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Chuvas melhoram situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As fortes chuvas de ontem (13), que caíram em praticamente todas as bacias hidrográficas do país, melhoraram de uma maneira geral a situação dos reservatórios d’água em todas os subsistemas do país e em particular na área do Triângulo Mineiro (Itumbiara, Nova Ponte, Emborcação e Furnas).

As informações foram dadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que admitiu, no entanto, que as chuvas estão atrasadas e que, para que a situação se normalize, será preciso ainda muita chuva. A ONS, no entanto, disse que a tendência é que, nos próximos dias, as chuvas continuem a cair nas áreas de concentração de reservatórios e que a situação de uma maneira geral melhore.

Segundo o Operador Nacional do Sistema, todas as térmicas estão despachando a plena carga para garantir a energia necessária ao país e que não há, portanto, qualquer risco de racionamento.

O nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e do Norte vem subindo desde a última sexta-feira, depois de ter atingido o seu pior nível na quarta-feira. Depois de ter subido 0,3 ponto percentual entre quarta e quinta-feira (passando de 28,3% para 28,6% de sua capacidade máxima), ontem o nível dos reservatórios do Sudeste/Centro Oeste estava em 29,8% – uma alta de 1,2 ponto percentual em relação a quinta-feira (10) da semana passada.

No subsistema Norte, os reservatórios fecharam ontem em 42,04%, quase 2 pontos percentuais em relação ao fechamento da última quinta-feira (10). No subsistema Sul, ocorreu a maior alta: 2,4 pontos percentuais, passando de 46,6% para 49,0% da capacidade máxima dos reservatórios da região.

Já o subsistema do Nordeste continua a ser o único em queda. De quarta para quinta-feira, o nível dos reservatórios da região já havia recuado 0,3 ponto percentual para 29,6%; voltando a cair 0,3 ponto no último domingo, ao fechar em 29,3%.

Edição: Davi Oliveira

Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-14/chuvas-melhoram-situacao-dos-reservatorios-das-usinas-hidreletricas

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Consumidores residenciais serão os maiores beneficiados pela redução da tarifa de energia, diz especialista

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Os consumidores residenciais serão os principais beneficiados pela decisão do governo federal de reduzir as tarifas de energia elétrica e terão descontos acima dos consumidores industriais e comerciais, disse hoje (14) à Agência Brasil o economista Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ).

A Lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira. Ela prorroga as concessões de geração de energia elétrica e reduz encargos setoriais, com o objetivo de baixar as tarifas para os consumidores.

De acordo com o economista, como a  lei afeta  principalmente o mercado cativo, os principais beneficiados serão as famílias, que terão uma redução média  nas contas de 20%. O economista ressaltou, entretanto, que o cálculo vai variar de distribuidora para distribuidora. Já para os consumidores industriais e comerciais, a diminuição na tarifa será um pouco menor.

Nivalde de Castro explicou que o custo da energia estava muito caro no país, “menos por um problema vinculado aos custos da indústria de energia elétrica, mas a problemas de encargos e impostos, notadamente imposto estadual”. Ele acrescentou que, como não tem condição de mexer nos impostos estaduais, o governo federal mexeu nos encargos e propôs à indústria a renovação antecipada das concessões que iriam vencer a partir de 2015. “Ele antecipou para fevereiro de 2013 a redução das tarifas”.

Segundo Castro, a iniciativa veio  em um bom momento, “porque vai compensar bastante o aumento [da energia] pelo uso das termelétricas”, devido à escassez de chuvas este ano.

Segundo explicou, até o final deste mês, a direção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve votar a revisão extraordinária das tarifas das distribuidoras para permitir que haja a redução média de 20% nas contas de energia. “Ela [a Aneel] vai colocar quais são as cotas que cada distribuidora vai receber dessas usinas que foram renovadas. Então, ela tem que fazer uma revisão tarifária extraordinária para que cada distribuidora saiba quanto vai receber de energia das usinas que tiveram a renovação da concessão”.

A energia passará diretamente para as distribuidoras. O coordenador do Gesel esclareceu que a Aneel vai determinar quais serão as cotas dessa energia que caberá a cada distribuidora.  Informou que, embora as usinas das  empresas Cemig, Cesp e Copel não tenham aderido ao acordo com o governo, os consumidores da  região das áreas de concessão de Minas Gerais e de São Paulo vão ser beneficiados.

Ele alertou, porém, que em 2015 vencerão as concessões das usinas que não aderiram e o governo fará uma licitação tendo como preço-teto os valores das usinas que renovaram.

Edição: Davi Oliveira

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Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-14/consumidores-residenciais-serao-os-maiores-beneficiados-pela-reducao-da-tarifa-de-energia-diz-especia

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