconhecimento pleno, assim tendo condições de participar de forma plena da ONU. Um povo que está sendo massacrado pelo genocídio israelense”, enfatizou o vice-presidente da CUT-PR, Márcio Kieller.
O diretor de relações institucionais da Federação Árabe Palestina, Ualid Rabah, denunciou alguns dos inúmeros crimes que estão sendo cometidos na região. “A mulher palestina é a pessoa que mais sofre. Ela não pode passar pelos centros de controle, que são mais de 700 em menos de 20 mil km2. Este sofrimento pode ser descrito da seguinte maneira: elas precisam passar por estes centros para dar a luz e são impedidas. Não raro dão a luz no próprio posto de controle, no táxi, no carro do vizinho e até mesmo na rua. Filhos e mães morrem nestas condições. Estas mesmas mulheres sepultam seus filhos e seus maridos e na ausência deles devem buscar o sustento com 50% de mão de obra inativa”, argumentou.
O ato fez parte da agenda internacional de 24 horas de ativismo. No Paraná foi promovido pela Central Única dos Trabalhadores e pela Marcha Mundial das Mulheres. Também participaram do ato representantes do Conselho Regional de Serviço Social, Secretaria da Mulher do Partidos dos Trabalhadores, SISMUC, SINTCOM, SINTRACON, Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, APP Sindicato e Movimento dos Moradores de Rua.