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Presidenta Dilma acata proposta da CONTRAF-CUT de conferência sobre sistema finaneiro

Crédito: Roberto Stuckert Filho/PR
Roberto Stuckert Filho/PR Presidenta Dilma Roussef recebe direção da CUT no Palácio do Planalto

Na reunião mantida nesta terça-feira 6 com a direção da CUT Nacional, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Roussef acatou a proposta da Contraf-CUT para a realização de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro e sugeriu que seja ampliada para discutir também os direitos dos consumidores. Dilma também ordenou ao ministro da Fazenda Guido Mantega que receba o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, para discutir o processo de demissões e a reestruturação no sistema financeiro.

“A presidenta Dilma atendeu as duas demandas da Contraf-CUT”, comemorou ao final do encontro o presidente da CUT, Wagner Freitas. “Na verdade, a conferência nacional para discutir o sistema financeiro nacional é uma iniciativa da Contraf, mas também foi encampada pela CUT no 11º Concut”, acrescentou Wagner.

“A presidenta da República não só concordou com a proposta, como disse que vai trabalhar por ela e propôs ampliar a abrangência da conferência nacional. Além da discussão do papel dos bancos, da ampliação e do barateamento do crédito, a presidenta quer debater também na conferência os direitos dos consumidores, tanto no que diz respeito aos juros do cartão de crédito, do cheque especial e das tarifas, quanto em relação ao consumo das novas classes emergentes de todos os tipos de serviços, incluídos os dos celulares e telecomunicações em geral”, detalhou o presidente da CUT.

Segundo Wagner, ex-presidente da Contraf-CUT, Dilma disse que as políticas econômicas e sociais do seu governo e do governo Lula ampliaram o poder de compra dos trabalhadores e de grande parte da população antes excluída. “Os serviços a que essa nova classe média passou a ter acesso são ainda muito caros e em geral estão acima dos padrões internacionais. Eles precisam não apenas ter as tarifas reduzidas, como proporcionar um melhor atendimento à população.”

Audiência com o ministro da Fazenda

Wagner Freitas também cobrou da presidenta Dilma o pedido de audiência ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, feito em dezembro do ano passado (logo após as demissões em massa no Santander) e reiterado no último dia 10 de janeiro. “A presidenta mandou o ministro Mantega receber a Contraf-CUT para discutir as demandas dos bancários”, informou o presidente da CUT.

Nas cartas enviadas a Mantega, a Contraf-CUT reforçou a necessidade de debater o emprego no setor bancário, ameaçado com a redução de postos de trabalho nos bancos privados.

A intenção é buscar medidas para garantir a proteção do emprego dos bancários e a defesa dos interesses da sociedade. “Não aceitamos pagar a conta da pequena redução de juros. Os bancos podem aumentar os lucros emprestando mais com juros e spread ainda menores. Queremos um sistema financeiro sólido e forte, que amplie o crédito e que trate o emprego como fator de desenvolvimento”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

“Todo início de ano é carregado de esperanças, porém, infelizmente, o dos bancários chegou com as preocupações do ano que se findou. Quais sejam: demissões em massa no Santander e anúncios de demissões também no Itaú e fechamento de agências do Citibank no Brasil”, afirma a Contraf-CUT na correspondência.

“Através da grande imprensa, os bancos alegam que é necessário buscar maior eficiência, tendo em vista que seus lucros decresceram em função da queda de juros, medida do governo federal com a qual estamos totalmente de acordo. Porém, somos totalmente contra que esta busca pela eficiência dos bancos seja empreendida à custa de demissões em massa”, alerta ainda a Contraf-CUT no ofício ao ministro da Fazenda.

Marcha das centrais sindicais

Wagner Freitas classificou de “muito proveitosa” a reunião com a presidenta Dilma, no Palácio do Planalto, na qual ela também se comprometeu a receber os presidentes das centrais sindicais durante a marcha do dia 6 de março, em Brasília.

“Isso nos dá a possibilidade de iniciarmos a discussão da pauta da classe trabalhadora, que inclui a jornada de 40 horas, o fim do fator previdenciário, o direito ao modelo de negociação salarial do setor público, a ratificação da Convenção 158 da OIT e a reforma agrária”, afirma o presidente da CUT.

Além de Wagner, outros dois bancários da direção nacional da CUT participaram da reunião com a presidenta Dilma: Jacy Afonso e Expedito Solaney Pereira de Magalhães.

Fonte: Contraf-CUT

Notícia colhida no sítio http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=33365

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CUT se reúne com presidenta Dilma Roussef e discute temas de interesse de todos os brasileiros

05/02/2013

Dilma prometeu receber a pauta da classe trabalhadora na marcha do dia 6 de março e intermediar para que uma uma delegação internacional tenha direito na reunião da cúpula do G20, em São Petersburgo

Escrito por: Marize Muniz

Em reunião nesta terça-feira (5) com dirigentes da CUT, a presidente Dilma Rousseff, ressaltou a importância da Central – “a CUT chegou onde chegou porque teve um olhar para a sociedade como um todo” – e da interlocução com os movimentos sociais para continuar o processo de transformação social do País e atendeu pelo menos dois pedidos feitos pelo presidente da CUT, Vagner Freitas.

O primeiro pedido feito por Vagner foi para que a presidente ajudasse os sindicalistas a ter espaço e voz na próxima cúpula do G20, que acontece nos dias 5 e 6 de setembro, em São Petersburgo. Dilma disse que vai trabalhar para que uma delegação sindical internacional tenha direito de fala na próxima reunião da cúpula do G20 e também para que os líderes sindicais sejam recebidos pelos chefes de estado. Com a presidenta Dilma, a audiência já está garantida.

Jacy, Rosane da Silva, Sérgio Nobre, Carmen Foro, Dilma, Vagner Freitas, Quintino Severo, Expedito Solaney e João Felício

Jacy, Rosane da Silva, Sérgio Nobre, Carmen Foro, Dilma, Vagner Freitas, Quintino Severo, Expedito Solaney e João Felício

“A presidenta se comprometeu a ser a interlocutora do nosso pedido porque concorda que a crise financeira internacional não pode ser colocada como responsabilidade da classe trabalhadora”, disse Vagner. Segundo ele, a CUT e a Confederação Sindical Internacional (CSI) vão escolher o grupo de dirigentes que vão participar dessas audiências.

Além de Vagner, participaram da audiência o secetário-geral da CUT Sérgio Nobre, o secretário de Relações Internacionais João Felício, a vice-presidenta da CUT Carmen Foro, a secretária da Mulher Trabalhadora Rosane da Silva, o secretário de Organização Jacy Afonso, o secretário de Finanças Quintino Severo e o secretário de Políticas Sociais, Expedito Solaney.

O presidente da CUT também conversou com a presidenta sobre a importância do diálogo permanente com os representantes dos trabalhadores e pediu à Dilma que recebesse a pauta da classe  trabalhadora, após a marcha que será realizada em Brasília no próximo dia 6 de março. Dilma aceitou o pedido e vai receber uma comissão de sindicalistas de todas as centrais sindicais que participarão da marcha.

Entre os itens da pauta, estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salário (para 40 horas semanais), o fim do fator previdenciário e as reformas tributária e agrária, entre outros.

Notícia colhida no sítio http://www.cut.org.br/destaques/22926/cut-se-reune-com-presidenta-dilma-roussef-e-discute-temas-de-interesse-de-todos-os-brasileiros

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