Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos, começou a operar comercialmente no sábado (5), segundo informou a Petrobras. A produção comercial estava prevista para 13 de janeiro, mas foi antecipada. Ela se deu a a partir da entrada em operação do navio plataforma Cidade de São Paulo (unidade que produz, armazena e transfere petróleo), que tem capacidade para processar, diariamente, 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural.
O primeiro poço interligado à plataforma tem potencial de produção superior a 25 mil barris de petróleo por dia. Sua produção, entretanto, ficará restrita, inicialmente, a cerca de 15 mil barris por dia, até que sejam concluídas as ações de comissionamento dos sistemas para processamento e reinjeção do gás natural, cuja duração prevista é 90 dias.
Mais dez poços (cinco produtores e cinco injetores), segundo a empresa, serão interligados à plataforma ao longo dos próximos meses. A previsão é que o pico de produção, de 120 mil barris de petróleo por dia, seja atingido no primeiro semestre de 2014.
Segundo a Petrobras, Sapinhoá é um dos maiores campos de petróleo do Brasil, com volume recuperável total estimado em 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), e entra em produção comercial quatro anos e meio após a sua descoberta, ocorrida em julho de 2008.
Edição: Aécio Amado
Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-07/petrobras-inicia-producao-comercial-em-mais-um-campo-do-pre-sal-da-bacia-de-santos
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Atuação no pré-sal
Para nós, o pré-sal já é uma realidade. Diariamente produzimos mais de 200 mil barris de petróleo. Até 2017, esse número será cinco vezes maior.
Produzir petróleo a 7 mil metros de profundidade é resultado de muita pesquisa e de nossa experiência em águas profundas. Hoje o pré-sal é uma realidade, que nos levou a uma posição estratégica frente à grande demanda de energia mundial das próximas décadas.
No pré-sal, desde que começamos a produzir, em 2008, superamos 100 milhões de barris de petróleo. Diariamente são mais de 200 mil barris, nas bacias de Santos e de Campos. Em 2017, estimamos alcançar 1 milhão de barris por dia.
Para conseguirmos descobrir essas reservas e operar com eficiência em águas ultraprofundas, desenvolvemos tecnologia própria e atuamos em parceria com universidades e centros de pesquisa. Contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos, em recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia. Por isso, nossos investimentos na área do pré-sal se ampliam cada vez mais e chegarão a US$ 69,6 bilhões até 2016, de acordo com nosso Plano de Negócios.
Oportunidades de emprego e desenvolvimento da indústria
Como parte desse investimento, criamos uma série de ações estratégicas que garantem o desenvolvimento de toda a cadeia de bens e serviços, trazendo tecnologia, capacitação profissional e grandes oportunidades para a indústria.
Empresas que fazem parte da nossa cadeia de suprimentos, por exemplo, podem se beneficiar com o Programa Progredir, que facilita o acesso ao crédito bancário, e com os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), um financiamento exclusivo. Também participamos de importantes iniciativas para atender à crescente demanda por mão-de-obra, como o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), que já qualificou mais de 88 mil profissionais. A expectativa é que mais de 200 mil profissionais sejam capacitados com o programa, em 185 categorias nos níveis médio, técnico e superior.
Conheça melhor os programas:
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Progredir
Programa facilita acesso ao crédito para fornecedores da cadeia produtiva da Petrobras.
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Fundos de Investimento em Direitos Creditórios
Os FIDCs têm a função de antecipar ao fornecedor da Petrobras recebíveis contratuais.
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Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – Prominp
Quer se capacitar para trabalhar no setor de petróleo e gás natural? Existem diversos cursos gratuitos para profissionais de nível básico, médio, técnico e superior.

Notícia colhida no sítio http://www.petrobras.com.br/pt/energia-e-tecnologia/fontes-de-energia/petroleo/presal/
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- 1. O que é o Pré-sal?
- O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas em águas ultraprofundas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.
As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontram grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre. São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.
- 2. Qual o volume recuperável declarado nas acumulações do pré-sal?
- Os números são muito expressivos. O volume recuperável apenas com Campos de Lula e Sapinhoa, mais os volumes contratados na Cessão Onerosa, equivale a todo o volume de petróleo e gás já produzido pela Petrobras, desde a sua fundação até 2011.
Volumes declarados até setembro de 2012:
Campo de Lula: 6,5 bilhões de barris.
Campo de Cernambi: 1,8 bilhões de barris
Poço de Sapinhoá: 2,1 bilhões de barrisAlém desses campos, os volumes recuperáveis declarados da área da Cessão Onerosa atingem 5 bilhões de boe.
- 3. O que representa o pré-sal no Plano de Negócios da Petrobras?
- O pré-sal exige excelência em todas as frentes, da concepção e gestão de projetos ao fornecimento de bens e serviços, com ênfase especial na capacitação de pessoas. Os investimentos necessários para desenvolver o pré-sal estão totalmente contemplados no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016.
Nossas estimativas em relação ao potencial do pré-sal hoje são superiores em relação às avaliações iniciais feitas na época da primeira descoberta. De acordo com o Plano, investiremos US$ 69,6 bilhões no pré-sal, dos quais 85% na Bacia de Santos. O investimento total no pré-sal, incluindo a parcela dos parceiros da Petrobras, é estimada em US$ 93 bilhões.
Saiba mais:
- 4. Quais as contribuições do pré-sal para o desenvolvimento da indústria brasileira?
- Os desafios do pré-sal trazem também uma grande oportunidade de mercado para o desenvolvimento de uma nova geração de tecnologias de produção de óleo e gás em alto-mar, com escala de aplicação significativa.
O volume de negócios gerado pelo pré-sal para fornecedores de bens e serviços e para operadores da indústria de óleo e gás é o fator impulsionador para a consolidação, no Brasil, de um dos principais polos tecnológicos dessa indústria no século XXI.
Grandes fornecedores de bens e serviços instalam no país suas unidades de produção e também encontram espaço para gerar tecnologia localmente junto com os centros de pesquisa.
A inovação direciona nossos esforços para a gestão de uma grande rede de desenvolvimento de tecnologias, baseada em território nacional e, ao mesmo tempo, articulada com os principais polos de excelência tecnológica da indústria de energia no mundo.
Conteúdo local
Desde 2003, o Governo Federal vem implementando uma política de conteúdo local no setor de petróleo e gás natural com o objetivo de ampliar a participação da indústria nacional no fornecimento de bens e serviços.
Para atender a esta política, nossa demanda de navios, plataformas, sondas e tudo que envolve a exploração e produção na área do pré-sal conta com nosso compromisso de aproveitarmos ao máximo a capacidade competitiva da indústria nacional de bens e serviços.
O investimento com a indústria nacional também é feito através de ações como o Prominp. A mão de obra qualificada é um desafio, mas também uma oportunidade. O Programa Nacional de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo (Prominp) já qualificou mais de 88 mil profissionais. A previsão é de que este número ultrapasse os 200 mil.
Crédito para fornecedores
Nossos fornecedores contam com programas de incentivo e acesso ao crédito, como o Progredir e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Até hoje, já viabilizamos o financiamento de R$ 6,9 bilhões.
Esse movimento, que consolida uma grande rede de cooperação, voltada para a capacidade local de inovação, está relacionado ao Plano de Negócios da Petrobras.
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- 5. O que faz a Petrobras apta a atuar na área do pré-sal?
- Somos pioneiros na exploração em águas profundas e ultraprofundas e nos tornamos líderes neste segmento.
Para operar com eficiência em águas ultraprofundas, desenvolvemos tecnologia própria e atuamos em parceria com universidades e centros de pesquisa.
Contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos, em recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia. Por isso, nossos investimentos na área do pré-sal se ampliam cada vez mais e chegarão a US$ 69,6 bilhões até 2016, de acordo com nosso Plano de Negócios.
O cenário que se apresenta com o crescimento da produção do pré-sal nos leva a busca por novas soluções. Trabalhamos em projetos que garantem a expansão dos nossos limites exploratórios.
Como exemplo, nossos pesquisadores identificaram produtos que aumentam a resistência à corrosão dos equipamentos usados no pré-sal.
A otimização de resultados também vem com muita pesquisa. Testamos produto que associado à água injetada no poço faz com que a rocha do pré-sal libere óleo com maior facilidade.
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Produção Mensal de Óleo e Gás Natural – Brasil e Internacional
A produção de gás natural nos campos da companhia no Brasil alcançou 62,179 milhões de metros cúbicos por dia. Se for considerada a produção de gás natural da Petrobras somada à parcela operada para seus parceiros, esse volume chega a 68,464 milhões de metros cúbicos por dia. Ambos os valores mantém-se nos mesmos níveis do mês de outubro.
A produção total de petróleo e gás natural da companhia, considerados os campos no Brasil e no exterior, atingiu em novembro a média de 2.575.249 barris de óleo equivalente por dia (boed), volume próximo ao produzido em outubro (2.581.552 boed).
Os campos localizados no Brasil produziram 2.359.402 barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), indicando um aumento de 1,2% na comparação com o mês anterior. O acréscimo deveu-se, principalmente, ao crescimento da produção da plataforma FPSO Cidade de Anchieta, localizada no pré-sal do campo de Baleia Azul, na Bacia de Campos, no litoral do Espírito Santo. Quando computada a produção da Petrobras somada à parcela operada para seus parceiros, esse valor atinge 2.437.973 barris de óleo equivalente por dia (boed), um incremento de 1,4% com relação ao mês de outubro.
Vale registrar que em novembro foi dada continuidade ao programa de paradas programadas para manutenção em plataformas da Bacia de Campos, como, por exemplo, a P-18, instalada no campo de Marlim, e a P-43, no campo de Barracuda.
Produção do exterior
A produção total do exterior foi de 215.847 boed, correspondendo a um recuo de 13,4% em relação ao mês anterior. Desse total 119.348 barris diários foram de petróleo, correspondendo a uma redução de 20,8% na comparação com outubro, devido ao fechamento dos poços, para manutenção, da plataforma de produção do Campo de Akpo, na Nigéria.
A produção de gás natural chegou a 16,395 milhões de metros cúbicos/dia, representando um declínio de 2,1% em relação a outubro.
| Produção | Média 12 | Nov 12 | Out 12 | Set 12 |
| Produção de óleo e LGN (Mbpd) | ||||
| Brasil | 1.975,3 | 1.968,3 | 1.939,9 | 1.842,8 |
| Mar | 1.764,2 | 1.756,5 | 1.729,2 | 1.629,6 |
| Bacia de Campos | 1.614,7 | 1.605,9 | 1.589,2 | 1.471,8 |
| Outras | 149,4 | 150,6 | 140,0 | 157,8 |
| Terra | 211,1 | 211,8 | 210,6 | 213,2 |
| Internacional (***) | 146,0 | 119,3 | 150,8 | 148,5 |
| Consolidada | ||||
| AMERICA DO SUL | 78,3 | 75,8 | 78,0 | 79,2 |
| AMERICA DO NORTE | 8,6 | 12,9 | 10,5 | 10,5 |
| AFRICA | 52,7 | 24,3 | 56,1 | 52,8 |
| Não-Consolidada | ||||
| AMERICA DO SUL | 6,4 | 6,4 | 6,1 | 6,0 |
| Produção total de óleo e LGN (Mbpd) | 2.121,3 | 2.087,7 | 2.090,6 | 1.991,3 |
| Produção de gás natural sem liqüefeito (Mm³/d) (*) | ||||
| Brasil | 59.152,4 | 62.179,2 | 62.425,3 | 60.343,1 |
| Mar | 43.492,3 | 46.222,3 | 46.498,0 | 44.374,8 |
| Bacia de Campos | 23.133,7 | 24.361,9 | 23.660,3 | 22.145,0 |
| Outras | 20.358,6 | 21.860,4 | 22.837,7 | 22.229,7 |
| Terra | 15.660,1 | 15.956,9 | 15.927,3 | 15.968,4 |
| Internacional | 16.501,3 | 16.395,1 | 16.741,0 | 17.215,5 |
| Consolidada | ||||
| AMERICA DO SUL | 15.884,8 | 15.918,5 | 16.309,8 | 16.759,1 |
| AMERICA DO NORTE | 545,8 | 432,7 | 384,3 | 406,7 |
| Não-Consolidada | ||||
| AMERICA DO SUL | 70,7 | 43,8 | 46,9 | 49,7 |
| Produção total de gás natural sem liqüefeito (Mm³/d) | 75.653,7 | 78.574,3 | 79.166,3 | 77.558,7 |
| Produção total de gás natural (Mboe/d) (**) | 469,2 | 487,6 | 491,2 | 480,9 |
| Produção total de óleo, LGN e de gás natural (Mboe/d) | 2.590,5 | 2.575,2 | 2.581,8 | 2.472,2 |
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Produção, Venda, Importação e Exportação de Óleo e Derivados
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